Do BLOG Roberto Romano
Uma coleção de resumos bem ao gosto da preguiça!
No Blog KAPA (PORTUGAL): sexta, novembro de 2003

Rapidinhas Culturais 1
A equipa editorial do blog K, estando atenta às conturbadas manifestações contra o aumento das propinas por parte dos estudantes universitários, resolveu dar uma ajuda a todos os que desejavam ir às aulas mas que, devido à universidade estar fechada a cadeado, não puderam. Este é o nosso contributo cultural para ajudar esses mesmos alunos...
"Confrontados com o baixo nível das conversas da juventude portuguesa, decidimos dar o nosso contributo. Compreendemos que ninguém tem tempo e que, quando o há, temos coisas mais engraçadas que fazer do que ler um livro, por muito bom que ele seja. Ver vídeos, dar uma volta, embebedar-se, pecar em geral, são de facto actividades mais divertidas e mais rápidas.
Por esta e outras razões pomos a nossa extensa cultura ao serviço de todos os ignorantes que nos lêem. Para poupar tempo e dinheiro aqui estão alguns tesouros da literatura universal em poucas linhas e ao alcance de qualquer besta.
Marcel Proust. À Ia recherche du temps perdu. Paris, Gallimard. 1922 (I.ere edition) - À procura do tempo perdido. Livros do Brasil Colecção Dois Mundos). 1965 Resumo: Um rapaz asmático sofre de insónias porque a mãe não lhe dá um beijinho de boas-noites. No dia seguinte (pág. 486. I vol.), come um bolo e escreve um livro. Nessa noite (pág. 1344. VI vol.) tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile (vol. VII) onde estão todos muito veIhinhos e pronto.
Escrito por martabellini às 11h49
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Rapidinhas Culturais 2 (resumos para universitários)

Do Blog Kapa
James Joyce. Ulysses. Paris, Shakespeare Co.. 922 - trad. portuguesa (obrigatório dizer e é má) de João Palma-Ferreira.
Resumo: Um dia na vida de um judeu chamado Bloom que vai cagar no primeiro capítulo. Um estudante chamado Daedalus masturba-se na praia. O judeu bebe uns copos e fala com o sapato. A mulher do judeu (que é cantora) lembra-se de como fornicou o dia todo com o seu amante. Termina com a palavra «Sim», prova indiscutível de que se trata de um livro inteiramente positivo.
Júlio Dantas, A Ceia dos Cardeais, Lisboa, Lello, 1908 - tradução portuguesa de David Mourão-Ferreira.
Resumo: Era uma vez três cardeais. Um era português, o outro espanhol e o outro francês. Estavam a jantar no Vaticano e lembraram-se de comparar engates. O francês tinha muita lábia, o espanhol muita basófia mas o português é que a sabia toda. No fim, os outros baixaram a bola e reconheceram como é diferente (e melhor) O amor à portuguesa. Ou, como disse no fim o cardeal inglês. «Portuguese do it best».
Leão Tolstoi, Guerra e Paz, (1800 páginas).
Resumo: Um rapaz não quer ir à guerra e por isso Napoleão invade Moscovo. A rapariga casa-se com outro. Fim.
Escrito por martabellini às 11h49
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Rapidinhas Culturais 3 (resumos para universitários)
Luís de Camôes, Os Lusíadas (várias edições), versão portuguesa de João de Barros).Resumo: Um poeta com insônias decide chatear o rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa porreiraça), têm o justo prêmio numa ilha cheia de gajas boas.
Gustave Flaubert, Madame Bovary, (378 páginas)
Resumo: Uma dona de casa engana o marido com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do talho, o merceeiro, e um vizinho cheio de massa. Envenena-se e morre.
William Shakespeare, Hamlet, Londres, Oxford Press
Resumo: Um príncipe com insónias passeia pelas muralhas do castelo, quando o. fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com urna caveira e morre, assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que se tinha suicidado.
Anónimo colectivo, Antigo Testamento (2 vol.)
Resumo: A mesma história tem dezenas de versões. Trata-se da saga de uma família através de várias gerações. Uma história de poder, luxúria, paixões incandescentes, ambições desmedidas, crimes hediondos e sexo.
Anónimo colectivo. Novo Testamento (4 versões) Resumo: Uma mulher com insónias dá à luz um filho cujo pai é uma pomba. O filho cresce e abandona a carpintaria para formar uma seita de pescadores. Por causa de um bufo, é preso e morre”.
Escrito por martabellini às 11h47
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Uau, Delúbio no Primeiro de Maio!


