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Blog de Martabellini
 


Bansky, artista inglês



Escrito por martabellini às 18h03
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Raciocínios “motivados” por Contardo Calligaris de 22/2/07

Folha de São Paulo

 


É BANAL reconhecer que mesmo nossos pensamentos mais racionais são parasitados por afetos e emoções. Ou seja, uma boa parte de nossos raciocínios são, de fato, "wishful thinking", meditações motivadas pelo desejo. Em 2002, aliás, um psicólogo, Daniel Kahneman, ganhou o Prêmio Nobel de Economia por trabalhos que mostram como os agentes econômicos (investidores, consumidores etc.) acreditam obedecer, em suas escolhas, a critérios racionais (utilidade, lucro, interesse), mas, de fato, são levados por emoções que eles desconhecem e que os impedem de calcular corretamente os riscos de seus atos.

[...] O que fazer com isso? É possível desistir da verdade, considerando que o mundo é um vasto teatro em que as subjetividades se enfrentam e que o que importa é apenas a versão de quem ganha a luta (retórica ou armada). Ou, então, talvez seja possível amparar a verdade, preservá-la de nossas próprias motivações. Podemos, por exemplo, desconfiar de nossas idéias, sobretudo quando nos sentimos particularmente satisfeitos com o entendimento da realidade que elas nos proporcionam.

[...] Um exemplo. Nossos deputados não precisam ter uma competência específica: o essencial, em princípio, é que sejam dignos de nossa confiança. Imaginemos que sejam. O orçamento prevê que cada deputado disponha de 25 auxiliares.
Sem dúvida, os eleitos precisam de secretários, motoristas e mesmo de marqueteiros, mas, antes de mais nada, para poder legislar, eles precisam de dados e informações corretas. A arte de um legislador eficaz está na sua capacidade de apreender a realidade para tentar melhorá-la, não na qualidade retórica que é a praga habitual do discurso político (geralmente animado por vontade de seduzir e viés de confirmação).
Portanto, um deputado deveria dispor de pesquisadores qualificados (por exemplo, jovens mestres e doutores das áreas jurídica, socioeconômica e científica), capazes de encontrar rapidamente, sobre cada assunto debatido, a literatura essencial e de resumi-la, traduzi-la e apresentá-la de maneira que o representante vote conhecendo (de verdade) a questão em pauta. Pergunta: quantos dos auxiliares de nossos representantes respondem a esse critério básico?



Escrito por martabellini às 17h29
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Cidadão de segunda categoria

Meu querido amigo Sidnei Munhoz foi alugar um apartamento aqui em Maringá. Obteve tratamento vip às avessas em uma imobiliária. Mesmo fazendo tudo de modo certo: documentos, sendo agradável com a funcionária e, sobretudo, dispondo de grana, o tratamento dispensado foi horrível. Eu disse a ele que no Brasil só doutô (médico, advogado, banqueiro, vereadô...) são tratados com “respeito”. É incrível como o povo não gosta de povo!

Eu também fiquei atenta com o que ocorre em certo departamento de trânsito. Fui renovar minha carteira de motorista. Fiz a ficha. O atendente (um pouco mal humorado) perguntou se eu ia fazer o curso. Eu perguntei se precisava. Disse-me que podia fazer a prova. Então, eu falei que queria fazer a prova. “Humm”, disse ele. Quer marcar a prova? Disse-lhe: “Quero marcar na sexta-feira” (era terça). Ele respondeu: “A pressa é sua”. Perguntou-me: “E as apostilas?”. Respondi: “Pegarei na internet”.

Pareceu-me que eu deveria fazer o curso que custa ao meu bolso. Pareceu-me que deveria comprar as apostilas de direção defensiva e primeiros socorros. Para mim, nós que procuramos os serviços públicos, devemos ser informados de como proceder para não gastar a nossa pouca grana. Se o funcionário induz o usuário a fazer o curso, ele nos induz a pagar um serviço que não precisamos. No Brasil deveríamos ser respeitados a poupar nosso parco salário.



Escrito por martabellini às 17h27
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No congresso: I love money!



