Páginas da Vida, mas nem tanto

Ricardo Callil do Blog Nominimo definiu bem a novela páginas da Vida: Mulheres descontroladas. Todas as mulheres são doidas, segundo Callil, menos José Mayer. É a novela que tem o maior número de mulheres problemáticas por metro quadrado.
Para Callil a novela bem que poderia ser rebatizada como “A casa das sete malucas”. O problema é que elas são mais de sete, como você poderá ver na galeria abaixo com um pequeno perfil das doidas da novela. Na galeria do Callil falta a Renata Sorrah que faz o papel de uma promotora de justiça submissa a um marido horrível.
Sandra (Danielle Winnits) - é a louca marxista; para ela, tudo é culpa da luta de classes. Sandra não para de chorar há uns 17 capítulos porque seu patrão Jorge (Thiago Lacerda) insiste em rechaçá-la; segundo ela, por ser filha da empregada. Talvez seja um personagem inédito em novelas: a gostosa mal comida (a novela já escalou José Mayer para resolver o problema).
Carmem (Natália do Valle) – espécie de ninfomaníaca monogâmica, ela não desgruda do marido e não deixa nenhuma mulher chegar perto. Nem casando com Carmem, José Mayer conseguiu resolver o assunto.
Helena (Regina Duarte) – seu problema é ser boa demais; uma semana depois de ser trocada por Carmem, ela já batia papo com a concorrente numa boa. Taí a prova de que a novela não é realista: isso nunca aconteceria na vida real. Além disso, Helena tem um estranho tique nervoso: ela sempre tomba a cabeça para o lado quando fala, como se estivesse com um torcicolo. Talvez a culpa seja do José Mayer.
Olívia (Ana Paula Arósio) - outra com tique esquisito: termina toda frase com uma risada grave e artificial, mesmo que a situação não tenha a mínima graça. Ela se apresenta como uma mulher moderna, mas não sabe nem fazer um “4” para provar que está sóbria.
Marta (Lilia Cabral) - mulher passivo-agressiva, com complexo de perseguição, Marta acha que o mundo está sempre contra ela. Ela poderia abandonar seu marido, mas quem ela iria espezinhar nesse caso? Como José Mayer não se manifestou, arranjaram um substituto: Gonzaga (Mario Cardoso).
Verônica (Silvia Salgado) - mentirosa compulsiva, diz para Gonzaga que sua irmã Marta está separada, para tentar se livrar do cunhado banana.
Anna (Deborah Evelyn) - frustrada na vida profissional e amorosa, ela descarrega sua ansiedade na filha, que desenvolve bulimia por sua causa.
Isabel (Vivianne Pasmanter) - caso clássico de auto-estima em frangalhos: apaixona-se pelo homem que a humilha e não se interessa por aquele que a mima.
Irmã Maria (Marly Bueno) - ao mesmo tempo repressora e reprimida.
Tonia (Sônia Braga) - ela é uma artista bonita, talentosa e de sucesso. Mas faz tai chi chuan no meio de uma pista de dança. Esquisito. A mensagem é clara: desconfie também das bem-resolvidas.
Escrito por martabellini às 11h26
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Guz representa muito bem, a canalhice do Doca Street.
Escrito por martabellini às 20h20
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Henri Cartier-Bresson (1908-2004)
Quem quer mais beleza?
Escrito por martabellini às 18h05
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Nua
Vejo sempre corpos femininos nús
mas este é, sem dúvida, lindo
o autor: Christian Coigny