Escrito por martabellini às 14h38
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Câmara de vereadores de Maringá e o voyeur

Não sei se os vereadores sabem o sentido da palavra VOYEUR. Talvez, não. MAS, quando estes senhores e senhoras aprovam uma LEI para instalar câmeras no centro de Maringá, uma coisa é certa: FREUD explica. FREUD e o empresário que vai instalar as benedettas. Sinto cheiro de gasto público! Quanto ao VOYEUR tenho a dizer duas coisas: a) filmar as pessoas sem que elas saibam (ou mesmo sabendo) me permite pensar que as pessoas que vão controlar o sistema de televisão vão buscar as OBSCENAS: cenas de gente se coçando nas partes íntimas, gente tirando meleca do nariz, bundas, seios.... Os voyaeurs se deliciam com estas cenas. Sentem prazer, orgasmos. É um tipo de perversão que todos os humanos sentem. A Câmara estará revelando sua perversão publicamente? Creio que sim. Por favor, leiam de Freud o MARAVILHOSO livro A PSICOPATOLOGIA DA VIDA COTIDIANA. b) as pessoas que pensam (e fazem) estas ações sentem-se poderosas: querem ter o controle da população. Controlar e punir. Poder, poder, poder. Vamos ler o Michel Foucault: VIGIAR E PUNIR. De qualquer maneira, ou para ter orgasmo secreto ou para punir, as duas formas são doentias. Vigiar as pessoas é uma doença mental! O PIOR: nós, cidadãos, vamos pagar as contas dessa doentia forma de administrar a cidade.
Escrito por martabellini às 11h15
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Do BLOG de Roberto Romano (link ao lado)
Por Demétrio Magnoli no Globo
Nós, os idiotas

"Curva a cabeça, sicambro! Adora o que queimaste e queima o que adoraste." Essas palavras do bispo de Reims assinalaram a conversão de Clóvis ao catolicismo, em 498, e a fundação mítica da França. O rei dos francos abjurou suas convicções pagãs em nome da unidade dos seus súditos e da vitória na guerra. Ele se converteu, não se vendeu.
Na sua posse como ministro, amanhã, Roberto Mangabeira Unger queimará o que escreveu em 2005, quando classificou o governo Lula como "o mais corrupto" da História do país e clamou pelo impeachment do presidente. O intelectual de Harvard começou a se converter à adoração de Lula seis meses depois de publicar seu libelo e, agora, completa o ato de contrição ofertando desculpas ao homem que lhe concede um cargo. O evento consagrará uma operação comercial plena de sentido político.
Uma transação articula-se em torno de dois pólos: o vendedor e o comprador. No caso das convicções do novo ministro, os analistas investigaram as motivações do primeiro pólo, mas pouco se interessaram pelas do segundo.
Leia o texto completo no Blog do Professor Romano.
Vale a pena conferir!
Escrito por martabellini às 10h30
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Briga doméstica ou quando vamos ultrapassar a corrida pela reitoria sem usar o sindicato?

