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Blog de Martabellini
 


O amor é lindo...

 

Jan Saudek

 

Hoje de manhã (pasmem, eu levantei cedo...) vi um programa na TV Rede Minas sobre pacientes com problemas mentais que se recuperam em uma casa aberta em Porto Alegre. Ouvi o relato de um rapaz que ficou internado longos anos em uma casa fechada; depois foi para uma casa aberta (economizou seu dinheiro lá) e, agora, comprou um terreno na periferia de Porto Alegre ao lado da casa da namorada. A namorada também foi paciente na casa aberta. Ele a conheceu quando foi enviado para acompanhá-la, após ela ter saído do internato aberto. Durante dois anos este rapaz foi todos os dias vê-la e ajudá-la na convivência fora da casa.  Agora estão namorando e quando ele sair da casa aberta, pretende morar ao lado dela.

É emocionante vê-lo, ouvi-lo. O bom seria que estes programas fossem modelo para o Brasil todo. MAS, são poucos os que se dedicam a estas pequenas revoluções.



Escrito por martabellini às 10h06
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Trânsito, morte e destino de uma cidade

 

Faz dias que quero fazer uma homenagem ao Miura, ex-secretário da prefeitura de Maringá que cuidava do trânsito da cidade. A homenagem diz respeito ao que aprendi no trânsito. Sou prudente nas ruas. Eu jamais me perdoaria se atropelasse alguém. Quando vejo um acidente na cidade logo penso na família da pessoa, na história dela, penso que estava estudando, trabalhando... Imagino uma mãe recebendo a notícia de acidente de seu filho. Muito traumático.

Um dia desses vi na TV o Luizinho. Luizinho trabalhou como guarda na escola de minha filha. Pensei: se pareceu na TV foi morte ou coisa parecida. Perguntei à minha filha e ela não sabia. Por fim, na escola perguntei a um colega dele. O Luizinho tinha saído da escola havia dois anos. Tentou trabalhar como vendedor de seguros. Não deu certo. Arranjou outro bico, não deu certo. Por último estava entregando água. Em uma noite dessas, morreu na Avenida Colombo. Estava de moto, um carro lhe derrubou e um caminhão lhe matou. Deixou a mulher, duas filhas, uma com um ano. Quem paga esta história?

O Miura propôs as faixas para pedestres. Uma cidade é de pedestres não de carros. Mas houve uma inversão. Fazem-se cidades para carros. Eu paro nas faixas até hoje. Buzino para as pessoas passarem. Isto me faz sentir melhor. Como pessoa e como cidadão.

Ainda me dói a lembrança do Luizinho.



Escrito por martabellini às 10h47
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Carol, a modelo

 

Retirada do Jornal de Marília, SP.

Perdão pela foto.

 

Achei super dramática a cena da mãe de Carolina, a modelo que morreu esta semana. A TV Globo anunciou a morte como espetáculo. O curioso é que atrás de um drama, no mesmo noticiário, minutos depois, a TV mostrava o “macacão” para magras.

Nosso mundo está dividido em duas frentes corporais: a dos magros e dos gordos. A mídia, os médicos, todos se digladiam entre um dos pólos. Entre nós, mulheres, o elogio só vem se estivermos bem magras. É comum e recorrente encontrarmos alguém e ser elogiado porque está magro. Não se elogia porque o encontro é bom, porque está se vendo o amigo... É um sintoma do século.  Eu me lembro do filme 1984. Todas as pessoas apresentam um padrão corporal. Uma cena (creio que no final do filme) o protagonista da história vê uma mulher gorda, lavando roupas e cantando. E diz: Ela é feliz...



Escrito por martabellini às 09h53
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Meu Brasil republicano 2

 

 

Se vocês passarem pela Universidade verão panfletos de empresas de crédito. É um festival de empréstimos para uma comunidade bastante endividada. Como emprestar para funcionários públicos e aposentados é retorno certo, a coisa funciona, sobretudo no final de ano. Conversei com Iv. que trabalha em uma dessas empresas. Contou-me que trabalhou 1 mês em uma agência terceirizada de um grande banco, o B., e o gerente não pagou nada. Anda de motoca, toma chuva e sol, foi humilhada pelo pessoal que atendeu porque seu gerente entregou uma tabela com os juros “errados” (enganou mesmo a Iv. E o pessoal que faz os empréstimos). Mora em Sarandi, ficou com dívidas e não sabe como receber seu dinheiro. Isto ocorre em Maringá onde temos serviços institucionais com advogados. Mas, empregadas domésticas, estas moças que são recrutadas pelas financeiras têm medo de recorrer à justiça.



Escrito por martabellini às 09h34
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Blogueiros premiados!

 

Qual o carro que mais se vende no Brasil?

Filhos? Bom não tê-los mas, onde metê-los?

Quer saber onde vi isso? No Blog Gazeta dos Blogueiros http://www.blogueiros.com/

 

Lá está a relação dos Blogs premiados como o Caminhar da Laura, o do Lino Resende...

Vi esta maravilha em um dos Blogs:

 



Escrito por martabellini às 09h46
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Meu Brasil republicano

 

 

República ou res-publica, coisa pública. Ainda precisaremos de muitas mudanças políticas para ter a coisa pública funcionando. No Brasil a elite trata a república como monarquia. Tanto que entre nós, brasileiros, vigora um ditado, “amigo do rei, este tem tudo”. Na república o rei pode ser o prefeito, o governador, o presidente, deputado, vereadores. No Brasil temos mania de monarcas: “rei do gado”, “rei da soja”, “rei da madeira”, “rei da corrupção” e por aí vai.

Você já ouviu falar de rei da literatura? Rei da educação? Reinado da justiça social? Nem eu!



