Filmes

Fui assistir, ontem, o filme O Diabo veste Prada. Gostei. Gosto da Mary Streep. Ficou uma ponta de insatisfação, mas não vou analisar nada. O bom da história é que antes de entrar no cinema passei pela loja de um hipermercado e sai de lá com um filme mais do que “bão”, um filme que amo: Fahrenheit 451. Faz anos que assisti esta divindade. A direção é de François Truffaut, baseado no livro maravilhoso de Ray Bradbury. Único filme inglês de Truffaut, foi feito em 1966. Fahrenheit 451 é a referência em graus em que os livros e revistas eram queimados. Fahrenheit 451 equivale a 233 graus Celsius. É uma ficção cult dos anos 70. Muitos criticaram o filme, disseram ser sonolento. Outros elogiaram. Quem gosta de livros e de ler entende bem o filme. Quem ama livros se sente vingado.
Escrito por martabellini às 10h45
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Do site Carta Maior, a charge de Maringoni
Escrito por martabellini às 09h33
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O manifesto em apoio ao Emir Sader

Emir Sader
Do site Carta maior/ Consciência Net de
Se você quiser assinar o manifesto:
envie mensagem para solidariedadeaemirsader@hotmail.com
Um manifesto encabeçado por Antonio Candido e assinado por inúmeros intelectuais dá nome aos bois: “(...) Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico (...) Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças”.
Leia o manifesto na íntegra, publicado originalmente no site da Agência Carta Maior, e notícias a respeito, logo abaixo:
............................................ Manifesto em solidariedade a Emir Sader
A sentença do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, que condena o professor Emir Sader por injúria no processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), é um despropósito: transforma o agressor em vítima e o defensor dos agredidos em réu.
O senador moveu processo judicial por injúria, calúnia e difamação em virtude de artigo publicado no site Carta Maior, no qual Emir Sader reagiu às declarações em que Bornhausen se referiu ao PT como uma "raça que deve ficar extinta por 30 anos". Na sua sentença, o juiz condena o sociólogo "à pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução". O juiz ainda determina: “(...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado”.
Numa total inversão de valores, o que se quer com uma condenação como essa é impedir o direito de livre-expressão, numa ação que visa intimidar e criminalizar o pensamento crítico. É também uma ameaça à autonomia universitária que assegura que essa instituição é um espaço público de livre pensamento. Ao impor a pena de prisão e a perda do emprego conquistado por concurso público, é um recado a todos os que não se silenciam diante das injustiças.
Nós, abaixo-assinados, manifestamos nosso mais veemente repúdio.
Escrito por martabellini às 09h26
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Acredite se quiser...
Leiam o texto do Juiz Rodrigo Cesar Muller Valente que condena Emir Sader (Carta maior e Consciência Net de 2/11/06).

“(...) pena de um ano de detenção, em regime inicial aberto, substituída (...) por pena restritiva de direitos, consistente em prestação de serviços à comunidade ou entidade pública, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas semanais não inferiores a oito horas, a ser individualizada em posterior fase de execução (...) considerando que o querelante valeu-se da condição de professor de universidade pública deste Estado para praticar o crime, como expressamente faz constar no texto publicado, inequivocamente violou dever para com a Administração Pública, motivo pelo qual aplico como efeito secundário da sentença a perda do cargo ou função pública e determino a comunicação ao respectivo órgão público em que estiver lotado e condenado, ao trânsito em julgado”.
O texto, de autoria do juiz Rodrigo César Muller Valente, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, é uma condenação ao fato do professor Emir Sader ter exercido a liberdade de imprensa, ao responder ao senador racista Jorge Bornhausen (PFL-SC), que se referiu ao PT como uma “raça que deve ficar extinta por 30 anos”. Nada mais elementar: racista, por se referir à raça petista e resgatar um conceito preconceituoso e cada vez mais anacrônico.
Escrito por martabellini às 09h21
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Bornhauser