Ontem ocorreram as eleições para o sindicato dos servidores da Universidade Estadual de Maringá. Tradicionalmente, sindicatos e associações lutam pelos salários, por melhores condições de trabalho, pela cultura, ciência e ensino. Um bom jornal deve fazer a diferença em um sindicato. Entretanto, isso nem sempre acontece em nossa instituição. Há sempre chapas se debatendo para ser a “bola” da vez. Ou seja, ganhar a reitoria! UNIVERSIDADE? Ensino, ciência, cultura, política limpa? Ah! Isso, não. Os resultados da eleição são estes: Chapa 1: 521; chapa 2 (nossa chapa) 348; chapa 3: 507.votos. Haverá segundo turno. Nossa disposição é manter a chapa e continuar a discutir os efeitos da CUT e do PT na política do país. Quanto à possível vitória da Chapa 1 (chapa mais à direita, também próxima da CUT), vemos como um fenômeno das questões das eleições que movimentaram e movimentam a UEM.
Para mim, o importante foi debater o papel da CUT, hoje braço governista, que assopra as reformas anti trabalhadores. Foi um saldo importante!
Escrito por martabellini às 10h10
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Para meus amigos! Amanhã volto aos
comentários!
Escrito por martabellini às 10h04
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Do blog Panorama

Os vivos são e serão sempre, cada vez mais, governados pelos mais vivos (Barão de Itararé)
Escrito por martabellini às 11h59
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Escrito por martabellini às 11h37
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Do Millôr para o Dia 1º de Maio (do Blog do Roberto Romano)

O país está dividido entre os cinicamente corruptos e os que não conseguem resistir à tentação.
Escrito por martabellini às 11h35
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NUA E CRUA
por Mônica Bergamo
Folha de São Paulo, 30 de abril de 2007

Justiça é só para pobre. É o que diz um dos juízes investigados num dos grampos da Operação Têmis, sobre suposta venda de sentenças judiciais. O diálogo, de acordo com a transcrição da Polícia Federal, ocorreu entre o juiz Djalma Moreira Gomes, da 25ª Vara Cível, e pessoa desconhecida. Diz o juiz: "A Justiça não é uma coisa que interessa... é uma coisa, que a Justiça acaba sendo uma... uma coisa "pá" pobre, né? Porque rico resolve as coisas dele (...) de outra maneira. Então a Justiça foi uma coisa dada pros pobres, pra eles viver (sic) brincando aí".
IMAGINA, PÔ!
O interlocutor do juiz concorda com ele. Djalma continua: "Então quando isso aí... quando isso ameaça muito, então é bom... Aí imagina, pô! O nosso sistema foi feito pra não funcionar. É, foi feito pra não funcionar, se funcionar, tá errado". O interlocutor ri. "É, se funcionar, tá errado. Da forma como ele foi concebido, imagina. "Tão" tentando dar uma mexida nisso, mas... imagina”.
GENTE FINA
Nos relatórios da Operação Têmis, os policiais citam os excelentes, e caros, restaurantes que alguns dos investigados costumavam freqüentar: La Tambouille, Rodeio, Café Armani e Frans Café.
E pensar que alguns cretinos nos chamam de ricos! Rico é o juiz!
Escrito por martabellini às 20h31
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Pobres e RICOS

