Encomenda
Da Mary, Blog A feminista

Eu li foi na Ilustrada mesmo. Que ia ter um projeto que levaria cada escritor pra uma capital do mundo e que eles escreveriam uma história de amor a partir dessa vivência. A idéia é ridícula e fere TODA a minha concepção de literatura. Pois é. Eu acredito que literária é a experiência de universalizar o rio que passa na minha aldeia. Daí que a lista de escritores era relativamente ok. Eu não conheço e não estou muito interessada, nesse momento, em literatura brasileira contemporânea. Mas eu tenho amigos que estão e reconheci alguns autores, por conta dos meus amigos. Eu nem prestei atenção no fato do projeto ser BANCADO pelo governo. Ou seja, a viúva pagaria a estadia dos 16 escritores nas tais capitais. Ai. Olha. Nem vejo o que debater. Alguns estão falando que quem tá reclamando* é porque não foi convidado. Seria "ciuminho". Não descarto. Claro que é um sentimento poderoso e que aparece quando a gente menos espera. Curiosamente tenho lidado e falado a respeito dessa entidade metafísica que é o ciúme com uma amiga. Realmente é algo difícil. Mas o caso é que o projeto é indefensável. Os autores envolvidos não necessariamente são picaretas mas tinham que ter imaginado tal reação. Enfim. Se o projeto é bom. Se os autores são bons. Se tem tudo pra vender. Bem. Que se faça de acordo com as leis de mercado. Não tem um caráter artístico absoluto. Que justifique o interesse do Estado. De novo vai contra TODA a minha concepção de literatura. Livro encomendado não é comigo mesmo. De encomendado, que eu saiba, só a Capela Sistina ficou boa. E, pessoalmente, eu não gosto muito. Quando eu li, nem reparei. Pra ser sincera, eu reparei apenas que o número de mulheres era ridiculamente pequeno. Sou uma alienada no feminismo e não me orgulho. Anyway. Pra mim isso é corrupção. E é triste a gente ver como as pessoas simplesmente começam a tirar casquinha do Brasil. Cara. Escritores fazem isso. Como cobrar de político? Impossível mesmo. Meu niilismo? Bombando.
Pra variar, a Folha fecha a informação e só permite assinantes. Então postei as duas reportagens.
*Notadamente o Marcelo Mirisola.
Ah. A lista completa. Antônio Prata (Xangai), Cecília Giannetti (Berlim), Daniel Galera (Buenos Aires), João Paulo Cuenca (Tóquio) e, no único destino doméstico, o jovem goiano André de Leones (São Paulo!). Em maio, Amilcar Bettega (Istambul) e Joca Reiners Terron (Cairo). Em junho, Adriana Lisboa (Paris), Chico Mattoso (Havana), Lourenço Mutarelli (Nova York) e Reinaldo Moraes (Cidade do México). E em setembro, fechando a temporada, Antonia Pellegrino (Bombaim), Bernardo Carvalho (São Petersburgo), Luiz Ruffato (Lisboa), Marçal Aquino (Roma) e Sérgio Sant’Anna (Praga).
Escrito por martabellini às 11h04
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Os heróis nacionais

Vi no Blog do Ângelo Rigon (link neste Blog) a fotografia de Paulo Araújo. A foto revela como andam os ônibus que os heróis nacionais de Lula (os senhores usineiros) usam para transporte dos cortadores de cana em Engenheiro Beltrão, Paraná. Dê uma olhada!
Pode ser que este ônibus faça o turismo para pobres da Marta Fabre.
Escrito por martabellini às 10h26
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Os Democratas

Parece nome de filme. Ficção. O pefelê ou PFL (ex-Arena) trocou de nome. Doravante, chamar-se-á Democratas. Lançará um candidato à presidência, provavelmente o deputado Rodrigo Maia, filho do prefeito do Rio de Janeiro e articulador do “novo” partido. Algo tem que mudar para que tudo fique na mesma.
Marta Suplicy no Ministério do Turismo fará turismo para pobres. Um pacote com 24 meses para pagar. Quem lucra com isso? Os bancos que cobrarão juros! Turismo para pobres engordarem os mais ricos.
PR. Demorei para entender que PR, Partido da República ou Republicano, sei lá, era um novo partido. O Brasil tem vocação para copiar. Temos agora algo similar aos EUA: Os Democratas e os Republicanos. Falta a tradição. Falta vergonha na cara.
O Lula continua a acariciar os mais “nobres” (nobres e não pobres). Desse jeito vamos ter uma República de usineiros, deputados à espreita de mais “salário”.....
Escrito por martabellini às 10h12
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Do Blog da Bete, o Encanto