Escrito por martabellini às 10h41
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Esta imagem lembra-me Julia, minha filha!
Lendo o Contardo e vendo o Snoopy achei oportuno trazer aqui
um pedaço de nossas lembranças de mãe e filha.
Escrito por martabellini às 10h28
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Quinta com Contardo Calligaris
O maior amor do mundo.
Nossa capacidade de amar depende sempre do quanto e de como nós fomos amados
ASSISTI A "O Maior Amor do Mundo", o filme de Cacá Diegues que estreou na sexta-feira passada. Cacá Diegues é o grande cineasta naïf do cinema brasileiro. O que quer dizer naïf?
Pela definição do "Aurélio", naïf se diz da arte que é "desvinculada da tradição erudita convencional e de vanguarda, e que é espontânea e popularesca na forma sempre figurativa, valendo-se de cores vivas e simbologia ingênua". A definição é boa, mas precisa de dois acréscimos: 1-) a palavra "ingênuo" vem do latim e designa, antes de mais nada, quem nasceu livre, sem servidão nem escravidão; 2-) há mais um traço crucial da arte naïf: um amor à "vida como ela é", graças ao qual narrar é uma alegria, mesmo quando a história é dramática ou triste.
Esses acréscimos são interligados: a liberdade (formal, retórica etc.) é fruto do prazer de contar, que, por sua vez, é fruto da paixão de viver. Aparte. Quem quiser verificar (ou contestar) essa definição da arte naïf pode ver o acervo do Museu Internacional de Arte Naïf (mian@museunaif.com.br), no Rio de Janeiro, na r. Cosme Velho, 561, perto do trenzinho que leva ao Corcovado. No último filme de Cacá Diegues, um astrofísico brasileiro americanizado acaba amando uma moça (talvez duas) da Baixada Fluminense. Ele vai e vem entre um hotel de luxo e um esgoto a céu aberto. Mas o filme não transmite uma mensagem sociológica sobre os encontros e desencontros entre classes. Tampouco é uma denúncia do estado tétrico de nossas periferias. O filme é livre dessas "obrigações" porque é animado pela vontade de contar a vida, com aquelas misérias e grandezas que são, por assim dizer, interclassistas. Os fracassos e os sucessos do amor, a nostalgia, o peso da morte iminente, o anseio por um sentido são afetos que decidem as cores de nossa existência em qualquer cenário. É difícil falar de "O Maior Amor do Mundo" sem estragar o prazer de quem ainda não assistiu ao filme. Posso propor alguns comentários, deixando a cada um a tarefa de relacioná-los com a história, quando ela se desvendar
O filme me comoveu porque toca numa verdade que todos sabemos comprovar, a cada dia: nossa capacidade de amar (uma parceira ou um parceiro, os filhos que tivemos ou gostaríamos de ter, o próximo em geral) depende sempre do quanto e de como fomos amados. Um filho pode ser, para um dos pais, o lembrete da derrota do Brasil no jogo fatídico contra o Uruguai, na Copa de 50, ou, pior, o símbolo da perda irreparável de um outro ser amado. Em certas condições, um filho pode também ser, para um dos pais, o resultado da infidelidade do outro. Não há carinho que adiante: para o filho, o lugar que ele ocupou na história dos pais é sempre um fardo decisivo. Outro aparte. Hoje, a lei admite o aborto para salvar a vida da mãe: é para não condenar quem nasce a ser o representante da morte de sua própria mãe e, para o pai, o monstro que matou a mulher que ele amava. A lei também admite o aborto em caso de gravidez decorrente de estupro: é para não condenar quem nasce a ser, aos olhos da mãe, o representante da violência que ela sofreu. Que a gente concorde ou não, o que importa é que o legislador, nesses casos, não se preocupa com os pais, mas com o próprio destino do nascituro
Voltando ao filme: Antônio, que não pôde ser amado na infância (por razões que o espectador descobrirá), não sabe amar ninguém. Na iminência da morte, ele sai à procura da única pessoa que talvez o tivesse amado (sua mãe biológica). É uma procura de alto risco, pois, salvo revelações (o filme tem algumas em reserva), a mãe biológica é, em princípio, quem abandonou seu filho.
A beleza da história contada por Cacá Diegues é que Antônio não procura o amor que não teve como uma consolação no fim de sua vida. Ele procura porque, quem sabe, ainda dê tempo para aprender a amar (uma mulher ou o filho que, até então, era impossível que ele tivesse). O maior amor do mundo é provavelmente o amor materno; não porque uma mãe amaria mais do que um pai, um companheiro ou uma companheira, mas porque o amor da mãe é o amor que melhor pode nos ensinar a amar. O filme é uma parábola, livre e alegre, sobre essa verdade. Em prêmio, uma sugestão: talvez a vida encontre seu sentido como um aprendizado do amor -aprendizado que pode ser longo ou repentino, da última hora.
Escrito por martabellini às 10h25
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Ainda falando sobre a pesquisa: feliz ou infeliz?
Marcelo Tas também comentou a bizarra entrevista (ou melhor, o bizarro resultado) da pesquisa do Data Folha sobre a felicidade dos brasileiros. Tas escreveu:
O CORO DOS CONTENTES