Folha Ilustrada 15 de abril de 2007 por Mônica Bergamo
O mapa do luxo
Se tem um setor no Brasil que não está precisando de um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) é o do consumo de alto luxo. O país cresceu 3,7%, certo? Pois o mercado do luxo explodiu: cresceu 32% no ano passado. [...]
Na Dona Santa/Santo Homem, a "Daslu do Nordeste", um palácio de quatro andares e 1.600 m2 no Recife, a coleção de bolsas da Prada que aportou nas prateleiras em janeiro já foi toda vendida. Precinho: R$ 7.000. Clientes aguardam ansiosas pela chegada da coleção "spring/summer". "Algumas vêm aqui num dia para comprar uma blusa básica. Voltam no outro, e compram o guarda-roupa inteiro", diz Celso Ieiri, gerente da loja. Detalhe: a blusa "básica" pode custar R$ 2.600.
São 9.000 clientes cadastrados, de todo o Nordeste. "Ninguém da região precisa mais pegar um avião para fazer compras. Basta vir aqui. Temos os mesmos produtos que estão em São Paulo, Milão, Berlim, Nova York", diz Lília Santos, a "Eliana Tranchesi" do Recife. Há cerca de dois anos, não era assim: a Dona Santa só vendia grifes nacionais. "Fizemos uma pesquisa, e vimos que a cidade comportaria produtos importados, de alto luxo", diz Juliana Santos, filha de Lília. A butique hoje vende Ferragamo, Ermenegildo Zegna, Prada, Chloé. Está negociando com Marc Jacobs, Miu Miu e Fendi. "As vendas triplicaram." As melhores clientes chegam a gastar R$ 50 mil de uma vez. [...] O símbolo do alto luxo em Florianópolis (SC) é o condomínio de Jurerê Internacional. Até quem já está acostumado com o maravilhoso mundo do esplendor e da suntuosidade paulistanos se espanta, por exemplo, com a quantidade de Ferraris nas ruas. "É uma coisa engraçada, meio Miami. Tem milionário de Goiás e Mato Grosso que deixa a Ferrari coberta na garagem, em Florianópolis, e só usa em férias, finais de semana ou feriados", diz Marcos Campos, um dos sócios do paulistano Cafe de La Musique. Atraídos pela abastada clientela, Marcos, Álvaro Garnero e Ricardo Mansur abriram uma sucursal do Cafe em Jurerê. A entrada da boate custa R$ 100; os ingressos para uma festa fechada, R$ 400.
COMENTÁRIO MEU: E TEM SOCIALISTA “REVOLUCIONÁRIO” QUE DIZ QUE, NÓS, PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS SOMOS RICOS. Salve, Lênin!
Escrito por martabellini às 20h29
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Primeiro de Maio

Escrito por martabellini às 19h58
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Caros colegas,
Fiz outra configuração para que vcs possam fazer comentário.
Desculpem-me as novas condições, mas tenho que evitar pessoas
raivosinhas (e invejosas) que não tomaram vacinas....
Eu, hein...

Para vc!
Escrito por martabellini às 11h42
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De um covardinho chamado Sérgio:

(cujo e-mail vou vasculhar para processá-lo)
NA ELEIÇÃO DO SINTEMAR TEM TUCANATO, VEJA SÓ UMA CHAPA É DOS PTISTASCUTISTAS SEM VERGONHA NA CARA, A OUTRA É DO DEM (RANÇOSOS E LACAIOS), E A DA MARTA É DO PSTU E CAS UNIDOS COM EX-SINDICALISTAS EM ATIVIDADES(COMO PAULO PARAISO, EVANDIR..) E COM EX-PETISTAS RICAS E REFORMISTAS COMO A MARTA, SALVE NOS DEUS, FORA TODOS E VOTE NULO.
Não vou conversar com uma pessoa rancorosa, sem identidade e, provavelmente, de direita. As regras para publicar neste BLOG são claras: não admito esculhambação anônima, nem entrada de pessoas como este Cabo Anselminho fazendo sua propaganda em lugar alheio. FORA os que têm medo, mas não têm vergonha de gritar em alto e bom som na Universidade. Vêm gritar aqui, por preguiça! Vivam os Macunaímas pés de chinelo! (se é que este serginho leu macunaíma).
Escrito por martabellini às 11h34
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Do Blog O que pensa Aluízio

Escrito por martabellini às 13h03
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CARRO TAMBÉM É GENTE
Elio Gaspari, Folha de São Paulo 29 de abril de 2007

Stanislaw Ponte Preta, criador do "Festival de Besteira que Assola o País", resolveu manter uma sucursal nos ministérios que lidam com a patuléia trabalhadora. Nos anos 90, justificando o uso de um carro oficial para levar sua cadela ao veterinário, o ministro do Trabalho, Antonio Magri, informou que "cachorro também é gente". Em 1995, quando lhe perguntaram como era possível viver com um salário mínimo, o tucano Paulo Paiva respondeu: "Eu sou ministro do Trabalho, não sou trabalhador". O atual comissário da Previdência, Luiz Marinho, deu a seguinte explicação à repórter Julianna Sofia, quando ela lhe perguntou por que seu motorista atropelou aposentados que se manifestavam no seu caminho: "Quando estou saindo, o pessoal veio agredir o carro. Uma agressão inexplicável".
Escrito por martabellini às 12h42
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Cortadores de cana têm vida útil de escravo em SP
Pressionado a produzir mais, trabalhador atua cerca de 12 anos, como na época da escravidão
Conclusão é de pesquisadora da Unesp; usineiros dizem que estão mudando sistema de contratação e que vão melhorar condições
MAURO ZAFALON, Folha de São Paulo, 29/4/07