Escrito por martabellini às 16h55
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Rombo da Previdência

José Janene, o deputado mensaleiro do PP do Paraná, aposentou-se com a insignificância de R$12.800,00 por mês. Do seu bolso, do meu e milhares de patriotas (ou patri-idiotas) brasileiros. A aposentadoria para o deputado foi assinada pelo “comunista” do PC do B, Aldo Rebelo, o bom mocinho da via estalinista. Depois o Lula não sabe de onde sai o rombo da Previdência!

E pensar que o Janene ri nas nossas costas. O pior: tenho certeza que a cada rombo patriota desses no país, um marginal é criado. Se um pode tirar do país um pedaço de grana deste, porque os ladrões não podem nos roubar em cada esquina da cidade? Tudo pode, então, ele pode!



Escrito por martabellini às 16h53
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XÔ, horário de verão!

Amanhã, vai-se embora o horário de verão. Ufa! Um tempo social que é bom para as empresas, mas não para quem trabalha. Um tempo social que lhe deixa insone alguns meses. O país diz que fez economia de energia elétrica, mas os trabalhadores ficam com sua energia biológica às tampas. Ficamos cansados com esse tempo que corre em direção à “economia” do Brasil.  



Escrito por martabellini às 16h52
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Bizarros!

 

 

 

Os vereadores serão daqui a um tempo conhecidos como fornecedores de piadas. Mais do que piada de (contra) português. Ouvi hoje na CBN, pelo Heródoto, uma matéria sobre as bizarrices de vereadores e deputados de todo o Brasil. No Rio Grande do Norte se eu não me engano, um vereador propôs Viagra de graça para todos os mais velhos na cidade. Justificativa de seu projeto: se a pessoa ficar mais feliz com Viagra, aumentará a qualidade de vida. No Rio Grande do Sul um vereador de uma cidadezinha propôs o dia do Japão, outros propõem o Dia da Holanda..... Para quê? Para conquistar votos de comunidades japonesas ou outras. Outro vereador do nordeste propôs carne de bode na merenda das crianças (detalhe, ele era criador de bode). Criam campos de futebol, quadras de jogos, praças... Um deputado do Rio de janeiro propôs o Dia do cachorro. Em São Paulo a coisa não é diferente.

 

Em novembro fomos (eu e minha filha) assistir a uma reunião da Câmara de Maringá. O dia foi: um cidadão benemérito, um honorifico, 7 campos de futebol.

 

Êta, vida besta! Não! Bizarra!



Escrito por martabellini às 20h30
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Os ministeriáveis e a coalização lulista ou FICA MARINA!

 

Angeli FSP

 

A coalização dos petistas para domesticar o senado e os deputados de todos os partidos (até Ricardo barros defendeu o PT e Chinaglia) levou a uma crise que Lula administra a conta gotas. Parece que para os partidos ter um ministério é ter o pacote todo: do ministro ao “oficce boy”. A coalização é, na verdade, a divisão de partilhas e de votos. A Ministra do Ministério do Meio Ambiente está ilhada. Lula não a chamou ainda para conversar. E ela, que apesar de magrinha e de voz fininha, disse o que nenhum dos outros homens de voz grossa disse: ela não vai seduzir o Lula para continuar no cargo. A Marina teve a coragem de dizer que não puxará saco do presidente para ocupar seu cargo. Já o PMDB, PDT, PC do B, PTB, PSDB and so on brigam não por um projeto de país, MAS por projetos pessoais ou de partidos partidos.  

 

Se a fritura da Marina se concretizar, nosso presidente colidirá com o meio ambiente, mas ganhará o reino da soja. Amém.



Escrito por martabellini às 20h20
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Vaidade (para a Valéria)

 



Escrito por martabellini às 18h03
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Carnaval, música, arte e ... dinheiro da patuléia

 

Vejam este texto do Santos Passos (link do Blog ao lado). Eu ando cada vez mais enfurecida com os cartões, os juros, as tributações ... e ainda mais essa...

 

 

Já fiz muito pela mangueira


Dia 2 de fevereiro, Bárbara Gancia revelou – em
sua coluna na Folha (para assinantes Folha ou UOL) - que muitos artistas famosos se valem da Lei Rouanet.
Você dirá: e daí?! As leis estão aí para serem aplicadas. Tudo bem. Mas pense um pouquinho:
Essa lei estabelece o seguinte, trocando em miúdos: você quer fazer um show, peça de teatro, qualquer coisa cultural. Muito bem. Você procura empresas que tenham imposto de renda a pagar em proporções compatíveis com o custo de seu projeto. Essas empresas te dão a grana, você agradece a elas nos seus espetáculos e em seus folhetos promocionais. Elas, por sua vez, abatem grande parte do que te deram do imposto de renda.
Resultado: você paga o ingresso para ver o show e paga o show com seu imposto de renda e demais tributos que você paga até quando respira. Tudo isso pode fazer sentido para espetáculos inovadores, de talentos ainda desconhecidos etc. Eu acho que nem nesses casos esse incentivo deveria existir. Mas vá lá que seja.