Vivemos um tsunami de pesquisas eleitorais. Talvez por isso você não prestou a devida atenção na recente Data-Folha divulgada no último domingo. É uma pesquisa que pode esclarecer muitas coisas, inclusive a preferência do eleitor na corrida presidencial.
Vamos aos números:
76% dos brasileiros se dizem FELIZES. Isto significa um aumento de 11 pontos em 10 anos. Em 1996, o coro dos contentes era de "apenas" 65%.
Outra revelação importante: o brasileiro, quando perguntado sobre a felicidade do seu vizinho, ou seja de um outro brasileiro que não seja ele próprio, responde bem diferente. Apenas 28% se arrisca a dizer que o "brasileiro" genérico é feliz. Ou seja, 72% da população reconhece que somos um bando de cabisbaixos, brochas e borocoxôs.
Fica a dúvida cruel: afinal, por que o brasileiro não tem medo de ser feliz?
Escrito por martabellini às 23h20
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Dia 25: blogagem coletiva
Faça algum comentário sobre ética....
Faça do seu jeito, conte uma história e participe....

Escrito por martabellini às 21h57
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Gostei Andye!
Novo ícone no Toscorama:

Escrito por martabellini às 17h42
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Do Blog O Segundo Sexo

Ouvi pela CBN sobre a morte do Cel Ubiratan. Estava viajando e não li mais nada a não ser ontem antes de sair do aeroporto de São Paulo. De qualquer maneira, muitos de nós teremos uma recaída judaico-cristã ao saber de sua morte (e dizer, oh, coitado, etc e tal). Pois não é que a Mary , do Blog o Segundo Sexo sapecou a notícia. Pôs, como dizem os franceses, “um pitada de loucura” no assunto:
Acho que como os desembargadores tiveram senso de justiça, TODO o poder judiciário pode ganhar uma salva de palmas. Como o Fleury (ainda vivo) ordenou a invasão, TODO o poder executivo pode também ser aplaudido. Como o Coronel Ubiratan era deputado, acho que podemos ovacionar TODO o poder legislativo. E você só tem uma coisa a fazer. E você já sabe. Você tem que votar com consciência. Mas tipo consciência total mesmo. Sujeito pensante você é. Faz mais que votar. Filie-se duma vez. De repente você até ganha uma bandeirinha
Escrito por martabellini às 17h29
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Errar é humano, persistir no erro é diabólico 1
(Resposta aos leitores politizados da UEM em duas partes )

João, “quero ver o que ela fala agora”; Maria de Lourdes, Aline e o oculto acadêmico. Votei, sim, na primeira vez que esta discussão passou no Conselho Universitário, pela não paridade. Errei feio. Como era minha última semana no COU, votei no clima estabelecido pela derrota da Reforma Administrativa, derrotados que fomos pelos votos dos representantes dos funcionários e alunos. Discutimos e trabalhamos na Reforma Administrativa quase dois anos e como a reforma não era o que muitos administradores queriam, fomos derrotados. Derrotados pelos votos dos alunos e funcionários, repito. Erramos todos. Quem não erra, não é? Revi meu erro. Assinei o manifesto do sindicato a favor da paridade e em meu departamento, fui a favor da paridade quando o Conselho voltou a discutir o tema. Na ata do departamento, pode-se ver quem foi a favor e quem foi contra. Vocês ficarão surpresos, não pela minha declaração. Creio que o nosso professor Décio, candidato a reitor, também se arrepende por ter consentido, nas eleições para prefeito de 2000 (ele como candidato a vice da chapa do PDT, com o Dr Batista), que o PDT, o Dr Batista, mentissem para a imprensa. Quem não se lembra quando o Dr Batista, candidato nas eleições junto com o José Cláudio, do PT, trouxe para Maringá um monte de pessoas para serem camelôs de mentirinha e acusando o PT de ser a favor de camelôs/camelódromos em Maringá. Tenho certeza que o professor se envergonha disso, como eu também não me sinto confortável por meu voto. MAS, eu não cometi um crime: cometi um erro político, grave até. E luto por paridade, sim. MAS, não fiz “concluio” (eta palavra esquisita) com ninguém. O acadêmico que escreveu isso, trata-me como idiota, aliás, comportamento político corrente aqui em Maringá e na UEM. NÃO preciso fazer “concluio” com ninguém disso: não prometi cargo para ninguém, não confundi ninguém, não prometi elevação de FG etc. Nem sou de partido algum. Não burlei o tal TIDE, não falto às aulas. Nem chego atrasada, nem saio adiantada das aulas. Não trabalho em mestrado pago, nem sou pelo pagamento de mestrado em universidade pública. Vocês que se dizem alunos e funcionários não devem se importar com estas coisas banais, não? MAS, eu me importo. Professor não pode somente ter cargo administrativo, deve dar aulas como manda o melhor dos figurinos. CONHEÇO isso na UEM. Vocês acreditam? Nisso ninguém fala, pois não é político falar dessas coisas.
Escrito por martabellini às 14h59
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Errar é humano, persistir no erro é diabólico 2
(Resposta aos leitores politizados da UEM em duas partes )