O novo ciclo da cana-de-açúcar está impondo uma rotina aos cortadores de cana que, para alguns estudiosos, equipara sua vida útil de trabalho à dos escravos. É o lado perverso de um setor que, além de gerar novos empregos e ser um dos principais responsáveis pela movimentação interna da economia, deve exportar US$ 7 bilhões neste ano. Ao menos 19 mortes já ocorreram nos canaviais de São Paulo desde meados de 2004, supostamente por excesso de trabalho. Preocupados com as condições de trabalho e com a repercussão das mortes, as usinas estão mudando o sistema de contratação desses trabalhadores, antes terceirizados.
A pesquisadora Maria Aparecida de Moraes Silva, professora livre docente da Unesp (Universidade Estadual Paulista), diz que a busca por maior produtividade obriga os cortadores de cana a colher até 15 toneladas por dia. Esse esforço físico encurta o ciclo de trabalho na atividade. "Nas atuais condições, passaram a ter uma vida útil de trabalho inferior à do período da escravidão", diz. Nas décadas de 1980 e 1990, o tempo em que o trabalhador do setor ficava na atividade era de 15 anos. A partir de 2000, "já deve estar por volta de 12 anos", diz Moraes Silva. Devido à ação repetitiva e ao esforço físico, "ele começa a ter problemas seriíssimos de coluna, nos pés, câimbras e tendinite", afirma. Para o historiador Jacob Gorender, o ciclo de vida útil dos escravos na agricultura era de 10 a 12 anos até 1850, antes da proibição do tráfico de escravos da África. Depois dessa data, os proprietários passaram a cuidar melhor dos escravos, e a vida útil subiu para 15 a 20 anos.
E dizer que Lula chamou os usineiros de heróis nacionais!
Escrito por martabellini às 12h37
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E dá-lhe humor!
Tudo o que os petistas odeiam é humor!



Escrito por martabellini às 10h43
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Do Blog de Roberto Romano
Ciro Gomes, Aécio, Unger em direção às eleições, Irmãos cara de pau 2

Extraido do Blog A Marvada Pinga
O homem que fala javanês....
O futuro ministro Mangabeira Unger vai encontrar um péssimo ambiente na Presidência da República. A começar pelo próprio presidente Lula, justiça lhe seja feita, ninguém no Planalto o queria no governo, nem muito menos criar a Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, a "SeAlopra". Seu nome foi imposto pelo vice José Alencar, que reivindicava um ministério, qualquer um, para o seu PRB. E Lula não gosta de dizer "não" a Alencar. Lula não sabia, porque não os lê, dos artigos de Mangabeira Unger pedindo seu impeachment e chamando seu governo de "o mais corrupto da história". Informado dos artigos hostis de Mangabeira Unger, Lula esperou que José Alencar (que também não os conhecia) desistisse da indicação. Foi inútil.
[...] Claudio Humberto
Em 2001, no Congresso Internacional de La Sinistra em Pesaro, Itália, o então candidato à presidência Ciro Gomes entregou ao colega de partido, deputado federal Roberto Freire, um discurso do professor Mangabeira Unger desancando o rival Lula. Pediu que Freire lesse no plenário.
- É radicalismo imbecil, não se ataca um homem de esquerda desta forma, é uma irresponsabilidade! Esqueça isso! - reagiu Freire.
Num dos trechos, Unger afirmava que Lula tinha "o veneno do cinismo"
Escrito por martabellini às 10h04
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