Agora, quando você vê que
"Para fazer sua turnê por Rio e São Paulo, Ana Carolina requisitou R$ 843 mil à Lei Rouanet, e conseguiu captar R$ 700 mil. Os ingressos para seu show custavam R$ 120. Daniela Mercury levantou R$ 814 mil da Lei Rouanet para fazer 12 apresentações. O show Brasileirinho 2, de Maria Bethânia, pediu R$ 1 milhão e já conseguiu captar R$ 300 mil. Beth Carvalho festejou seus 60 anos com uma festa no Teatro Castro Alves em Salvador, com diversos artistas convidados e no qual gravou um DVD e um CD comemorativos. Para tanto, pediu R$ 1,6 milhão e conseguiu captar R$ 1,3 milhão pelo sistema de renúncia fiscal", você começa a perceber que você está sendo feito de trouxa.


E dona Beth Carvalho, ao ser expulsa do desfile da Mangueira
chora e argumenta que já fez muito pela Mangueira.

 

Só se for pela mangueira....

 
Deixa pra lá.


E pensar que temos um ministro da Cultura que é dessa patota.



Escrito por martabellini às 18h01
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Feras sem coração seguem leis? 1


 

 


por Roberto Romano (Correio Popular de Campinas, 20/2/07)



Um problema que atormenta os estadistas verdadeiros, os que se preocupam com a sorte de sua gente —tais pessoas são raras— é a difícil obediência às leis. Já no Velho Testamento e no Código de Hamurabi, surge o imperativo ético e jurídico: “Extirparás o Mal do teu meio”. Todo governante ou cidadão é obrigado a lutar contra os assassinatos, os roubos, a hipocrisia, a má fé, as traições. Ninguém pode se desculpar, jogando a responsabilidade sobre o rei, os sacerdotes, os juízes. Por tal motivo, ocorre algo nas ordenações legais arcaicas, considerado cruel nos tempos modernos: pagavam pelo crime de um familiar todo o clan ou mesmo o povo inteiro.


Com a irrupção dos indivíduos na arena política, religiosa e jurídica (alguns dizem ter sido este um invento de Sócrates, outros de Jesus e mesmo de Paulo) a responsabilidade pelos crimes passou a ser encarada em duas frentes, a coletiva e a pessoal. Os erros são imputados ao indivíduo ou a um grupo, até mesmo a um coletivo, conforme a intenção, motivo, técnica empregada, maior ou menor ódio nos atos, cumplicidades em vários matizes. Restou o imperativo que se repete a cada instante: ninguém pode alegar desconhecimento da lei, ninguém pode alegar a própria torpeza para fugir das conseqüências de seus atos. Uma coisa, no entanto, é conhecer a lei. Outra, obedecê-la. Mesmo juristas capazes de perceber, nas vírgulas de um código penal, o certo e o errado, podem efetivar coisas assustadoras. Conhecimento e vontade não se unem com facilidade. Para a obediência legal, o saber e o querer devem ser desenvolvidos, no sentido do bem.


Platão tinha consciência desse ponto, pois ensinava que as leis escritas podem ser lidas e esquecidas pelos indivíduos e povos. A educação, no seu entender, era estratégica para evitar o desconhecimento e o olvido dos ordenamentos. Usando a metáfora tecnológica, ele diz que é preciso “tingir as almas com a tintura das leis”. Se um jovem apenas lê o texto legal, ou escuta alguém enunciá-lo oralmente, ele o esquece, diz ainda Platão, como os indivíduos que bronzeiam a pele na praia. O bronzeado logo desaparece. Assim também a lei. É preciso que elas sejam impressas na alma dos cidadãos. Se isto ocorre, eles obedecem não a algo externo (a polícia, o juíz, o professor, o pai, o governante) mas a si mesmos. A obediência, agora, significa fidelidade à própria mente e coração. Antes dessa unidade é inevitável que, para impôr obediência, seja preciso usar a força física externa à alma. Quanto menor obediência interior à lei - ou seja, quanto menos educação da inteligência e da vontade - mais violações existem, mais força física é requerida.



