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Jan Saudek

 

 

Fotógrafo, nasceu em 1935 em Praga.

Vá para http://www.saudek.com/ e encontre fotografias belas, insólitas...

Se der erro, vá para o Tio Google e encontrará este blog. Vale a pena!

 

Mother, 1976 Saudek

 



Escrito por martabellini às 22h31
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Segurando as ideologias

 

Estou olhando as horas. Olhando para terminar estes dias de debates, sobretudo, para não ouvir tantos tucanos “analistas” do “bem bom” que foi a privatização. Falo do Sardenberg, Miriam Leitão e sócios. Passo pelas ruas e, em cada esquina das avenidas, vejo muitos jovens, mulheres segurando bandeiras dos candidatos. Seguram ideologias. Enquanto isso, sonham com emprego, com conforto... sei lá. Sonham com uma vida melhor carregando as bandeiras dos outros.



Escrito por martabellini às 21h39
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Carta Maior



Escrito por martabellini às 21h10
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Quinta com Contardo Calligaris 1
Folha de São Paulo 26/10/06
Quantos você matou?

O assassino é idealizado como se nos vingasse das imposições sociais aceitas a contragosto

DURANTE O segundo conflito mundial, Ernest Hemingway foi correspondente de guerra (não era combatente, mas gostava de circular armado). Ora, recentemente, um jornalista descobriu duas cartas em que o escritor se gaba de ter matado 122 alemães e conta o seguinte: um prisioneiro desarmado gozou da sua cara (tipo, "você não vai ter a coragem de me matar, seu bosta"), e Hemingway mandou ver.


É provável que se trate de uma fanfarronice. Naquelas circunstâncias, talvez fosse possível matar um, mas não 122. Resta que o escritor achou "legal" vangloriar-se de ter matado.
Hemingway passou a vida inteira tentando demonstrar ao mundo e a si mesmo que ele era "homem" de verdade.


Sua história pessoal faria a festa de qualquer psicanalista, desde o suicídio do pai até o dele mesmo, mas o teor das cartas me fez pensar num livro, que, em 2002, foi transformado num filme homônimo, "Confissões de uma Mente Perigosa". É a autobiografia de Chuck Barris, um produtor e apresentador da televisão americana, que contou ter sido, durante anos, um assassino ao soldo da CIA (a qual não confirmou nem desmentiu o fato).

 
O livro de Barris começa com ele contemplando, no espelho, as injúrias do tempo: sua barriga, sua carne flácida. O fato (ou a fábula) de ter sido um sicário parece valer, para Barris, como uma cirurgia plástica: "Olhe só, tenho cara de esportista de sofá e cerveja, mas as aparências enganam: sou um assassino".

 
Talvez Hemingway e Barris sejam exemplos patológicos e patéticos de machismo. Mas escute o último disco de Bob Dylan, "Modern Times". Na segunda faixa ("Spirit on the Water"), Dylan canta que ele não poderá permanecer com sua amada no paraíso porque "I killed a man back there..." (matei um cara no passado).

 
Que charmoso, não é? Nenhum espanto: de Johnny Cash a Merle Haggard, o passado sombrio do cantor é um lugar comum da música "country".
Em geral, o número de assassinatos em nossas ficções (escritas ou filmadas) é infinitamente superior ao das chances efetivas de nós, um dia, matarmos alguém. Em suma, ao que parece, matar nos faz "sonhar".



Escrito por martabellini às 17h28
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Quinta com Contardo Calligaris 2
Folha de São Paulo 26/10/06
Quantos você matou?


Evidentemente, há traços de caráter e elementos da história de uma vida que produzem uma disposição assassina, chamada, por alguns psicanalistas ingleses, de "blueprint for murder" (instruções para matar). Mas, certamente, essas peculiaridades dos (poucos) que matam prosperam num ambiente em que, para os machinhos, ter matado ou ter disposição para matar são marcas "positivas".

 
Ninguém parece achar bizarro que, durante algum tempo, nossos meninos queiram se vestir e andar pelas ruas como membros de gangues sanguinárias (desse ponto de vista, os jovens que se alistam no narcotráfico são apenas crianças que podem realizar um jogo que todos curtem).

 
Alguns se preocupariam se seus filhos não passassem por uma "fase" de brincadeiras assassinas; receariam, por exemplo, que eles fossem debochados como "frouxos" pelo grupo dos amiguinhos. Não estariam completamente errados: tudo indica que, em nossa cultura, matar é um ato que impõe respeito, ou pior, uma espécie de admiração. Como no Oeste, as entalhaduras na empunhadura do revólver (que contam o número de mortos) medem o valor do pistoleiro.