Escrito por martabellini às 08h58
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Amigo historiador

 

 

Meu amigo Sidnei Munhoz, professor do Departamento de História da UEM envia-me o endereço eletrônico da Revista Diálogos. Está aí para todos passearem pelo belo trabalho do Sidnei.

 

DIÁLOGOS

 

Sidnei Munhoz


Caros colegas:



Aproveito este espaço para divulgar que a Diálogos - Revista do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá está a disponibilizar em seu site todos os textos publicados no periódico (desde o n.1).

www.uem.br/dialogos

Agora, é possível baixar em PDF qualquer texto publicado na revista. Além disso, com o novo sistema, o periódico possui mecanismo de busca por palvra-chave, estatística dos artigos mais acessados e muitas outras ferramentas.


Tudo se tornou possível graças à adoção do SEER-IBICT. O software foi desenvolvido por uma universidade canadense e tem por objetivo a livre divulgação do conhecimento científico. Os participantes do sistema tornam-se associados ao Open Journal System que defende o fim das barreiras à livre circulação do conhecimento científico. Essa atitude é de extrema importância em um momento em que, de todas as formas, a hegemonia de um modelo neoliberal nefasto ocasiona o cerceamento e limitação da livre circulação do conhecimento, ao torná-lo apenas mais uma mercadoria lucrativa.
Solicito que repassem o link aos colegas e amigos, naveguem pelo site, baixem os artigos que lhes interessarem e os divulguem (há uma ferramenta que possibilita enviar o link de um artigo para quem você desejar). Espero que gostem. Desejo-lhes boa leitura!



Escrito por martabellini às 00h35
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Homens, plantas e esposas 1 ...

 

Jan Saudek

 

O Moacyr Scliar, médico e escritor (dos bons) sempre nos brinda com um texto na Folha de São Paulo. Este texto ele escreveu após ler no Encarte Cotidiano (5/11) do mesmo jornal esta notícia: Jardinagem atrai cada vez mais homens. Cuidar de plantas é hobby comum entre as pessoas do sexo masculino, que buscam relaxar e se "desligar" do mundo.

Os perigos do mundo vegetal

NÃO POR coincidência, certamente, ele começou a se interessar por jardinagem à época em que o casamento ia mal, muito mal. E esse interesse só contribuiu para piorar a situação.
Em primeiro lugar ele logo se tornou um fanático pelo hobby, coisa que nunca acontecera antes: já colecionara selos e discos de vinil, mas sem muito interesse. Agora, não.
Agora era diferente. Freqüentava lojas especializadas, comprava plantas às dezenas. Os vasos se espalhavam pelo apartamento, que não era grande, ocupando o restrito espaço. Junto com as plantas vinham os utensílios de jardinagens, e os produtos químicos, e os livros sobre o tema.


Todo seu tempo livre era dedicado a cuidar daquilo que chamava de "jardim encantado" e que era para ele um verdadeiro refúgio.
A esposa ficava indignada. Alegava, não sem alguma razão, que o marido fazia aquilo para evitar a convivência conjugal. E usava, como argumento, o fato de que ele preferia falar com as plantas do que falar com ela. O que, admitia ele, era verdade: pelo menos as plantas não são chatas, dizia irônico e agressivo. E aí sucediam-se os bate-bocas.


De qualquer modo, iam levando. Não era a primeira crise entre eles, aquela, e tudo indicava que, com o correr do tempo, as coisas se acomodariam.

 
Um dia, numa floricultura, uma planta lhe chamou a atenção. O nome nem mesmo o vendedor sabia; na verdade, nem recordava como tinha vindo parar ali aquele espécime, que aliás era muito estranho. Uma planta enorme, dotada de uma espécie de tentáculos que, ocasionalmente, pareciam se mover.
Ele estava absolutamente fascinado, apaixonado mesmo. Comprou a planta, levou-a para casa, e dedicou-se a cuidar dela. Mal saía do trabalho vinha correndo para casa e ali ficava, a limpar a planta, a acariciá-la, a murmurar tenras palavrinhas de amor.



Escrito por martabellini às 23h39
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Homens, plantas e esposas 2 ...

 


A mulher agora estava furiosa. Aquilo ultrapassava o limite do normal, era coisa de maluco. A crise estourou na noite em que ele anunciou, seco: estava levando a nova planta para o quarto do casal. De jeito nenhum, bradou ela indignada. Não admitiria planta alguma junto à sua cama. Plantas consomem oxigênio; além disso, aquela planta lhe era particularmente odiosa. Ele teria de escolher, portanto.
E ele escolheu. Colocou o vaso com a planta no quarto do casal. Muito bem, disse ela, amanhã eu vou embora e não volto mais.


Sem nenhuma palavra, deitaram-se, e ele adormeceu, um sono pesado, povoado de sonhos estranhos.
Quando acordou, no dia seguinte, ela já não estava. Aparentemente tinha cumprido a promessa. O que o deixou intrigado, porém, é que ela não tinha levado nada consigo, nem mesmo a escova de dentes.

 
Desde então não teve mais notícias da mulher. O que, na verdade, não lhe importa muito. O que lhe importa é a planta, a sua planta.


Que desde aquela noite cresceu muito e está cada vez mais viçosa.


Como (e inevitavelmente a imagem lhe vem à mente) as misteriosas plantas carnívoras, depois de uma lauta refeição.



Escrito por martabellini às 23h37
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Divulgando outro Blog

Taí um Blog de alguém falando sobre paixão, amor...

http://www.dooutroladodarua.blogspot.com/ (se der problema no link

neste blog você acessa aqui à esquerda).

É do R. lá de São Bernardo do campo.

Um primor de Blog.

 



Escrito por martabellini às 10h08
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