Escrito por martabellini às 11h47
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Feras sem coração seguem leis? 2

 

 



por
Roberto Romano (Correio Popular de Campinas, 20/2/07)

 


Rousseau e Kant copiam a noção platônica da obediência às leis. Rousseau proclama no capítulo sobre as leis (uso os manuscritos editados por Vaughn): “o único estudo conveniente para um bom povo é o das leis. É preciso que ele as medite sem parar, para observá-las, mesmo para corrigí-las, com as precauções que exige um assunto desta relevância, quando a necessidade é imperiosa e bem conhecida. Todo Estado no qual existem mais leis do que é possível conter na memória dos cidadãos é pessimamente constituído; e todo homem que não souber de cor as leis de seu país é péssimo cidadão; assim Licurgo desejou escrever as suas leis apenas no coração dos espartanos”. A nota de Rousseau é elucidativa: “Um lacedemônio, interrogado por certos estrangeiro sob a pena aplicada por Licurgo aos parricidas, respondeu que os assassinos de seus pais deveriam fazer pastar um boi no cume do monte Tegeta, de modo que o animal pudesse beber nas águas do rio Eurotas. ‘Como’, gritou o estrangeiro, ‘seria possível achar um tal boi?’ - ‘Mais facilmente’, replicou o lacedemônio, ‘do que um parricida em Esparta’. O terror pode conter os celerados; mas nunca é pelos grandes crimes que começa a corrupção do povo; para prevenir esses começos, é preciso empregar toda a força das leis”.

No Brasil, os próprios legisladores debocham das leis e as burlam, absolvem seus pares improbos e ostentam arrogante foro privilegiado; uma pesquisa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) mostra que 46,8% dos juízes por ela congregados considera o Supremo Tribunal Federal ruim, ou muito ruim, no quesito agilidade; a instrução pública é apenas um gordo conjunto de cargos, com imensas verbas para acertos políticos; a propaganda ensina a esperteza e não a confiança nos outros. É difícil que a lei seja gravada, em nossa terra, no coração das pessoas. Resulta a selvageria dos particulares, abonada pela selvageria dos que dominam o Estado. Estamos, portanto, nos limites do reino natural onde o homem é lobo do homem. Que ninguém lamente a força, único remédio, embora ineficaz, quando pessoas como os assassinos do Rio esquartejam uma criança em plena luz do dia, diante de todos. E a platéia cúmplice dança e bebe num bacanal nojento, a folia de Momo. Assim, só pode existir olvido das leis, sem obediência. Feras ativas ou passivas não têm intelecto ou coração.



Escrito por martabellini às 11h46
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As Fragilidades Humanas 1 (do BLOG 1001 Maneiras de me poupar, de Portugal)

 

 

Num tempo em que nos é pedido que sejamos perfeitos em tudo, é cada vez mais raro alguém se deter para atentar nas fragilidades humanas.
Parar para ver pessoas comuns, com muitos anos e nenhumas experiências de sucesso para partilhar.

 Que passam pela vida sem invejarem, e sem a inveja de ninguém.


Que trabalharam todos os dias.

E fizeram sempre a mesma coisa. Muito. E ganharam sempre a mesma coisa. Pouco.
As que o dinheiro nunca chegou para nada. Nem serviram de exemplo para ninguém.

Aquelas pessoas que nunca puderam possuir um carro, ou nunca um com menos de dez anos. Que criaram 5 filhos numa casa bem pequena, velha. Emprestada.
Que nunca souberam o que são férias, em nenhuma altura da vida. A vida toda a passar, e elas a ensinar a partilha, a ensinar a bondade. A dar tudo aos outros, e ficarem feliz a vê-los com o seu pouco, e elas sem nada. A sopa para todos em cima da mesa, servida sem mais nada alem do olhar de respeito de todos.


Ver outros partirem, impelidos pela ambição, e ficar. Nunca mudar. Serem a vida toda iguais. Hesitaram sempre e deixaram passar todas as oportunidades. Nunca tiveram bem a certeza. Nunca foram capazes de entender as coisas complicadas à primeira. Só as coisas simples, como a franqueza e a simplicidade dos seus iguais.

