Você já teve depressão?
Quinta-feira, enquanto esperava entrar para uma consulta médica, fiquei ouvindo as pessoas que também esperavam suas consultas. Neste consultório há dois médicos, um endócrino, outro psiquiatra. Um grupo de mulheres tentava convencer uma mulher, de aparentemente 40 anos, que estava deprimida, a ir para a igreja católica, setor carismático. A outra, adventista, dizia que nem na religião dela acreditava mais. Um papo meio amigável, meio autoritário, pois cada um crê que sua fé remove as montanhas do outro. Minha filha estava aflita, pois esperava que a conversa chegasse até mim e eu revidasse com minha falta de tato nesses casos. Não foi o caso. Uma das meninas que sustentava que a religião liberta, entrou para sua consulta. Saiu de lá, 15 minutos depois, cabisbaixa: teria que continuar tomando o remédio, teria que ficar 15 dias em casa. Sua mãe olhou para mim e disse: faz três anos que ela está com depressão. Não sara. Perguntei se ela fazia terapia ou só tomava remédios. Não fazia terapia. Só remédios e a igreja, mas estava difícil. Fiquei comovida com a situação. A classe média toma fluoxetina, vai ao terapeuta, vai ao homeopata, viaja... Os mais ricos viajam. Os mais pobres vão se libertar na igreja. Libertar do que?, perguntaria o terapeuta.
Escrito por martabellini às 18h36
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Choveu
Choveu hoje em Maringá. Maringá como Brasília está com baixa umidade no ar. Isso dá um ar de abandono à cidade. Ontem tive que sair, a contragosto, pelo centro da cidade. Dá dó da cidade chamada cidade verde. Tudo é poeira com concreto. A recém inaugurada Avenida Horácio Rocanello ferve de calor. Liga o umbigo do engenheiro/arquiteto com o umbigo do prefeito, cujas veias se juntam às do empresariado local. Em frente do Clube Português duas árvores boas foram cortadas. Também ao lado do bar Gato Amarelo uma árvore foi cortada. Isso se junta às yuccas cortadas em frente ao chapéu/catedral. Na seca, na maior seca dos últimos setenta anos, Maringá vai cedendo aos donos da cidade que cortam as árvores na frente de suas moradias como se as ruas e calçadas fossem privadas e a história da cidade fosse apenas a história do empresariado e da igreja. Que mediocridade! Que anti-cientificidade!
A chuva lava a cidade. Parece que lava a sujeira toda. Dá uma sensação de que ainda não chegamos ao fundo do poço.
Escrito por martabellini às 18h21
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Do Tutty Vasques, Blog Nominimo
Com que roupa
Está explicado o sumiço de Dona Lu Alckmin. A ex-primeira-dama alega que não tem roupa para entrar da campanha do marido. Dos 400 vestidos que ganhou do tal estilista quando era mulher de governador nenhum é adequado à situação atual do Geraldo.
Escrito por martabellini às 21h40
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Quinta com Contardo Calligaris
O espírito das casas
O espaço no qual circulamos é um dos grandes protagonistas de nossas vidas
NUMA MESMA tarde, assisti (com prazer) a duas estréias da sexta passada: uma história de horror, "Almas Reencarnadas", de Takashi Shimizu, e uma história de amor, "A Casa do Lago", de Alejandro Agresti. Os dois filmes têm em comum um clima sobrenatural. No primeiro, um diretor de cinema filma a história de uma série de assassinatos que aconteceram num hotel 35 anos antes; com isso, o passado se desperta. No segundo, um homem e uma mulher se correspondem e se amam: eles estão vivendo em épocas diferentes (ele, em 2004; e ela, em 2006), mas na mesma casa. Interessei-me pelos filmes porque gosto daquela tradição narrativa na qual o espaço concreto, em que os personagens vivem e circulam, é por sua vez uma personagem importante da história. No primeiro filme, o hotel (ou sua reconstrução no estúdio) parece impor a repetição do passado. No segundo, a casa do lago, na qual, em épocas diferentes, ambos os protagonistas escolhem viver, é a ponte entre eles, o lugar onde se abre uma brecha no tempo. Em geral, subestimamos o espaço concreto no qual vivemos. Não acreditamos que sentimentos, afetos e relações dependam também do cenário concreto de nossa vida. Ora, os militantes do espírito new age adotaram a arte do feng shui para corrigir as energias negativas de