... ganha na justiça contra o professor e jornalista Emir Sader. Sader o chamou de racista quando este político do PFL chamou o PT de “esta raça do PT”. Pois não é que saiu a PENA contra Sader? Prisão de um ano e perda do cargo de professor universitário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Uma coisa é certa: o juiz odeia professor universitário. Se a moda pega....
Escrito por martabellini às 18h04
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Uma cidade nasce em cima da outra

... e não me agrada a nova aparição! Carlos, meu amigo Mororó, foi ao evento sobre a cidade de Maringá que ocorreu semana passada na Universidade. Eu não fui. Tenho me sentido pouco saudável nestes dias. Recolho-me e pouco escrevo. Ou ouço. Mas, o Carlos disse-me que o evento foi muito bom. É importante discutirmos sobre nossa aldeia, POIS a cidade de Maringá está um nojo. Ruas sujas, árvores são cortadas todos os dias por uma ONG (?) ligada ao prefeito. Vejo novas árvores sendo plantadas, mas são mudinhas com menos de 1metro de altura (recomendável é acima de 1 metro e meio), os buracos onde são plantadas as novas mudas parecem que não têm a profundidade correta (50 cm e em forma de quadrado e não em taça). MAIS: muitas árvores cortadas estão na frente de lojas e parece que se atende ao pedido do comerciante que quer que seu logotipo apareça (bando de egoístas). Uma aldeia de comerciantes malcriados e sem educação? Pode ser. Lojas que avançam sua cobertura para a calçada toda. Construções que tomam a calçada e jogam o pedestre à rua. A associação comercial da cidade enrolou mangueirinhas com luz nos troncos das árvores. Show de bola! Bolas de luz queimando os troncos e matando animais como morcegos e aves. Parabéns à ACIM. Mata e mostra o tronco! Os buracos? Ah! Nem vou falar mais. Se não começa o patrulhamento. Mas que hay, los hay!
Escrito por martabellini às 17h48
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A vergonha é um sentimento dos derrotados

É o que me disse Duba neste Blog a respeito do post “Será?”. Lembrei-me de Jean Paul Sartre escrevendo sobre este sentimento, a vergonha. Para ele há a vergonha filosófica, um sentimento que surge quando mentimos (para nós mesmos ou para os outros). Há a vergonha de nossas coisas mais íntimas (ser visto nu ou outra coisa desse gênero) que é diferente da vergonha de mentir a um colega, a um amigo.
A vergonha dos derrotados como diz Duba, vejo-a entre pessoas mais pobres. Algumas pessoas mais pobres têm medo e vergonha de ficar devendo a outro. Minha avó portuguesa, Dona Benedita, tinha vergonha de ir às festas; não foi ao casamento de minha mãe, por exemplo, porque não se achava vestida à altura do evento. Incrível, muitos pobres ou pessoas simples têm vergonha de ser o que são. Talvez, porque se sentem consternados pelos mais ricos (como nos disse o psicanalista Contardo Calligaris).
Na escola eu via colegas mais pobres do que eu nos cantos como se estivessem em ratoeiras. Os professores da Escola Sud Mennucci, de Porto Ferreira, SP, entre 1963 a 1966 me ensinaram sobre classes socais. E sobre seus privilégios também. Exceto para o Fábio, filho de um industrial da cidade, que era tratado como um idiota, pois mijava na sala de aula. De medo, creio. As “teachers” nos ensinaram que rico também pode ser idiota. Que vergonha!
Escrito por martabellini às 17h30
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Será?

