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Blog de Martabellini
 


2007!: Ei-lo!

 

Do Blog da Beths

 

Aos meus companheiros blogueiros e comentaristas. BOM 2007! São amigos virtuais indispensáveis para mim! Saúde!

 

Fica a frase (creio que de Bernard Shaw): Um homem muito adequado ao seu tempo jamais terá sucesso.

 

Não gosto de frases fora do texto, pois soam como slogans. O que quero dizer é que não acreditar nos governos e governantes, não aceitar a pasteurização dos homens e mulheres de plantão é bom começo. Este episódio do enforcamento do Saddan foi um mau início para 2007, na minha opinião. Podemos festejar um ditador caindo, mas não podemos festejar a morte por vingança feita pelo Bush e cia. TOSCOS!

 

 

Os episódios dos ataques à população carioca denunciam a marca dos grupos de “empreendedores” (eta, palavra mágica da administração) do tráfico de armas e drogas. Vejam no Blog do Roberto Romano o texto da pesquisadora Alba Zaluar. No mesmo Blog leiam os gastos da ANAC. Desvendem a farra com as verbas da ANAC.

 

 

Em Maringá (que está no Brasil, descoberta de 2006 por um ex-secretário do atual prefeito) o Blog do Ângelo Rigon mostra a farra das verbas na Câmara Municipal. Uma delas, a compra de laptops sem licitação e superfaturados, deu a tônica política da cidade.

 

E o povo? Não falou nada. Não sei se é bem assim. Todos falam. Comentam. Votarão nos mesmos senhores e senhoras? Não sabemos.  O que se pode dizer é que há, sim, manifestações, muitas psicotizadas. De uma forma ou outra as pessoas reagem. Infelizmente, as manifestações num país como o Brasil, com corrupção, CPI sem resultados, com deputados e senadores afoitos por grana...levam o povo à vingança. Para Jacob Pinheiro Goldberg, em Cultura da agressividade, um país desfigurado pelo escândalo dos gastos e desperdício da plata pública corrói o psiquismo das pessoas, favorece o crime a varejo e no atacado, desfibra a consciência na escola, na família e no trabalho. O que quer dizer que o escândalo dos laptops em Maringá, por menor que seja diante dos escândalos em Brasília, FAVORECERÁ a criminalidade na cidade. Os vereadores podem ir à missa rezar, mas a falta de punição legal à compra ilegal já manchou, já minou o psiquismo e os costumes dos cidadãos maringaenses.  Quando você for assaltado aqui na cidade por um menino ou adulto mais pobre, não se iluda, isto é também resultado do assalto ao dinheiro público da compra de laptops... Não há como fugir da nossa incapacidade de fazer política saudável. Não há como fugir da psicose produzida em um país de políticos (e cia) que amam o dinheiro público.

 



Escrito por martabellini às 11h49
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Saddam Hussein

 

Do Blog da Mary

 

Ainda de madrugada ouvi pela CBN nacional: Saddam Hussein foi enforcado. Putz, que notícia enojante. Não pensei nele. Pensei no massacre que Busch faz no Iraque. Pensei no símbolo extremamente forte e duro que é o enforcamento para nós. Enforcar é algo que lembra asfixia lenta, quebra de pescoço, as vísceras saindo para fora do corpo em meio a urina e fezes. Grande vingança contra a mão que outrora foi apertada pelo Busch.

 

Ia escrever algo sobre. A Mary do Blog A Feminista já escreveu. Segue o texto dela:

Mas tem que ser os EUA mesmo pra estragar o fim de ano de todo mundo. É o tipo da coisa que não sai da cabeça da gente esse enforcamento. E simbolicamente nada poderia ser mais enfático da intolerância no mundo e blábláblá. Porque a gente é criança quando aprende o negócio do não faça aos outros aquilo que você não quer que façam a você. E a lógica de devolver na mesma moeda é tão tosca e pré-civilizatória. Claro que existe pena de morte no mundo. E é uma pena como QUALQUER outra, veja bem. O Lévi-Strauss contava uma historinha, acho que dum povo da Martinica. Eu não tenho certeza. Então esse povo usava um sistema de punição que consistia em expulsar o criminoso. Daí que a pessoa tinha que abandonar a tribo e NINGUÉM mais podia falar com ela nunca. Na prática, o condenado acabava morrendo. Virava um pária social tão grande que não resistia. Daí o Lévi-Strauss contou pra eles como a gente fazia. Disse que a gente construía prédios fortificados e colocava os delinquentes lá dentro, trancados. Rapaz. A tribo ficou chocada com tanta crueldade e barbárie. Assustaram mesmo. E argumentaram com Lévi-Strauss que isso não se faz. Que a gente não tem o direito de prender alguém. E que cada um cuida do seu corpo. Mas vocês expulsam!!!, ele dizia. Mas jamais prenderíamos, eles respondiam. Então não é a pena de morte em si que me enche. Mas não mesmo. Meu problema é a nível de Anistia Internacional mesmo. Porque se o Ocidente tem uma única qualidade é essa. De cumprimento legal. O Saddam não seguia a lei. Mas isso não é problema nosso. Nós seguimos a lei e cunhamos um conceito de Justiça que tenta mesmo se afastar da Vingança. E quem tem algum valor iluminista no coração, fica bastante indignado quando vê coisas assim acontecerem. Daí esse circo iraquiano mostra que  não há qualquer compromisso desses bostinhas anglo-saxões com o pilar da legalidade. Pilar que é fundamental na modernidade. E às vezes dá a impressão que os EUA revogariam todos os pilares, se fosse o caso, porque acham que não precisam mais deles. Porque estão sozinhos e dominando e tal. E é assustador porque não é assim que a gente faria. Tipo se a luta é supostamente por liberdade e democracia e direitos humanos. É uma luta que não pode acabar num enforcamento. E eu não sou eurocêntrica nem nada. Mas eu penso que se há algo que o Ocidente pode oferecer ao mundo, é isso. Por isso que simbolicamente, pra mim, esse enforcamento é o pior que podia acontecer. Pré-moderno, ocidentalmente falando. Uma banana pro século XVIII. A própria negação da ocidentalidade. Tipo. Perdemos a "discussão" com o oriente médio. 



Escrito por martabellini às 11h00
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Elis: TV Globo, vida privada ... mas memória de um tempo recente

 

 

Ontem na TV Globo tivemos um programa sobre a Elis Regina. A TV Globo é suspeita. Sempre suspeito dela. Um programa sobre a Elis cheira a coisa da exploração da vida privada etc e tal. Ainda assim, não resisti. Não gostei da atriz que fez o papel de Elis. Não convenceu. As inserções dos “papéis dos reais” foram boas ma non troppo. De qualquer forma o programa me levou, e a nós com mais de 50 anos à memória de uma época da ditadura. Eu estava na USP, Ribeirão Preto. Para falar a verdade ouvia mais Mercedes Sosa, Chico, Milton Nascimento... Cartola (esteve em Ribeirão em 1977), Hermeto Pascoal (também esteve em Ribeirão em 1977), Gonzaguinha e Gonzagão (estiveram em Ribeirão em 1977)... Nós, do Centro Acadêmico íamos aos shows. Éramos fervorosos. O Gonzaguinha dormiu na nossa “república” (que ficou famosa). Ribeirão Preto, terra de senhores de bois e fazendas, tinha um lado menos pobre e conservador.

 

Eu assisti ao show da Elis em 1975 em São Paulo. Falso Brilhante. Fiquei impressionada com ela. Quando ela morreu, eu estava morando em Porto Ferreira. Saira de São Paulo. Senti muito a morte de uma cantora jovem e talentosa. MAS, a vida, às vezes, parece demasiada na juventude. E a gente tenta o suicídio. Quando dá certo (infelizmente) fica a memória de uma cantora que apesar da raça, força sucumbiu a uma etapa difícil da vida de todo ser humano: enfrentar a força da  juventude.



Escrito por martabellini às 11h41
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ANO NOVO, Natal...