OH! Acadêmico: eu tenho posição política clara. Não tenho partido político. Até porque estes não se mostram políticos mais. Até os de esquerda, não é verdade? Ninguém prometeu cargo para mim, porque se tivessem prometido eu não o apoiaria. Nem sei mesmo se o atual reitor gostaria do meu apoio. Creio que não.
Errei. Quem não erra, não é? Fiz uma declaração pública de meu erro quando assinei o documento do sindicato pedindo a revisão dos votos do COU, entre eles o meu.
Muitos erraram nas vias políticas que desencadearam estas 4 chapas na UEM. A história é mais embaixo ( se você quiser eu lhe conto sobre os grupos de futebol e políticos). Sei que há mais coisas nestas eleições. MAS, enfim, cheguei hoje de viagem. Alguém da minha família, soube agora, está gravemente doente, preciso assistí-lo com os familiares.
Voto 2 porque:
1) É pela paridade.
2) É contra a elevação de Funções Gratificadas para criar séqüitos e a burocracia fiel (Acadêmico, leia Max Weber. Está lá a explicação do efeito perverso da burocracia e das iscas para mantê-la, com FGs, por exemplo).
3) As pessoas me são politicamente falando, idôneas.
4) Vi-as na greve apoiando-nos.
As outras pessoas das outras chapas também são simpáticas. MAS fiz uma opção política. Não persisto no erro. Eis minha questão.
E, por favor, não me venham com vícios privados em um debate público, como faz a política maringaense. Não quero fazer a cabeça de ninguém e não deixo ninguém fazer a minha.
Escrito por martabellini às 14h58
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Dois dias apenas
Viajo amanhã para Uberlândia, MG. Fico dois dias afastada do BLOG. Se der vou enviar posts ao Blog. Vocês estão vendo que hoje exagerei, mas é para deixar uma reserva. Vou para a Universidade Federal de Uberlândia participar de uma banca de mestrado de uma pessoa que não vejo há 25 anos. Estudamos juntas em Ribeirão Preto, SP, na década de 70. Em 1977 eu sai de Ribeirão, nos encontramos em São Paulo entre 1978 a 1980. Agora vamos nos ver. Tenho reencontrado meus amigos. Vida longa e boa a nós do século passado!
Deixo a graúna do Henfil, símbolo da Chapa 2 que concorre às eleições à reitoria da Universidade Estadual de Maringá.