Será que o prefeito também se chateia com a gente como nós nos chateamos com ele? Às vezes, fico pensando que não, outras que sim.
Será que a TV Globo sentiu o mau passo dado pelas notícias do dossiê dos tabajaras agora que o Lula ganhou as eleições?
Será que o pessoal que apoiou o Osmar Dias como o deputado federal de Maringá, Ricardo Barros, não está consternado com seu erro? Ou só nós, pobres mortais, é que ficamos chateados quando erramos na pesquisa?
Será que os vereadores de Maringá da CPI dos laptops não ficam envergonhados com tamanha enrascada? Ou só, nós, cidadãos comuns, é que sofremos deste sentimento, a vergonha?
Será que o Requião sentiu perigo nas eleições? Será que recebeu o aviso: nem tudo está tão correto entre os eleitores?
Será que só nós é que vemos os nossos buracos psíquicos? Nossas feiúras? Nossas idiotices? Ou há uma chance para todo ser humano se sentir ridículo pelo menos algumas vezes na vida?
Será que algumas pessoas não se tocam que elas são muito “invasivas”, querem mandar na sua cabeça e sua vida? Querem que você seja igual a elas?
Será?....
Escrito por martabellini às 16h09
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Conspiração

Faz alguns dias... e tudo que eu encontro para ler aqui em casa ou vejo na TV tem psicanálise. Encontrei uma revista da SBPC de 2005, creio. Tema: psicanálise. Li um lindo artigo sobre D. Quixote e Sancho Pança. O título: Dom Quixote e Sancho Pança: a busca do Eu no Outro. O autor: Luiz Carlos Uchoa Junqueira Filho. Trata de como o ser humano pode aprender a modificar suas frustrações, garantindo a nossa permanência no reino da realidade. É que para o autor tanto Dom Quixote aventurou-se lançando a Sancho seus medos, por não poder suportar a própria verdade e toda sua aventura não é senão uma viagem para resgatar sua identidade.
Outro livro que estava debaixo dos outros livros e caiu em minhas mãos quando buscava algo é o Videologias de Eugênio Bucci e Maria Rita Kehl. Mais uma vez deparo-me com Freud via freudianos.
Ontem na TV RedeMinas vi um programa com dois psicanalistas. O tema: os nomes do amor.
Esta conspiração me fez parar e ler, reler algumas coisas e pensar. O que está a me dizer esta conspiração freudiana?
Escrito por martabellini às 15h41
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Palmas para o Marcos Aurélio, assessor do Lula

Desculpem-me meus amigos e colegas petistas, mas o Marcos Aurélio foi fundamental na reeleição e na mudança de atitude do Lula. O Lula não gosta de professor universitário, mas terá que fazer “mea” culpa. A gente aprende com os erros. Todos sabemos que a arrogância nos atira para longe de todos. Eu mesma vivenciei isto. Anos de terapia. Hoje, quando a arrogância volta, faço retiro intelectual, espiritual. Ou seja, sumo da vida dos outros. Já o presidente Lula deve ter aprendido. Desceu dos saltos neste segundo turno. Agradeceu o povo. Ontem na mini coletiva foi educado. Falou com todos, ouviu impropérios e ficou na dele. Melhor. Atrás desta mudança está o professor da Unicamp, Marcos Aurélio, um gentleman. Fala duro, mas não vaza bobagens. A gente precisa, às vezes, dessa finesse. Um acerto que nocauteou o Alkmin no primeiro debate na Band: o Lula o chamou de governador; ele, o Geraldo, o chamou de mentiroso. Marcos Aurélio deu esta colher de chá. Enquanto isso, o FHC, o Geraldo perderam o salto. Já o Serra, se vocês notaram ficou quieto, no alto de seu salto.
Aqui no Paraná, a eleição do Requião foi uma sensação. Era Osmar Dias até as últimas urnas. Requião ganhou, mas sem aquele blá. Ele também precisa de um Marcos Aurélio. Se bem que não sei se adiantará. Minha filha de 16 anos assistiu o último debate entre Osmar e Requião e decidiu pelo nulo. “Mãe: nunca ouvi tantos xingamentos”. “Estes homens adultos não sabem falar?”
Escrito por martabellini às 10h19
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