 

 

Em primeiro lugar devo dizer que adoro Natal e Ano Novo. Gosto porque me dou férias de qualquer estresse. Gosto de relembrar os amigos, gosto de ficar arrumando minha biblioteca (que tomou proporções gigantescas), gosto de trabalhar com a memória e tentar me purificar, isto é, de me perdoar pelos excessos. Visito minhas velhinhas da Vila Esperança aqui em Maringá. Uma adoeceu profundamente de velhice; outra ainda cata reciclável. Ontem fui lá. Ela estava trabalhando. Final de ano: posso jogar conversa fora. Andar sem compromisso. Aposento o carro e sigo a pé. Carro é sinônimo de dias em que trabalho, corro. A pé posso enxergar o pessoal. O Ronaldo Nezo deixou uma mensagem falando de seu Natal de fartura na infância: “fartava” isso, fartava aquilo. No meu Natal de criança também “fartava”. Não comida. Nem presente (que eram simples, bem simples). MAS, faltava algo que não sei descrever. Talvez, seja esta coisa de parar e ver o mundo com pessoas, com mais carinho. Os adultos correm muito, não percebem que as crianças pensam, às vezes, para isso precisam de ajuda.

 

 

LI hoje o BLOG 1001 Maneiras de me Poupar de Portugal (link neste Blog). Há um texto muito lindo que me lembra este Natal de Infância e de adulto também. Esperava um macaco que batia palmas de presente e lá vinha um conjunto de xícaras e pratinhos de plástico. Argh! Que papai Noel sacana! Mas eu sabia que minha mãe escolhera os plásticos porque não tinha dinheiro. Meu pai abominava Natal. Minha mãe ia rezar na Missa do Galo. Eu tinha um senso prático grande. MAS, até hoje odeio arvores de natal com algodão, brincos de plástico, perfumes do Paraguai... Não gosto de pernis de porco, nem de macarrão, nem de maionese. Gosto de coisas frugais. PORÉM, não posso deixar de reconhecer as tradições de nosso povo. Antes pernil do que nada.

 



Escrito por martabellini às 11h17
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Os pobres é que são destruídos

 

 

 

Rio de Janeiro. Em 2005 e 2006 os cariocas mais pobres enfrentaram a maior crise dos hospitais públicos. O que melhorou? Eu não sei. Você sabe? Ainda em 2005 um ônibus foi queimado. Seqüestros. São Paulo também enfrentou caça aos ônibus pelo PCC. MAS, estes dois dias o Rio enfrentou o inferno. Mais de 12 ataques. Quem foi atingido? As pessoas mais pobres. As mesmas que ficaram sem hospitais. As mesmas que enfrentam ou traficantes ou as milícias, policiais que nas horas “vagas” vão trabalhar de Robin Wood às avessas nos bairros pobres. A mãe trabalhadora morreu abraçada ao filho. TERRÍVEL isto. As milícias ou os policiais são parte do Estado mínimo. SIM, se o Estado não faz, aparecem Robins Woods desqualificados em todo lugar. Todo mundo quer seu quinhão se o Estado não tem culhão, dizia minha avó portuguesa.

 

Os governantes enxugam o Estado. Lavam, pode-se dizer. Lavam o dinheiro público. Oferecem de quebra ao povo migalhas e a morte. Você pode escolher: morrer seqüestrado, morrer queimado em ônibus, na frente de shoppings, em bares ou trabalhando.

 

 

Maringá. Uma mãe denuncia o médico do Hospital Universitário por examinar a garganta de seu filho com a luz de seu celular. O Hospital diz que há instrumento para isso. O representante do Conselho Regional diz que o médico pode fazer isso se a luz permitir bom uso. Quá, quá. Ninguém perguntou ao ilustre representante dos médicos se o celular estava limpo, sem bactéria. Coisa óbvia. Estado mínimo, respeito mínimo. Parabéns à mãe. Nota zero aos médicos, o que usou seu lindo celular e o representante do conselho. Vá usar o celular em consulta particular! Será banido da lista de médicos.



Escrito por martabellini às 10h27
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Minha vingança será maligna!