casas e escritórios. Mas não é preciso disso para entender que o espaço no qual moramos nos determina e nos expressa. Que seja ou não escolhido por nós, ele diz qual é a convivência com os outros que desejamos ou que nos permitimos: banalmente, o tipo de mesa (não só seu tamanho) diz se queremos jantar em companhia ou cada um no seu canto, a disposição do sofá diz se preferimos conversar com os amigos ou parar na frente da televisão, e por aí vai. O mesmo vale para o espaço urbano: temos a vida pública que nossas cidades nos impõem. Quando, numa mudança, estamos apostando no futuro, sonhamos com uma casa e uma decoração desenhadas pelo próprio Walter Gropius, modernistas, limpas, funcionais, despojadas. Tempo atrás, Ana Verônica Mautner, numa crônica do caderno Equilíbrio, da Folha, comentou a proliferação de caçambas pelas ruas de São Paulo: reformamos custosamente até os apartamentos que alugamos porque queremos fazer tábula rasa na hora de mudar de casa, queremos evitar que nossos novos caminhos sigam as passagens que foram desenhadas no chão pelos hábitos de quem lá morou antes da gente. Uma vez instalados, esvaziamos as caixas de nosso passado e nos tornamos, aos poucos, Biedermeier e kitsch, enchendo o espaço de móveis que limitam as potencialidades da casa e de lembranças que nos forçam a continuar sendo quem sempre fomos (a foto do casamento dos avós, a coleção de pedras que nosso filho juntou no primário, um quadro horrendo que compramos na lua-de-mel). Um bom arquiteto ou decorador, ao visitar nossos aposentos, deveria poder descobrir as grandes linhas de nossa vida relacional: talvez ele pudesse até enxergar, atrás da vida que temos, a vida que desejaríamos ter. Aviso: se seu parceiro ou sua parceira muda de repente a disposição dos móveis de casa, não é apenas de estética que se trata. Nas minhas gavetas tenho alguns romances inacabados. Um deles é a história de alguém que compra uma casa cujos antigos donos saíram fugindo, sem nem fazer as malas. O comprador deixa tudo assim como está (a roupa espalhada, a forma oca dos corpos nas camas desfeitas, os pratos do almoço interrompido etc.) e se dedica a adivinhar cada detalhe da existência de seus predecessores. Claro, comecei esse romance logo após a morte de meus pais. Isso me leva de volta ao clima comum aos dois filmes: não sou muito fã do sobrenatural, mas confesso o seguinte. Numa casa que já abandonei, em Brookline (EUA), eu tinha construído um quarto-biblioteca que evocava, descobri depois, a biblioteca da casa de minha infância. Um dia, Maria, a jovem mulher que nos ajudava a cuidar da casa (e que dizia ser dotada de poderes mediúnicos), anunciou: "Doutor, seu pai está na biblioteca". "Meu pai está morto", respondi. Fui com ela até a biblioteca. "Ele está lá, sentado", apontou Maria. Eu não via nada e não acredito em espíritos, mas perguntei, sem brincadeira nenhuma: "Poderia falar com ele?". Maria: "Não, mas lhe garanto que ele está sorrindo, feliz".
Escrito por martabellini às 13h18
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Hoje estou assim:

Eu queria mais é pisar na bodega dos administradores de escolas,
nos programas de TV,
naquela avenida "nova" de Maringá!
Escrito por martabellini às 23h26
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Chico de Oliveira: os partidos esqueceram a política
Folha de São Paulo
22.8.06
O sociólogo Francisco de Oliveira disse ontem em palestra no Rio que os principais candidatos à Presidência têm discursos iguais e não discutem as "questões políticas fundamentais" - como o papel das agências reguladoras e a autonomia de fato do Banco Central. Oliveira não excluiu a candidata do PSOL, Heloísa Helena, em quem declarou voto, do diagnóstico.
As declarações foram feitas ao final de sua participação no seminário "O Esquecimento da Política", que começou ontem no Rio de Janeiro.
O vazio dos discursos é, para ele, mais um sintoma da irrelevância a que a política foi submetida pelo "capitalismo contemporâneo", que a tornaria incapaz de "corrigir assimetrias" sociais e de poder. Temas como a autonomia de agências reguladoras e do BC seriam fundamentais, segundo o sociólogo, por irem ao cerne da maior ou menor capacidade de intervenção da política -e dos cidadãos- na economia.
