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Blog de Martabellini
 


Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência repudia a decisão dos parlamentares

 

Nós da secretaria Estadual da SBPC recebemos e anunciamos neste BLOG a carta da SBPC à imprensa

 

Aos Secretários Regionais e Comissões Executivas,
Envio abaixo nota à imprensa, elaborada hoje em reunião da Diretoria, repudiando a decisão dos parlamentares de elevar seus próprios salários.
Eunice Personini, Secretária Executiva da SBPC São Paulo


O exorbitante nível alcançado pelos salários do Legislativo e do Judiciário não é
exemplo de probidade no exercício da função pública.

 

O controle das finanças da nação tem exigido enormes sacrifícios de nosso povo.

Seria imperativo aos membros dos Poderes Judiciário e Legislativo oferecer exemplo de
sobriedade e bom senso.

 

Não é isso que acontece. Legisla-se em causa própria, sem respeito às angústias da nação. Sem espírito público.

 

A confiança que o povo deposita nos membros do Legislativo e do Judiciário que elevaram sem moderação seus salários está profundamente comprometida.

A nação está de luto.

 

 

 

A elevação de salários em um Brasil pobre e faminto é corrupção.

Corrupção dos hábitos, da moralidade, da ética.



Escrito por martabellini às 15h00
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Alegria de pobre....

 

Maitena

 

DURA pouco. Na casinha do Papai Noel na Praça em frente às Casas Pernambucanas dura dois passos. Você paga R$1,00. Leva sua sobrinha, são R$2,00. Entra, um calor do cão. Dá dois passos adultos, a sobrinha de três anos dá mais passos, dá de cara com um Papai Noel moço vestido de vermelho, vem a moça e insiste em ensinar sua sobrinha. A moça mostra a caminha do Papai Noel e o banheirinho. São miniaturas e minha sobrinha, a Amanda olha para mim perguntando como pode aquele ser de vermelho se sentar na privadinha tão pequena (que aqui em Maringá chama-se patente), dormir em uma caminha dos 7 anões se o ser vermelho é muito gordo.

 

Minha conclusão é a seguinte: a casinha do papai Noel se parece com a estética e o tamanho da elite de Maringá. Poderia dizer que é caipira, mas não é. Caipiras têm uma cultura no mínimo com uma estética agradável. Poderia dizer que é cristã, mas com aquela parafernália paraguaia, também não é. Posso dizer então, que é mesquinha. Pequena, feia, sem cultura alguma a não ser a da captura dos R$1,00 por pessoa.

 

Já as barracas dos artesãos, eu e a Amanda gostamos. Compramos um pato de madeira que anda com pés de borracha, é mais genuíno. É mais gente, mais humano, não é voto.



Escrito por martabellini às 14h38
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Do Blog da Mary



Escrito por martabellini às 14h13
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Outros livros para ler e presentear

 

Quer algo delirante de bom? OLIVER SACKS! Um antropólogo em Marte; O homem que confundiu sua mulher com um chapéu; A ilha dos daltônicos. São todas histórias da ciência neurologia temperadas com erudição, honestidade, humanidade... Todas as edições são da Companhia das Letras.

 

 

Olivier Reboul: indico dois livros. Filosofia da Educação, Editora Martins Fontes. Este livro deveria ser lido por todos os pedagogos. TODOS! Desculpem-me a pretensão, MAS... Outro livro do REBOUL é Introdução à Retórica. É muito bom! Talvez você queira me matar depois, porém aos poucos vamos dando conta de como é importante conhecer os sentidos da linguagem.... dos políticos, psicanalistas de esquerda que apóiam programa de direita (há um exemplo disso no livro que é DEMAIS) e, sobretudo, conhecer o que nós falamos e escrevemos e PENSAMOS. Para quem gosta de entender o papel das metáforas alie este livro ao livro de Mark Jhonson e George Lakoff, Metáforas da Vida cotidiana. Parece que está esgotado, mas insista.

 

 

Livros são a memória da vida de outros homens e nos ensinam como passar por este planeta sem  roubar, sem comprar sem licitação, sem destruir matas, pássaros, sem aniquilar a possibilidade de vidas....

 

Carybe, Do Blog da Elisabete Cunha, bahia



Escrito por martabellini às 14h10
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Fim de ano, ritual de mudança...