Escrito por martabellini às 21h19
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Maringá: zero á esquerda?
No Encontro dos Blogueiros, sábado, conheci o Fábio Antunes, estudante de jornalismo e premiado na Intercom em Brasília por um trabalho sobre catadores de lixo reciclável. Falei no Encontro que um dia desses vou escrever um texto com o título, Maringá é uma cidade zero à esquerda. Creio que vou demorar, pois estou sem coragem. É que vejo Maringá como uma cidade completamente alheia à vida cultural. Imagine que estes dias veio aqui a Sangalo para um show no estádio. Ah, que chato! O Fábio me disse que tinha escrito um texto sobre Maringá. Eis o texto.
Teu nome, em tinta azul foi rabiscado
"Há em ti o perfume das flores, a poesia de todos os ninhos e uma luz que acende fulgores clareando teus novos caminhos" (*)
Fábio Antunes

Em cada rua e esquina tento desvencilhar-me do odor que habita teu ar. Mas todos os caminhos conduzem ao irreversível, onde teu nome, em tinta azul está grafitado: Maringá.
As nuvens avolumam no horizonte, e o vermelho do sol anuncia a morte do dia. O vento que sopra do norte insiste em clamar-te o nome. Maringá, por que afasta o dia da noite, a lua do sol e o rico do pobre?
Em teus caixotes de lixo, cheios das diversões do final de semana, os abutres disputam com tua gente esquecida, a chance de remexer o desprezo da burguesia. E os sem-abrigo cruzam tuas avenidas, repletas de medo, a procura da nobreza de um recanto qualquer, que os acolham nesses dias frios, até que a aurora traga de volta a quentura do sol.
E os filhos de tua altivez, analfabetos políticos, abstendo-se de culpa dizem que ainda emana de ti o perfume das flores. "Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo". (**)
Fecham-se as cortinas para não se enxergar a violação de tua frágil dignidade. E a tempestade do falso progresso transgride mais uma de tuas paisagens. E abre-se assim outra ferida de vários andares, habitação da riqueza iludida. Protegida pelas grades e o luxo de outro condomínio.
E teu guia junta-se aos porta-vozes midiáticos, concedendo a ti o romantismo que não possuis. Ah Maringá, tentas enganar, mas nunca serás quem diz. E assim continua-se a gritar aos pobres de tua desigualdade: Vem que o resto é vosso.
Promiscuamente fecham-se os olhos sociais com outras promessas vazias, pendurando um quadro de mentiras em um anúncio qualquer. Tolo quem compra idéias midiatizadas, de uma cidade perdida, maquiada em cartazes da publicidade corruptora.
E chega assim o outro dia, que logo se vai. Afastas para longe do Centro de tua beleza, a feiúra que não te convém. Teus filhos pobres já não cabem neste Novo Horizonte, e buscam desesperadamente um caminho para o Sol Nascente. E tu Maringá, ainda assina teu sobrenome, como a linda flor do norte do Paraná.
(* )Hino a Maringá " Letra de Ary de Lima
( **) Bertold Brecht " O Analfabeto Político
Imagem meramente ilustrativa/www.tipos.com.br/media/17/20030613-maringa_vermelho.jpg
Escrito por martabellini às 21h03
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Dar espelhinho pra índio ainda funciona
De Renato Santos Passo
Blog com link aqui ao lado esquerdo deste Blog
Todo mundo conhece aquela piada da hiena: o professor explica que a hiena é um animal que vive no centro de África, é necrófaga, faz amor uma vez ao ano e emite uma vocalização similar ao som do homem ao rir-se. E o aluno pensa: o bicho come carne podre, só dá uma rapidinha uma vez por ano e ri do quê?! A pesquisa DataFolha publicada hoje, sobre a felicidade dos brasileiros, revela o que somos: um povo-hiena.

A gente sempre pode pensar os resultados de tal pesquisa com olhos de Poliana. Afinal, ser feliz não é o que interessa?
Mas será que já não era hora de exigir mais do que bolsa-espelhinho?
Escrito por martabellini às 20h26
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Pesso@l:
Achei um barato esta charge!
Não me lembro onde a encontrei.
Escrito por martabellini às 20h15
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Caetano está muito chato!
Achei a entrevista do Caetano na Folha de São Paulo um porre. Ta certo. Tudo mundo tem o direito de falar o que quer. Eu também. Hoje eu fui dar uma olhada no Blog do Língua de Trapo e encontrei esta do Guca Domenico:
Frases que ficariam melhor caladas (1)