Escrito por martabellini às 17h05
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Manoel de Barros
Do O Livro das Ignorãças, Record, 1998.
Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:
a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas
têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre dois jacintos carrega
mais ternura que um rio que flui entre dois lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
etc
etc
etc
Desaprender oito horas por dia ensina os princípios.

Manoel Barros
Escrito por martabellini às 11h19
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Repetição, repetição, repetição
Os programas dos políticos estão repetitivo, repetitivo, repetitivo. Vou lutar contra a corrupção
Vou lutar contra a corrupção Vou lutar contra a corrupção Vou lutar contra a corrupção
Vou lutar contra a corrupção
Vou fazer escolas Vou fazer escolas
Vou fazer escolas
Vou fazer escolas
Vou fazer escolas
São programas control C, control V.
Escrito por martabellini às 10h52
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Não tem nada a ver
Mas, eu vou contar mesmo assim. Meus alunos de graduação são do curso de ciências biológicas. Minha disciplina é a de Fundamentos de Filosofia e Metodologia da Ciência. Não me perguntem por que deste nome. A história é longa. Cada ano mudo os textos, mas já faz uns três anos que me envolvi com a história da evolução. Reli Darwin, Wallace e fiquei mais apaixonada por estes titãs. Adoro o livro A expressão das emoções nos homens e nos animais. Faz três anos, uma aluna perguntou: “Profe, de onde vêm os negros?” Fiquei paralisada. Tenho dois grupos de alunos, os prediletos e os preferidos. Calmamente, disse a ela, do grupo das prediletas, que todos somos negros. A rigor, todos nascemos da África. Se os brancos, claros, de olhos azuis, como eu e ela, desaparecermos da face da Terra, os genes manterão a espécie humana do mesmo jeito.
Outro dia, um aluno me disse que uma criança perguntou ao seu professor de biologia: “Profe, as sementes nascem das flores?” “Correto?” O professor respondeu que sim. Então, continuou o menino, por que as do amendoim nascem debaixo da terra?
O menino foi na lata. O professor não sabia. Mas, o amendoim tem um modo maluco de fazer suas sementes. As flores do amendoinzeiro (não sei se existe esta palavra) lá pelas tantas, resolvem se enfiar na terra. Depois nascem os amendoins. É uma aula de existencialismo botânico. E muito bonita.
Escrito por martabellini às 10h47
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Rompendo o silêncio
Por Flavio Prada http://www.verbeat.org/blogs/lixotipoespecial/
A Laura do blog Caminhar está indignada. Está tentando levantar uma voz que possa ao menos ser ouvida por quem pensa como ela. O ideal seria que essa voz se transformasse em ação e pudesse em algum modo mudar uma situação. Porque a indignação da Laura é legitima e combina com a de uma grande maioria no Brasil. É a indignação de quem vive em um pais cada vez mais dominado pela violência. Mas o drama seria inevitavelmente um pouco menor, se esse script não fosse já tão conhecido há muito tempo. A constatação e a inexorabilidade dos fatos sem que algo seja feito, penso que seja o centro do problema. Mas a inação das autoridades, infelizmente faz parte do jogo também.
O nosso é conhecido como o país dos contrastes e esta fama não é sem razão. Desigualdades de todos os tipos estão incorporadas na cultura como dados de fato, vistas como coisas naturais e o senso comum aceita isso numa boa. Pessoas que vivem em montes de lixo e comem algo não melhor que isso, faz parte da paisagem. Somos um dos países com mais terras férteis no mundo, mas temos um dos maiores movimentos de sem terra. Se antes nos emocionávamos quando víamos um menino abandonado, hoje tivemos que endurecer o coração diante da enorme quantidade desses pequenos sem futuro. Verdadeiras tragédias se apresentam diante da gente todos os dias e nem bem nos damos conta. Talvez porque certo individualismo utilitarista entrou em cena. Mas adotamos a livre concorrência e o modelo consumista em um país onde nem a metade da população faz parte do mercado. Claro que esse é um fenômeno mundial, mas diante de um cenário como esse, o espantoso é o quanto é branda a violência no Brasil.