 

bitterness of life

 

Ainda pensando nos pareceristas que nos dão na cabeça, já no início de 2007 planejo um site para divulgar meus artigos piagetianos, meus textos sobre análise retórica dos discursos pedagógicos e MEU capitulo negado pela turma de Vygotsky. Mais: preparo um texto (que meu ego chama de ataque decisivo) sobre o debate (falso) entre Piaget e Vygotsky feito pela turma do FLA x FLU da pedagogia brasileira. Li, reli artigos sobre Vygotsky. Os pareceristas dizem que Piaget é um tema velho. Fico imaginando como estes pareceristas classificam a filosofia antiga, medieval... O que é novo para eles? Vygotsky? Novo é sinônimo de ter vivido no século XX? Não sei! Ou novo é ser vygotskiano em um grupo de marxistas que acreditam que Marx ditou regras para aprendizagem? Postulados únicos. Um professor que divulga Vygotsky no Brasil disse a um grupo de iniciados em Marx (a la Stalin, é claro) que Piaget é neoliberal! Uau, chamem o Zé Simão da Folha. Besteirol por besteirol...E ele faz escola. Minha leitura: é difícil ler Piaget, muito difícil.  



Escrito por martabellini às 14h09
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Ainda estou em casa...

 

Do Blog Roberto Romano

 

Sair para viajar é uma luta. Quatro cães, dois gatos, livros para limpar, contas a pagar... E eu adoro ler os Blogs! Mesmo em viagem quero postar algumas coisas. MAS o que me chamou a atenção foi o texto do Professor Roberto Romano sobre os pareceres das revistas sobre os nossos artigos. QUERO engrossar esta luta: também luto para que os nomes dos pareceristas se tornem públicos. Este ano enviei 3 artigos para publicação. Um deles veio com um parecer bem duro. Depois soube pelo próprio parecerista que ele dera o parecer. Bem, eu havia concordado com as críticas e refiz ao artigo (que foi aceito). Outro artigo veio com 3 pareceres: um parecer aprovava sem mudanças, outro com mudança e outro destilava o veneno (que levei em consideração mesmo assim, mas fiquei assustada, pois dizia que eu silenciava sobre os autores que trabalhavam com o tema; puxa, era uma acusação!). O terceiro artigo também veio com 3 pareceres. Um aceitava integralmente e elogiava. Outro dizia que o tema era velho (Piaget) e não era para publicar. Outro aceitava e indicava o que refazer. Refiz. Não sei se será aceito.

 

Um capitulo de livro resultado de um evento em Marília, Unesp, de 2003, faz parte de minha sina piagetiana. Fui a um evento sobre Vygotsky. Era a única piagetiana. Éramos duas professoras e 300 professores do estado. A professora que me antecedeu falaria sobre Vygotsky e eu sobre Piaget. Ela discursou 40 minutos ou mais contra Piaget (lembrei-me de Pierre Bourdieu: quem perde tempo desqualificando um estudioso para qualificar o seu estudioso, não sabe nada).  Eu, calmamente, tratei de Piaget. No final indiquei as diferenças entre Vygotsky e Piaget e dei a “alfinetada”: Vygotsky é um empirista ao estilo de Skinner. UAU! Foi legal. Deixei-a em palpos de aranha. MAS, ao enviar o texto para publicação, o único que foi negado era o meu. Justificativa: não era sobre Vygotsky! Alguém assinou o parecer? Não! Esta coragem é de poucos.

 

Guardo os pareceres.



Escrito por martabellini às 13h56
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Entrando em férias...



Escrito por martabellini às 11h59
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Do Guz (link neste Blog)



Escrito por martabellini às 11h35
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Lendo os Blogs

 