Frida Kahlo, Auto retrato
Escrito por martabellini às 17h36
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De heróis em heróis

Depois que os usineiros viraram heróis nacionais e mundiais, o ex-líder operário e presidente deu posse a ministros com problemas na justiça (e grandes problemas, o Walfrido Mares está envolvido com a morte de uma modelo mineira; o ministro do transporte está envolvido com outras causas...)...
Outros heróis estão esquecidos. Entre eles os cortadores de cana. Saem do norte ou nordeste do país e caem nas lavouras de cana. Caem para trabalhar e caem mortos. Ganham R$2,40 a tonelada de cana cortada. Entre 2004 e 2005, treze cortadores morreram de cãibra, um deles de 55 anos de idade. Muitos usineiros escravizam seus empregados. Heróis, pois escravizam e não são presos.
Outros heróis são os desempregados. Não consigo imaginar como sobrevivem: humilhação, fome, doenças. Como será a dor de fome extrema?
Quando eu era professora da rede pública e privada em São Paulo (1978 a 1981) aprendi rápido o que é a vida de humilhação. Diretoras generais perseguiam professores, sem eira nem beira e um dia você acordava demitida. É um terror o dia da demissão. Você tem aluguel, comida e por aí vai. E aí de você se lutar contra os desmandos!
Escrito por martabellini às 10h51
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Do Blog de Roberto Romano

A escalada da violência no país é analisada pelo antropólogo Luiz Eduardo Soares e pelo filósofo Roberto Romano. Ambos opinam sobre o papel do Estado, da elite, dos políticos e dos cidadãos nesse contexto e avaliam em que medida o fenômeno se institucionalizou. Número 353 - 26 de março a 8 de abril de 2007
Escrito por martabellini às 10h16
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Crimes no Congresso
Por Fernando Rodrigues Folha de São Paulo

BRASÍLIA - Uma parte dos deputados quer ter o direito de receber cerca de R$ 5.000 por mês para gastar sem ter a obrigação de apresentar recibo. É um escárnio. O defensor da idéia é o deputado Virgílio Guimarães, do PT de Minas Gerais. Seu argumento é uma espécie de atestado de conformismo diante do atraso do país. Ele detectou um problema nada novo - a dificuldade de obter recibos para determinados produtos e serviços. Em vez de propor formas de solucionar o obstáculo de maneira decente e perene, foi na direção oposta: acha melhor desistir de uma vez de exigir a documentação fiscal. Espontâneo, Virgílio descreveu a realidade dos probos deputados: "É o sujeito que pega um táxi e esquece de pedir a nota. Imagina essa situação desagradável de um deputado ter que aumentar uma nota para compensar a outra. É natural que haja uma flexibilidade". Errado. Não é natural. Além de ser crime fiscal o que andam fazendo certos deputados, como diz Virgílio. Sim, pois o petista sugeriu em público que alguns de seus colegas falsificam suas contas. Quem faz isso? Qual é a extensão da trambicagem? As respostas precisam ser dadas pela Câmara, sob pena de os honestos -eles devem existir- ficarem com a pecha de falsificadores.
Dada a reação negativa geral a respeito do dinheiro para gastos livres, é possível que a proposta não prospere. É pouco. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, fica com a responsabilidade de abrir todas as prestações de contas dos deputados para proteger os corretos. Essa divulgação dos dados, não é demais lembrar, é promessa de campanha -ainda não cumprida- de Chinaglia.
Sem essa atitude da direção da Câmara, o distinto público está autorizado a generalizar, acreditando que ali são todos iguais. Não há percepção pior para a democracia.
Escrito por martabellini às 10h01
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... um diálogo republicano (de Brasilianas)

Walfrido Mares Guia:
- Presidente, eu não posso nem pensar em aceitar, porque estou sendo acusado
Lula da Silva:
- Eu falei: E você cometeu o crime de que você está sendo acusado? 'Não.'
Então, prove a sua inocência assumindo o Ministério do Turismo.
Do discurso do presidente da República ao empossar ministros, nesta quinta, 23
Escrito por martabellini às 09h53
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