Nós não conseguimos garantir que todos possam ir à escola, mas desejamos que todos se comportem como cidadãos respeitáveis. Não conseguimos fazer boa parte do nosso povo ter um trabalho digno e mesmo muitos dos que trabalham ter um padrão digno, mas desejamos que todos estejam contentes e principalmente, não violentos. Acreditamos que os problemas importantes são os nossos e aqueles de todos os outros, dos vizinhos de casa em diante, não nos afetam minimamente.
Além disso, è sintomático e revelador da enorme importância dos meios de comunicação no Brasil, a necessidade do PCC fazer uma declaração na TV no chamado horário nobre. Usou até um refém para conseguir ter um minuto no ar. Porque as classes que estão um pouco acima na escala da desigualdade só foram perceber que nosso é um país aos pedaços e dos mais injustos e violentos do mundo, quando um mascarado leu na televisão um manifesto que não pede outra coisa a não ser humanidade. Enquanto nós sonhamos com Ipods e celulares, eles sonham em não serem massacrados de pancada em uma cadeia suja e hiper lotada. Eles conhecem a violência muito antes da gente. Eles nasceram e convivem com ela. Nós só temos medo dela e as vezes, raramente, a encontramos.
Mas a Laura esta certíssima. Nós não podemos viver assim, nem muito menos quem é culpado por não ter tido família, escola e trabalho. Estes, são chamados de bandidos e sempre com uma conotação de juízo, depreciativa. Porém, enquanto não incorporarmos os “bandidos”, integrá-los, não teremos paz. Antes, o inferno será sempre pior.
Quem sabe se deixemos de ter nossas mentes condicionadas pelo aparato mediático-publicitário, deixemos um pouco de lado a competição e o consumismo e adotamos o cooperativismo e a autonomia. Podemos mudar nosso conceito de progresso. Podemos esquecer do PIB e da balança comercial. Isso só muda a vida de quem ganha com isso. Aliás, o PIB cresce se eu perco duas horas no engarrafamento, sou assaltado e bato o carro. Mas não cresce nada se eu planto minhas verduras, dou um pouco para os amigos e o que sobra levo ao orfanato. Eu não teria duvidas em escolher entre o engarrafamento e as minhas verduras o que representa uma boa qualidade de vida. Quando compreendermos que para viver bem, não precisamos de quase nada, aí teremos tudo.
Escrito por martabellini às 10h15
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Blogagem coletiva contra a violência
Eu blogo
Tu blogas
Você bloga
Nós blogamos
A proposta de blogagem coletiva foi da Laura, do Caminhar. Aderi e no Blog Caminhar (endereço do lado esquerdo deste Blog) encontrei outros blogueiros na tarefa de blogar contra a violência.
Há tantos tipos de violência. Lembro-me daquela violência das professoras primárias (primárias no trato com as crianças). Violência dos adultos. Estas a gente aprende e tira de letra depois que cresce. Meu ex-terapeuta dizia que a criança é sábia, sabe como não enfrentar todas as violências.
Há a violência institucional. Esta se vive época mais, época menos. A gente aprende a evitar e a anular. Há a violência odiosa dos deputados e senadores que escalpelam o país. A violência no campo. Há a violência de todos contra todos como esta que estamos vivendo no Brasil: seqüestros, roubos, assassinatos...
Esta violência, sangria desatada (que me lembra alguns dias que passei na Guatemala, em 1995), me faz dormir tensa, levantar tensa. Eu tenho minha filha Julia que alça seus primeiros vôos e quero-a viva!

Foto: Carlos Mucelin, Agosto de 2006
Escrito por martabellini às 19h29
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Restos de construção, lixo do mundo
As construções de grandes prédios, casas etc revelam que gastamos mais do que precisamos. Os engenheiros são seres gastões. Não estão nem aí para o problema econômico nem para os ambientais. As indústrias idem. Afinal, estamos no capitalismo e o consumo é a regra. Regra burra, mas é. Construímos casas imensas, cozinhas cheias de azulejos. Os azulejos, para serem feitos, oneram a natureza. Mas, nós não estamos nem aí. As paredes todas têm azulejos em vez de apenas os locais que recebem água como na pia, por exemplo. Grandes prédios apresentam em suas fachadas azulejos ou mármores. Para a Lucrecia Ferrara, estudiosa dos fenômenos de arquitetura, azulejos e mármores são signos de ostentação da burguesia. Se esta classe já não pode sair de casa sem ser apanhada por bandidos, ainda pode fazer de suas residências marmóreas o sinal de suas riquezas.