 

 

 

Fim de ano, os trabalhadores “camelam” dia e noite para vender o que podem, a gente tenta entrar no ritual sem perder a compostura (sem gastar muito, sem deixar de ver os amigos, telefonar ...lembrar que somos humanos, afinal). Em casa este final de ano de 2006, estamos em luto pela morte de meu sogro, de leucemia, doença devastadora. Os amigos mesmo os que não o conheciam e passaram aqui para nos ver. AGRADECEMOS a todos! Também aos que enviaram mensagens via eletrônica.

 

Neste final de ano indico livros (como eu poderia indicar outra coisa, não?) que AMO de paixão. São eles: BILHÕES E BILHÕES. Reflexões sobre vida e morte do grande Carl Sagan. Neste livro há duas dimensões discutidas mais que vitais para a sobrevivência da espécie humana: a primeira que é a de discussão sobre o papel da ciência. As ciências precisam chegar a todas as comunidades, sobretudo às mais pobres. Uma aspirina por mais simples que seja aos olhos de todos não pode ser ingerida sem a indicação de que causa morte ou por alergia ou por hemorragia. Simples? Não, muitos não sabem disso. Da aspirina ao Protocolo de Kyoto, todos devemos saber o que ocorre em nosso planeta. A segunda dimensão é a do conhecimento da função e estrutura dos ecossistemas. Li estes dias que estão fritando a Ministra do Meio Ambiente, a Marina. Espero que uma ponta de lucidez a mantenha nesta luta. Se Carl Sagan estivesse vivo estaria, com certeza, apontando barbaridades ambientais que a dona elite e seu governo aliado ou de coalizão estão pensando em fazer.

 

Outro livro IMPORTANTE é o da Lyn Margulis, O Planeta simbiótico. Editora Rocco. Neste livro ela inicia dizendo: Salvemos a Terra é um slogan utilizado por todos, mas não se preocupem, se as catástrofes como falta de água, aumento da temperatura global etc vierem, o planeta sobreviverá. O homem não sobreviverá, nem as espécies mais complexas.  Sobreviverão as bactérias, vírus. Não se preocupem.

 

 

Ah! Não deixem de ler no Blog do Professor Roberto Romano, o texto da Professora Maria Sylvia Carvalho Franco. Link ao lado.



Escrito por martabellini às 13h52
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A mensagem de Miura 1

Data de 6 de dezembro. MAS, peço desculpas ao Miura por não ter destacado sua mensagem antes. Estou lentamente dando conta deste Blog estes dias. O Luis Riogi Miura foi Secretário da prefeitura Municipal de Maringá para tratar do trânsito local no início da nova gestão. Fiz uma crítica à passeata do atual prefeito e o Miura fez outra a mim. Não o conheci pessoalmente (uma pena), porém teve a minha simpatia. Destaco o texto do Miura e comento alguma coisa em outra cor.

 

 

Marta, Primeiramente, permita-me tratá-la assim, sem as frescuras que normalmente tomam o espaço da autenticidade e franqueza das manifestações pessoais. Todo olhar, verbalização, escrita tem por trás uma motivação. Não é diferente com você e nem comigo. As minhas na maioria das vezes tem um objetivo. Defender persistentemente uma causa! A de diminuir a violência no trânsito! Se junto tem ocorrido uma diminuição de óbitos, uma visível evolução para manifestação cidadã, é porque as intenções foram corretas, atendeu os anseios da sociedade e houve competência. Não importa aqui, discutir o que é o objetivo e nem o que é o instrumento. O resultado é o fruto. Certamente, Marta, sem nenhum sentido de crítica, a minha motivação, não é "política", não foi e pretendo que nunca seja. Essa é minha presente determinação. Por isso, e dessa forma permita-me comentar a sua opinião. Concordo que essa campanha, com esse conteúdo e intenção, teria sido mais oportuna logo no início do presente mandato. Mas entre a discussão de uma questão que é "publica e notória" e usar os recursos para direcioná-los para os instrumentos, na época, optamos pela segunda. Concordo que o "povo" não gosta desse tipo de manifestação. Não só com esse tipo. Com quase nenhuma. É muito raro uma mobilização que leva às ruas um número significativo de voluntários, manifestantes sem outros comprometimentos que não a própria causa.