Andye Iore do Toscorama fica temporariamente fora da vida do Blog. Mamocos segue para sua Rondônia. 2007 começa com algumas mudanças. Andye e Mamocos já fazem parte de minha história. Li quase todos os Blogs hoje. Bete Cunha da Bahia está em férias. Lino Resende, do Espírito Santo, continua. Roberto Romano, como sempre, muito bom. Em Maringá o Ângelo Rigon está em ritmo frenético. Notícias quentes. Roberto Balestra está por aqui. A gente refreia o ritmo, mas não para. Devo viajar para Porto Ferreira, SP, lugar onde nasci. Minha mãe mora lá. Se vocês querem saber, Porto Ferreira é a cidade que teve seus vereadores presos em 2003. Nisto a cidade inovou! Os vereadores estavam ligados à corrupção de crianças. Ou seja, sexo com crianças. Deu de tudo na cidade. TV, deputados, senadoras...Enfim, deu prisão para os senhores vereadores que não se contentavam com a vida que tinham e partiram para a gandaia deslavada. Vivi um pouco o clima da cidade, pois meu pai estava doente e eu ia acompanhá-lo a cada 15 dias em sua ida ao médico. 2003 foi um ano duro para mim. Muito duro e com aprendizagem. Meu pai adoeceu em agosto. Em agosto rumo a Porto Ferreira, passei por Marília, UNESP em um evento de educação (Piaget X Vigostsky, o fla flu dos pedagogos) e fizemos uma manifestação contra a REFORMA DA PREVIDÊNCIA do Lula. Tudo desandou na política socialista (sic). Deu uma sensação horrível de solidão. Ficava assistindo os políticos votarem na reforma pela TV e enviando e-mails. Enviei bilhões de e-mails aos petistas, tucanos, pedetistas etc. Todos aderiram à Reforma, menos os expulsos do PT.  Esta reforma me reformou. Tornei personna non grata a muitos amigos petistas. Bem, e daí? Revi minhas convicções. Revi, não refiz. Refiz-as pensando nos anarquistas e em alguns liberais.  Meu pai faleceu em 2004. A morte dos mais próximos chacoalha a vida da gente. Ele votava em Maluf e em 2002 votou em Lula. Não contei nada a ele durante sua doença. Ele merecia morrer crente na mudança, trabalhador como era.

 

 

Do Blog do Roberto Romano. Veja lá :)

 

Ah! Tem Brasília sendo limpa por fora pelos faxineiros do Congresso. Tinha me esquecido que teremos novo mandato (eu ia dizer novo presidente)!



Escrito por martabellini às 11h26
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2007

 


Na véspera de Natal eu e meu marido estávamos na rua quando um vendedor de sorvete rogou-nos para comprar sorvete de palito. Meu marido deu-lhe o dinheiro para dois picolés, mas ele não quis o dinheiro, queria vender os sorvetes. Comprei, então, dois picolés. A mão que recebeu o dinheiro estava com cicatrizes, mãos de trabalhador. Eu fiquei absolutamente triste. O Natal deveria ser dos pobres. Não sou religiosa, mas penso na figura de Jesus como alguém ao lado dos desvalidos... O que dizer, não é? Nosso país é dos ricos. Os ricos compram muito. Compram mercadorias, compram, compram, águas, terras devolutas (compram ou tomam?), mas mais do que isso ostentam e nos consternam. O exemplo dado pelos deputados e senadores é só um entre os mais terríveis. Estes senhores não são os ricos, não são a elite, mas representam-na. E mal, pois as vezes, deixam transparecer o abuso. O Heráclito se pôs a gritar pedindo que os políticos em Brasília não solicitassem (como lhes é de direito, disse um deles) o avião da FAB para que eles voltassem para seus estados com as malas levando seus polpudos 13º, 14º e 15º salários. Aff! Quando vamos gritar mais e mais? DESEJO e vou me esforçar para que 2007 seja um ano de berros, gritos e rebeliões, com muito humor!

 

Estou limpando minha biblioteca e encontrei algo assim no meio da bagunça: um homem que se julga homem de seu tempo só pode ser uma pessoa muito certinha. ENTÃO, amigos: vamos ser diferentes neste 2007!





Escrito por martabellini às 10h11
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TAM

 

 

Não é de hoje que a TAM larga seus passageiros na mão. No chão. Em qualquer lugar, mas com o seu dinheiro. Em 2002 fui convidada para dar um curso na Universidade Federal da Amazônia. Quando ia retornar, pela TAM, a coisa ficou feia. O avião deveria sair de Manaus em um sábado de madrugada. Choveu. Fiquei no aeroporto esperando. Eu e trezentas pessoas (e a banda da Alcione, cantora). Meio dia e nada. BOM, estávamos na fila havia doze horas quando o rapaz da TAM nos disse: Gente! Vocês podem voltar para suas casas que o avião não vem. COMO? Eu disse a ele que minha casa era no Paraná. Então, eu deveria tomar o avião. Para resumir a ópera: fiz um levante naquele aeroporto. Organizei a fila, exigi o coronel para vir falar com a TAM... Quase todos ficaram em um hotel para embarcar na segunda. Eu vim de VASP. Paguei outra passagem e estou esperando até hoje a devolução do meu dinheiro pela TAM.



Escrito por martabellini às 10h10
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