O que fazer com os restos de azulejo? Aprendi com o Valter, amigo e arquiteto, a usá-los no chão, nas paredes e outros lugares. Aprendi a fazer mosaicos. Penso que trabalhar com mosaicos para tecer uma casa nos leva à economia de materiais e, ao mesmo tempo, saímos daquele padrão imposto pelos engenheiros e arquitetos.
Vejam o que fizemos:

Escrito por martabellini às 11h29
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Terra: um planeta minúsculo (inverso de nossa arrogância)
Algo que faço questão de mostrar aos meus alunos: o planeta Terra é muito pequeno, cabe milhões de vezes no SOL. O tamanho do planeta Terra não condiz com a nossa arrogância humana. Nem condiz com o que fazemos dos ecossistemas urbanos ou outros. Eu, francamente, não acredito mais que o planeta poderá se manter como local para as espécies animais e plantas. O planeta será salvo, não se alarmem! Sobrará o planeta, muitas bactérias, vírus. As outras espécies não. Aquela Avenida de Maringá, recém inaugurada, com seus postes voadores, caracteriza a cretinice dos homens neste planeta pequeno, tão pequeno que, um dia, expelirá a todos desta crosta. Merecemos.
Observação:
O diâmetro equatorial do Sol é 1.390.000 Km. O da Terra é 12 mil Km (quase o mesmo que Vênus). O diâmetro do Sol é 116 vezes maior do que o diâmetro da Terra. A escala abaixo não representa muito bem o tamanho do planeta diante do Sol, mas já permite ver que estamos fritos. Ou assados.

Escrito por martabellini às 10h57
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Bolsa-escola para o Eymael!
Por Luiz Antonio Ryff do Blog Nominimo
Ey-Ey-Eymael…
E o Ey-Ey-Eymael, hein? Apesar de toda a fala empolada, estreou o horário gratuito da TV com legendas contendo erros imperdoáveis de ortografia. No programa eleitoral da tarde estavam lá “empobresse” e “obcessão”. No da noite, o “empobresse” foi corrigido para “empobrece”, mas a “obsessão” por “obcessão” continuou.
Escrito por martabellini às 19h05
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Grafito em um túnel em São Paulo.
Do Blog Marcelo Coelho.
Adequado para as ruas e avenidas de Maringá.
Procuro um grafiteiro para meu portão. O grafito
que fiz há três anos está esmaecendo.
Escrito por martabellini às 18h35
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Atenção, beberrões! Soja com glifosato também dá cirrose!
Na Universidade Estadual de Maringá, Ecologia, a Professora Sueli Train estuda, há muitos anos, as algas de rios. Para quem não conhece isso, existe uma alga que se reproduz mais quando os rios estão poluídos com defensivos como o glifosato. Além disso, o glifosato na água que bebemos provoca cirrose hepática. O que dizem os defensores da aplicação do glifosato? O que diz o agrobusiness? Que morram todos!
Escrito por martabellini às 18h33
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Ouvi hoje o programa político outra vez!
Até quando os robôs falarão eu prometo
acabar com a corrupção?
Escrito por martabellini às 18h22
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Maringoni
Carta Maior agosto 2006
Escrito por martabellini às 18h11
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Sinceridade?
Cada vez que vejo as propagandas do Ministro do Tribunal Superior Eleitoral, tenho vontade de votar NULO. É muita propaganda. A dos políticos está horrível. Eles falam de tudo: vão fazer educação, estradas, convênios, futebol, lares para velhinhos, quadras de esportes para terceira idade... tudo o que der na cabeça vão fazer. Estes senhores não vão fazer nada, pois existem leis que limitam este fazer. Ora, a questão central é falar de política. É falar: os juros dos bancos vão se manter nas alturas, a soja transgênica e o agrobusiness vão mandar na economia, vão incentivar as escolas privadas. Um candidato mais ou menos claro é o Osmar Dias, do PDT e que apóia o Geraldo Alkimin Lu Daslú. Ele é claro: vai incentivar o agrobusiness e a soja transgênica. Ainda assim, ele resolve falar de educação. Fala bobagem, pois para deixar as crianças em período integral vai precisar reformular as escolas, ampliá-las, contratar mais professores. Isso para quem é do setor do agrobusiness é balela. Business é business.
Escrito por martabellini às 18h07
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