Escombros
Gabeira, na Folha de São Paulo de hoje, 12.8, fala em escombros para designar o que restou da política no Brasil. Lúcido ele diz que vai continuar trabalhando para que as coisas deste país fiquem melhores. Mas, o problema é que seremos mais xerifes do que cidadãos realizadores de um Brasil.
O fato é que algumas pessoas não querem o que aí está. Em um bairro do Rio de Janeiro os moradores puseram 12 faixas em diferentes pontos da vila alertando que, lá, não querem nenhum candidato a deputado ou senador. Dizem que o bairro espera melhorias (não há Posto de Saúde, escola ruas asfaltadas...) há muito tempo e que, agora, não vão aceitar mais mentiras.
Há, neste comportamento do pessoal, algo positivo: aos poucos deixamos de nos submeter às promessas de políticos e, com isso, partimos para reivindicar os direitos que temos. Talvez, o pessoal do bairro esteja crescendo, deixando de ser criança que na época de eleição aceita um pirulito do candidato enquanto o candidato, depois de eleito, come todo o bolo. É salutar crescer!
Escrito por martabellini às 07h47
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Sexta-feira
Foi uma sexta atípica. Pude ver alguns colegas em um velório. Do lado de fora, comentávamos aspectos da vida de criança de cada um. Uma colega lembrou das quermesses aqui na região noroeste do Paraná e o padre dizendo: Aqui está o espaço céu de Marialva. Outra colega lembrou-se de como olhava Jesus Cristo na cruz nas missas. Apenas com um pedaço de pano, quase sem roupa, Jesus, se saísse da cruz, pensava ela, ficaria pelado. Como seria? Um colega trouxe à baila os pecados confessos ao padre e os segredos. Outra, recordou que os filhos de pessoas ricas, nas missas e rituais, iam mais bem vestidos e eram escolhidos pelo padre para representar os rituais.
Alguém lembrou da Rita Lee quando veio a Maringá. A cantora se desentendeu com o público e disse: conhece-se uma cidade pelo tamanho da torre de sua igreja (ou seria: conhece-se a mediocridade de uma cidade pelo tamanho da torre de sua igreja?).
Por fim, nada de igreja, achei algo que me faz pensar em brincar com os mais puritanos:
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"Nao sei nada sobre sexo. Sempre fui casada" |
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(Greta Garbo, atriz) |
Escrito por martabellini às 17h45
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Cidade Lego
Minha filha de 16 anos andou, ontem, a pé, pela Avenida Horacio Racanello. Percepção dela: “Mãe, a avenida parece feita de blocos de Lego: bloquinhos, sem nada... morta”

Escrito por martabellini às 16h29
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Réquiem para HD
De Clóvis Rossi – Folha de São Paulo 10 de agosto de 2006
Há um Honesto Desconhecido, doravante tratado por HD, à solta por aí. Mais exatamente, em Rondônia. É o único dos 24 deputados estaduais não acusado de trambiques. É tamanha a podridão no país tropical que conseguiu violentar uma das regras fundadoras do jornalismo. Jornalismo é, na essência, o relato da anomalia. Notícia é avião que cai ou atrasa muito, não aviões que decolam e pousam mais ou menos no horário, aliás a avassaladora maioria. Em Rondônia, a avassaladora maioria dos deputados é trambiqueira, mas, mesmo assim, os nomes dos 23 saíram no jornal. O da anomalia, o honesto desconhecido, ficou no anonimato. Consta até que está cadastrado no Ibama, como espécime ameaçada de extinção. Receberá, quando seu nome for conhecido, pulseirinha com a inscrição "político honesto 0001". O fabricante das pulseiras avisa que descontinuou a produção. Falta demanda. O anonimato protege as crianças de HD. Já imaginou a reação dos coleguinhas ao verem chegar os filhos da anomalia? "Ói, lá, o filho do honesto", dirão, escandindo as palavras como antigamente se fazia com "filho da puta". Protege também a mulher do indigitado. Poupa-a do vexame de, ao entrar no cabeleireiro, ser recebida com olhares irônicos das mulheres dos 23 trambiqueiros e com a dúvida da dona do salão: "Mulher de honesto tem dinheiro para pagar pelo menos a unha?". HD disfarça-se para freqüentar seu local de trabalho, a Assembléia Legislativa. Um colega, outro dia, disse-lhe que não poderia mais tratá-lo como "excelência". Emendou: "Sua honestidade é uma vergonha para a categoria". HD pensa em pedir asilo. De cara, descartou Brasília. Mas está difícil encontrar-se em qualquer ponto do Brasil. É um aleijão. Agride a "normalidade" da pátria.