 



Escrito por martabellini às 11h35
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As Fragilidades Humanas 2 (do BLOG 1001 Maneiras de me poupar, de Portugal)

 


Precisaram de pedir ajuda para fazer muitas coisas. Não têm nada. Têm falta de quase tudo. Ficaram sempre para o fim de todas as escolhas. Nunca ninguém se lembrou delas a não ser para se aproveitarem, para se servirem de alguma coisa. Pessoas sem projectos. Sem subsídios. Que deixaram passar todos os prazos. Nunca souberam preencher os impressos. Nunca foram a concurso. Nunca favorecidas.
Não se souberam amanhar.

Cada dia nos convencemos mais que metade Portugueses deveria Aristocráticamente chamar-se Manuel/Maria da Patifaria da Corrupção Esperteza da Vista Grossa Arranjinhos e Empurrões da Mama da Cunha.



Mas se nenhum nome desses te assenta, sorri. És meu irmão, amigo.
E nem sequer fomos capazes de apanhar algumas migalhas que eles, com a voracidade, deixaram caídas no chão...

 

 

 



Escrito por martabellini às 11h34
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Osmar Dias para o Ministério da Agricultura?

 

 

E eu que achava que o PT e o Lula já tinham chegado ao FUNDO do poço! Não. Tem mais fundo ainda! Pobre de nós.

 

Lembro-me da frase de um amigo argentino: “quem não ta conoco, está contra noco”.



Escrito por martabellini às 11h26
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TV mesquinha e cruel

 

 

Restam as TVs estatais para vermos. MAS, mesmo assim atualmente muitas delas têm os dedos cruéis dos governadores sufocando a criatividade. AGORA, as TVS comerciais são emburrecedoras. O que os produtores destas TVs imaginam do cérebro humano? Creio que ou o cérebro deles é diferenciado para menos, ou estes produtores acreditam que nascemos sem neurônios. No mesmo horário a SBT e Record apresentam um tal de namoro na TV. Argh! Pobres programas! Em Maringá assisti ao programa de uma apresentadora que dá tanto gafe que o programa poderia se chamar gafieira! É a estética do feio e mais alguma coisa. Anti-cerebral. Os programas policiais são de uma sub-inteligência.... só mostram os pobres. Rico vai para debaixo do tapete. É um tal de pronunciar palavras erradas, uma demonstração de servilismo ao sangue fácil. De uma feiúra bem feia. Tem muita gente que pensa que ser feio é bonito!

 

Veja:

 

www.desligueatv.org.br



Escrito por martabellini às 11h25
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TV mesquinha

 

 

Sou distante do carnaval. Não desgosto, mas sou distante. Clicando a TV vejo uma série de imagens. Se você me perguntar de que ano, não sei lhe dizer. Serão imagens de 2007? 2006? 2005? São todas iguais para mim. Todas douradas. Penso bilhões de coisas. No povo que parece alegre, pelo menos uma vez por ano. Nos financiadores das escolas, exemplares de bicheiros, quem sabe traficantes? Penso na competição desvairada. Nem no carnaval o povo deixa de ficar à mercê da competição. As escolas esbaldam penas (ou plumas?), falsos brilhantes, dourados, prateados... Os carros são enormes, cada ano mais, ouço no rádio. Nem passam mais pela avenida. Perdem pontos porque os carros encralacam na avenida. Todos cantam no mesmo ritmo, a mesma música, o mesmo som... Muito branco racista deve curtir nas arquibancadas. Muitas mulheres descem de seus carros dourados direto para o serviço de doméstica. A horrível novela da TV Globo, Páginas da Vida (besta, esta vida), mostrou uma empregada doméstica, rainha de bateria...os patrões batiam palmas...a campainha tocou: Fulana, chega de dançar, vá abrir a porta!

 

A TV se ocupa das mesmas imagens todos os anos. As mesmas entrevistas incultas e feias: “a Mangueira esqueceu a cantora Bete Carvalho na avenida”, “Preta Gil desfilou com estrias e gorda”... fulano, sicrano da TV.... E o povo continua esperando as palmas na avenida. A TV – todo ano nos brinda - com o padrão bundas, penas, dourado. TV mesquinha.



Escrito por martabellini às 11h07
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