"Há canções demais no mundo" (Caetano Veloso)
- Falou quem está lançando CD com mais um monte de inéditas...
Escrito por martabellini às 20h11
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Caixões temáticos para defuntos ricos
Quem encontrou a notícia foi a Denise Arcoverde, do Blog Síndrome de Estocolmo, com link neste Blog. O negócio é o seguinte: em Gana, uma tradição recente, com menos de 50 anos, é enterrar seus mortos em caixões temáticos. Vejam as fotos. Cada caixão custa um ano do salário do morador comum em Accra, Gana.
A tradição vem do ritual de carregar os antigos chefes tribais em cadeiras. Os chefes eram carregados em cadeiras por pessoas menos favorecidas. Um dia um artesão estava construindo uma dessas cadeiras e morreu. Decidiu-se enterra-lo com a cadeira que fazia. Daí vieram os caixões temáticos. As pessoas são enterradas em caixões que simbolizem seu trabalho.
Imaginem: se a moda chegar ao Brasil, como serão os caixões? Dos deputados mensaleiros um caixão em forma de dólar. Dos barões da soja e do agrobusiness uma soja gigante, transgênica, do arquiteto/desenhista que fez os postes voadores em Maringá, um caixão/poste voador. Dos professores, como eu, um caixão livro (pode ser o modelo do livro do Sagan, por favor). MAS, como os caixões são caros, são para defuntos ricos, nem todos teremos os modelos abaixo.

Caixão peixe

Caixão sapato

Caixão Garrafa de Coca Cola
Escrito por martabellini às 12h15
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Aviso aos filhos da burocracia
Vou avisando que não gosto de certos anonimatos. Um deles é entrar neste Blog como anônimo para jogar pitacos na minha notícia e apoio à Chapa 2 que concorre às eleições da Universidade Estadual de Maringá. Falo do Furada, leitor que chamou a Chapa 2 de furada. Já lhe disse na resposta: Furada é a sua mente. Furada, mas cheia de más intenções. Você, com seu anonimato me deu mais uma chance da falar da Chapa 2, coisa que eu não ia fazer mais. É o seguinte, seu furado: a única exceção das chapas é a 2. Exceção em quê? Exceção: ninguém da chapa legislou em causa própria aumentando seu FG. O que são as Funções Gratificadas? São um meio de manter um grupo fiel ao administrador, aliás, bem fiel. Minha avó dizia que dinheiro faz cócegas nas mãos de anjo. Taí, o porquê de tanta fidelidade. Segundo: as FGs são um recurso de aumento salarial. Os administradores adornam o salário de seu séqüito com estes recursos. O séqüito agradece, pois algumas FGs são muito boas. Terceiro: as FGs são um meio de retirar dinheiro público que poderia ser aplicado em ampliação da Universidade, MAS ninguém fala disso.
Quando eu fiquei no sindicato como diretora e enfrentamos uma grande greve na época do Lerner, um professor colega, hoje com FG, me disse que se não voltássemos da greve, ele iria trabalhar. Ora, com esta FG polpuda tinha mesmo que voltar ao trabalho. Pelo menos, o salário dele, ele tinha salvado.
Então, seu Furada, fora de meu Blog. Aqui é meu espaço. Xô, seu comedor de dinheiro público. Você não indicou seu e-mail, mas posso saber qual é. Sabia disso, seu cabeça furada?

Fora furada!
Escrito por martabellini às 11h23
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Sábado com blogueiros
O Encontro de Blogueiros no SESC Maringá promovido pelo Andye foi dez! Quando cheguei em casa dei conta que tinha passado três horas e mais um pouco numa boa. Até minha enxaqueca esvaiu-se. Conheci o pessoal de 5 Blogs: Pedagogia do Blog, de Londrina, Realidade e Cia, Mamocos, Roberto Balestra, Toscorama. O Andye levou suas revistas do Henfil, Vasques, jornais como o Pasquim, o Movimento e até camiseta com a estampa “Eu acredito em blog”. Comprei uma!
Ouvir o pessoal foi uma beleza; rimos muito com um provável novo blogueiro.
A coisa boa é que um evento desses em Maringá indica temos uma rede de blogs, com pessoas interessantes e com potencial para ampliar os encontros com filmes, debates.
Andye: Parabéns pela iniciativa!
A foto é do Andye.

Escrito por martabellini às 10h56
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