Censurar nossas produções culturais não é uma solução. Vivemos numa contradição constante entre a liberdade do indivíduo (como valor supremo) e a coação das leis necessárias para vivermos juntos. Conseguimos respeitar as leis; em contrapartida, o fora-da-lei é o herói de nosso individualismo.


"Não Matarás" talvez seja a norma que internalizamos melhor, mas essa é mais uma razão para que "admiremos" o matador: ele consegue agir contra o interdito que está mais solidamente dentro de nós. Nas telas, nas brincadeiras de crianças, nos escritos de Hemingway e Barris ou, simplesmente, nas nossas fantasias, o assassino é idealizado como se ele nos vingasse de todas as imposições sociais que aceitamos a contragosto.
Às vezes, a tela e a realidade se confundem. Em Campinas, na semana passada, um segurança de shopping center matou, por nada, um jovem que tinha derrubado três cones com a sua moto. Armas de verdade deveriam estar só nas mãos dos adultos. O problema é: como encontrá-los?

 



Escrito por martabellini às 17h28
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Saudade de Paulo Leminski

 

Bem no Fundo


No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto


a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo


extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais


mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

 

 



Escrito por martabellini às 17h22
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Escrito por martabellini às 21h38
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Há vida inteligente na imprensa!

 

 

Apesar do “analista” econômico sardenberg da CBN, a CBN ainda comenta vida inteligente. Uma delas ouvi hoje de manhã, CBN, é a pesquisa da Unafisco – SP. Luis Nassif comenta-a:

 

A dívida e o orçamento



Recomendo a leitura dos gráficos que constam do trabalho da Unafisco-SP sobre os gastos orçamentários da União. Eles estão na página 11 do caderno Nacional do “Estadão” de hoje. Não constam da edição digital. O gráfico principal fala por si.



Em 1995, 47,2% do orçamento se destinavam à infra-estrutura e área social; 34% para a Previdência Social; 18,8% para a dívida pública. Em 1999, a dívida pública já consumia 38,9% do orçamento; infra-estrutura e área social 33,2% e Previdência Social 27,8%.



Em 2002, a dívida levava 45,3%, infra-estrutura e social 26,6%, Previdência Social 28,1%. Em 2005, a dívida consumia 42,5%, infra-estrutura e social 26,5% e Previdência Social 31,1%. De 1995 a 2005, gastos com saúde caem de 9,5% para 6% do orçamento; com educação de 5,8% para 2,7%; com segurança e defesa nacional de 5,5% para 3%; com transportes, de 1,6% para 1,11%.



Esses números jamais constaram de uma palestra, de um trabalho dos nossos especialistas em contas públicas, Fábio Giambiagi, Raul Velloso, Armando Castellar. Ou de alguns “focalistas” que descobriram que a favela de Helíópolis é o trajeto mais curto para conseguirem chegar à Avenida Paulista. O principal item de despesa do orçamento jamais foi analisado pelos especialistas em despesa. O salto de 20 pontos percentuais da dívida, de 1995 a 1999, visou exclusivamente remunerar ativos em dólares, depois dos desequilíbrios intencionalmente provocados por Gustavo Franco, Edmar Bacha, Pedro Malan, Winston Fritsch e, principalmente, André Lara Rezende. Esse salto de 20 pontos se deu apesar de um volume expressivo de recursos captados com venda de estatais e que entraram no sorvedouro da dívida.



Escrito por martabellini às 21h26
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Reitor escravocrata

 

 

O que esperamos de um reitor? Que ele seja o exemplo de finesse, que estude, que seja justo, polido, bacana, enfim. MAS... não é assim que um reitor de Minas Gerais se comporta. Iberê Thenório (ONG Repórter Brasil) na Carta Maior entregou a notícia hoje: o reitor da Universidade de Uberaba – Uniube – fazendeiro também, estava mantendo 164 trabalhadores como escravos em Catalão, GO. Os escravos do reitor derrubavam árvores na fazenda de gado do reitor. Entre ratos e chuva os 164 trabalhadores foram descobertos pelo Ministério da do Trabalho e do Emprego dia 17 de outubro. Pasmem: o dono da Uniube é Marcelo Palmério e sua mulher Vera Maria Marques Palmério. É filho do escritor Mario Palmério, ilustre escritor da região.  