 

Miura: entendo que você fez uma proposta de mudança de hábitos. Na época gostei, mas minha principal preocupação foi: quebra de hábitos leva anos se as ações forem persistentes, tenazes. Nada na política do PP me parecia tenaz a não ser uma crítica à gestão anterior. Nosso atual prefeito levou 2 anos para parar de fazer campanha. Eu sei, você é o Miura. Não é ele, mas as políticas são locais. Na época que você implantou seu programa (ou pelo menos começou) lembrei-me de várias questões: a) o trânsito é problema de saúde mental (ou saúde pública). W. Reich dizia no livro sobre biopatia em 1953, creio, que, um dia nos mataríamos no trânsito mais do que com qualquer doença. b) para mudar de hábitos muitas crenças precisam ser revistas (os usuários de carro pensam que as ruas são suas, pois as cidades são feitas para carros e não pessoas); crenças constroem os monges...daí que cotidianamente precisa ser refeito. Em casa faço separação de lixo há mais de 6 anos. Todo santo dia encontro algo fora do reciclável. Todo santo dia falo a todos. Enfim concordei com sua proposição na época. E ainda concordo.



Escrito por martabellini às 19h19
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A mensagem de Miura 2

 

E o trânsito de Maringá já não permite caminhadas, manifestações que por menor que sejam, congestionam as suas avenidas. Sejam elas quais forem. Irritam, prejudicam o comércio. Atrasam os compromissos. Maringá já não é mais uma vila. É preciso escolher um local próprio, dia e horário para isso.

 

O POVO não gosta de manifestação. Algumas praças em Maringá precisam se tornar referência para todo tipo de manifestação. A praça em frente à rodoviária velha poderia ser transformada nesta praça. Mude-se o nome para Praça da manifestação. A gente se acostuma. Minha crítica ao prefeito é que suas manifestações são de hora e data marcada para se tirar fotos.

 

Discordo, Marta, entretanto, quando diz que a partir de 2004 as mortes aumentaram significativamente; que nesta gestão as mortes avolumaram. Desde 1999, a quantidade de óbitos cresceu continuamente até 2004 que fechou com 85 mortes. Sendo que de 2003 para 2004, ocorreu um aumento absurdo de 40% !!! Aff! acho melhor eu ficar só com o trânsito.

 

Miura: creio que até o final desta gestão se não houver algo muito intenso as mortes vão crescer muito mais. Vi no Blog Mamocos que em 2006 são 77 mortes.

Minha filha sai de casa e eu fico doida de preocupação. Até de carro evito sair. Estou temerosa.

 

 

De 2004 para 2005, depois de 5 anos, uma queda. Indicação promissora. Caiu de 85 para 63 óbitos. Excelente resultado para a pretensão de reduzir em 50%, o numero de óbitos, em 4 anos de administração! Por isso, coloque-se nos devidos lugares os números corretos. Interpretações a parte, é isso que foi (politicamente) explorado. E não sou desfavorável a isso: explorem-se resultados, e não os meios. Salvem vidas, e depois assumam politicamente a paternidade (todos que contribuíram). O "erro" técnico, mas "acerto" político, da campanha do Silvio foi o destaque que fez contra a "indústria das multas". É o que todos (políticos) fazem para ganhar votos. E ganham! Mais do que perdem, se tivessem defendido as punições necessárias. Essa é a mentalidade reinante. Podem observar, tudo gira em torno de evitar que contrarie o discurso da campanha. Tudo gira em torno de mostrar que o que prometeram e a qualquer custo tem que ser provado. Eu contrariei essa lógica. Sempre defendi a fiscalização, o respeito às regras..acho que essa foi a diferença.

 

 

Não gostei do destaque ou discurso contra a indústria das multas. Soou falso na boca do atual prefeito, pois além de sua promissora campanha educativa nada ficou. A campanha tanto pegou que os pedestres querem atravessar nas faixas e vejo muitos carros parando. MAS ela INFELIZMENTE parou. Se não fossem os insistentes pedestres e algumas parcas boas almas.... Mas você estava certo! E lamento sua despedida da cidade.



Escrito por martabellini às 19h18
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LI no BLOG do Rigon: Lula diz que maturidade o afastou da esquerda, que está na Folha On Line de ontem.

 

Maturidade: não vi, não falo. não olho

Não me lembro de que BLOG trouxe isso. Sorry.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrancou, na noite desta segunda-feira, risos e aplausos de uma platéia formada por empresários e intelectuais ao, de certa forma, desmerecer a esquerda brasileira. Segundo ele, trata-se de uma ideologia típica da juventude.
"Se você conhece uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque está com problema" [risos e aplausos]. "Se você conhecer uma pessoa muito nova de direita, é porque também está com problema", afirmou o presidente depois de receber o prêmio "Brasileiro do Ano" da revista "IstoÉ".


Lula explicou que, em sua opinião, as pessoas responsáveis tendem a, conforme amadurecem, abrir mão de suas convicções radicais para alcançar uma confluência. Tal fenômeno ele classificou de "evolução da espécie humana".


"Quem é mais de direita vai ficando mais de centro, e quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata, menos a esquerda. As coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos, e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito".
Segundo o presidente, a sua idade - 60 anos - é o ponto do equilíbrio. "Porque a gente não é nem um nem outro [nem novo nem velho]. A gente se transforma no caminho do meio, aquele que precisa ser seguido pela sociedade", afirma.


Lula começou a falar sobre maturidade e juventude ao mencionar que, "depois de 20 e tantos anos criticando", agora é amigo e aliado de Delfim Neto, ex-ministro da Fazenda (1967-1974).

 

COMENTO:

 

Minha avó portuguesa, Dona Benedita (bendita seja), dizia aos seus netos: Em boca fechada não entra mosquito. O Lula perdeu MAIS uma oportunidade para ficar quieto. MAS, como está muito irrequieto, falante e narcísico temos que engolir mais uma pérola. DETALHE: os mais velhos que aprecio nesta crítica são Fernando Gabeira, HÉLIO BICUDO.... imagine você o Hélio amadurecendo!

 

Não aprecio a metáfora amadurecer para referir-se aos processos de individuação. A gente quando amadurece muito pode apodrecer.  TENHO um amigo que me disse ter ficado liberal na velhice. É que liberal para ele que estuda Chaim Perelman significa alternância de poder, de mandatos, de racionalidades....



Escrito por martabellini às 12h13
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Caros amigos, colegas e internautas....

estou em ritmo lento. estou acompanhando uma pessoa

querida em seus últimos dias neste planeta...

Marta



Escrito por martabellini às 11h32
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Ser ou não ser professor nas Universidades brasileiras

 

Bitterness of life

 

Não é fácil ser professor nas universidades brasileiras. É uma construção que, às vezes, é demolida por políticas nada públicas. Nas universidades privadas ser professor é mais difícil e duro. Muito mais mesmo! Se os donos são cultos e educadores, trabalhar nestas universidades pode ser um caminho interessante, mas se os donos são apenas vendedores de “educação”, aí, a coisa pega.

 

No entanto, em muitas universidades, mesmo importantes na vida brasileira como a Unimep, ser professor não é fácil. Recebi de inúmeros amigos uma mensagem comentando a demissão de 100 professores importantes na vida dos alunos da Universidade. Demissão por INTERNET. Versão on line moderna do jogo capitalista contemporâneo. Professores, afinal, podem ser demitidos por internet, não? Que desrespeito! Um deles, que conheço e aprecio muito é o Professor Julio Romero (Membro do Comitê da Capes) do Pós Graduação em Educação. Imagine você abrindo seu computador para terminar aquele artigo ou livro e enviar aos seus alunos e ler a notícia de sua demissão.

 

 

A Unimep era uma das universidades que eu respeitava. Participei de algumas bancas no Mestrado da Unimep em Piracicaba. Nós, mesmo alertas com as religiões, imaginamos que na hora da demissão e/ou coisa parecida os trâmites sejam os menos dolorosos possíveis. Pois não são! Os professores demitidos foram humilhados pela forma de demissão, foram enganados também, uma vez que alguns acabaram de ser eleitos para cargos de diretor de faculdades.

 

Façam como eu falo, mas não façam como eu faço, é máxima dos donos de faculdades e/ou universidades (e não poupo nem as públicas).

 

Sem os professores demitidos, 40 alunos ficam sem orientadores. Estes alunos pagam as mensalidades.

 

Entraram no Mestrado em Educação dia 7/12/06 13 doutorandos e 32 mestrandos.

 

Final de ano, Papai Noel, Cristo, humanidade, todos compartilhando rituais de bondade e solidariedade... e o reitor da Unimep, presidente do
Conselho Diretor do Instituto Educacional Piracicabano (IEP), presumivelmente com o endosso da Igreja Metodista, quebrou de uma só vez
todos os acordos e todas as tradições democráticas de respeito ao processo
eleitoral e de negociação trabalhista. Afinal, religião, ética, bondade são dimensões frouxas nas empresas capitalistas, inclusive as educacionais.

 



Escrito por martabellini às 11h31
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