Escrito por martabellini às 21h06
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Uargh

 

 

 

Estava quieta, até mesmo este Blog pensei em desativar. Talvez, mais devagar com o andor que a santa aqui é de barro (segundo os católicos feita da costela de Adão). MAS como as vésperas de eleições são cansativas, não? É tanto blá que a gente fica de zoeira. Eu que gosto tanto de ligar meus radinhos pela casa e no carro, desisti. Odeio analistas e suas verborréias. Eu tinha mais saco para agüentar isso. Afinal, fiquei quatro anos em cargo administrativo (li tudo que advogado lê, leis e leis).

 

Ode (ódio) aos analistas de plantão: Jabor e seu incontinência verbal; Sardenberg (da CBN) e suas espertas análises neoliberais (vamos privatizar tudo, ele diz singelamente “que mal há em privatizar”...); Miriam Leitão (gente, existe mulher mais chata?), Lucia Hipólito, Jabor, FHC (vocês o viram ontem com o padre Zezinho na platéia? Era o Zezinho, não era?), o Jabor. Estou odiando tudo isso. E o lítio, ó*!



Escrito por martabellini às 14h30
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E eu agüento tudo isso?

 

 

 

Não assisti o debate do Chuchu com o Lula ontem. Apenas algumas partes. Estou às náuseas com tanta besteira. Estou tomando lítio faz uma semana (não só pela política, é claro). Mas, um frasco apenas não vai adiantar; ah, não vai mesmo! Quem agüenta o Alkmin começando o debate assim: Eu sou filho de funcionário público. Morei 16 anos na zona rural. Trabalhei para pagar meus estudos como professor de madureza, professor de cursinho. Nunca me esqueço quando peguei meu salarinho. Aquilo me fez bem e é por isso que eu quero ser presidente da república.

 

Brincadeira! Chamou o povo de burro! Burro por burro, o povo parece que vai votar em quem teve uma mãe analfabeta.

 

Eu também não me esqueço nunca do meu salarinho de professora de biologia em São Paulo, Escola Estadual Alberto Torres, Butantã, São Paulo em 1978. Era tão pequeno, tão ínfimo que eu saia do banco sem salário. E agüentava nesta escola uma diretora, mulher de um militar, que mandava nos profes, nos alunos, nos pais e nas mães. Fui perseguida por ela e seu séqüito. Fui posta para fora do colégio porque os alunos gostavam de mim e porque eu ensinava o evolucionismo. Graças a esta diretora minha vida virou um inferno por um bom tempo. MAS, eu não quero ser presidente!

 

Quem apazigua minha náusea? Lítio!



Escrito por martabellini às 14h17
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Meus alunos trabalhadores

 

 

Hoje me encontrei com a C. na Universidade. Ela terminou seu doutorado faz um mês. Foi minha orientanda em uma área que não defini ainda se é Ecologia Humana ou Educação Ambiental em um programa de ecologia. Estou terminando minha carreira de orientadora lá, este ano, e ainda não delimitei a área (mas, isso não tem a menor importância agora). O que quero dizer é que muitos alunos que tive foram (e são) das fileiras de trabalhadores. Este ano duas alunas em particular me deram um prêmio: duas trabalhadoras do ensino terminaram com louvor seus trabalhos de mestrado e doutorado. Nesta hora vale a vida e alguma coisa mais! No dia da defesa de C. estava na platéia seu pai “psicológico” (conforme ela escreveu na tese). Hoje perguntei a ela se aquele senhor na segunda fileira, quieto, um pouco tímido era seu pai “psicológico”. Era. Disse-lhe que fiquei muito comovida quando às 14h ele saiu com ela, segurando sua malinha de livros, após uma sessão de quase 5 horas de defesa. A C. é de uma família super humilde, sem posses, tem um filho, sempre estudou à noite e terminou seu mestrado e doutorado com bolsas de estudo. O pai de C. disse que ficou lá no anfiteatro da defesa sem entender nada, mas alguma coisa a gente estava dizendo de bom. Em tempo: pai “psicológico” é o pai de seus outros irmãos. Ela tem um pai biológico que a criou. Ela tem dois pais. É uma menina de sorte e é uma grande mulher (apesar de seus apenas 50 quilos!).



Escrito por martabellini às 17h54
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Novo Blog em Maringá

Pessoal: temos novo Blog na Praça

http://amelie.pulante.zip.net/



Escrito por martabellini às 15h40
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