Escrito por martabellini às 11h37
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Contardo para nós
A face grotesca do poder
A truculência do poder serve para confirmar nossa submissão e nossa dependência
APESAR DAS numerosas exceções, o conjunto de nossos governantes e representantes eleitos parece encenar teimosamente uma farsa grotesca de corrupções baratas (ou caras), de poltronices, de ignorâncias arrogantes e, enfim, de desprezo convicto pelo bem público (ou seja, pelo nosso bem).
Aparentemente, os que escolhemos para nos governar e nos representar não são os melhores entre nós. Será que, por alguma razão misteriosa, elegemos quase sistematicamente os piores? Não compro a tese segundo a qual governantes e representantes seriam o retrato de seus eleitores (portanto, teríamos o governo e o congresso que correspondem ao nosso feitio). Ou seja, não acho que a farsa em questão seja a versão pública da debilidade moral dos cidadãos em sua vida privada. Não acredito que "os brasileiros" (por alguma herança infeliz) sejam adequadamente representados por trapaceiros que vendem e compram ambulâncias. Prefiro me perguntar: de onde vem a necessidade (ou a vontade) de instituir e manter um poder propriamente grotesco? Na primeira aula de seu seminário de 1974-75, "Os Anormais" (Martins Fontes, 2005), Michel Foucault afirma que a eventual infâmia dos governantes não é um contratempo do poder, mas um mecanismo essencial ao seu funcionamento. Foucault nota que, desde a antigüidade (o Império Romano é uma mina de exemplos), é freqüente que os governantes sejam teatralmente desqualificados. Ora, o antropólogo Pierre Clastres ("A Sociedade contra o Estado", Cosacnaify, 2003) entendia que, nas sociedades ditas primitivas, a demonstração da indignidade do governante era um ritual necessário para limitar os efeitos do poder: que o soberano seja (ou apareça como) um idiota ou um pilantra, eis que nos daria, a nós governados, uma certa independência. Seríamos mais livres porque obedeceríamos, no mínimo, com cautela. Foucault pensa, ao contrário, que a indignidade do poder serve para demonstrar que ele é incontestado. Segundo Foucault, o governante e o poderoso grotescos (desde o burocrata caspento assinando ordens de deportação até o imperador tocando música enquanto contempla o incêndio de sua cidade), justamente por serem indignos, confirmam nossa inércia diante do poder, seja qual for a caricatura que o encarna. Tendo a concordar com a hipótese de Foucault. Tanto faz que o lado grotesco do poder seja alimentado por nossas escolhas eleitorais ou revelado por nossa capacidade crítica. De qualquer forma, a infâmia de quem governa nos serve, sobretudo, para celebrar o caráter inelutável de nossa submissão, para afirmar que, mesmo assim, continuamos súditos. Como entender essa estranha vontade de sermos governados por mediocridades truculentas? Freud talvez possa ajudar. É freqüente que os pré-adolescentes passem por um longo momento em que o pai (ou outro homem supostamente desejado pela mãe) parece-lhes grotesco, nojento. De repente, os jovens descobrem que ele cheira mal ou come de boca aberta com barulhos repugnantes: sua presença se torna vulgar e abusiva. Esse momento da pré-adolescência (que, muitas vezes, prolonga-se na vida adulta) pode ser entendido e vivido como uma declaração de independência: na direção otimista apontada por Clastres, os meninos afirmariam assim que o pai não é seu único modelo, e as meninas afirmariam que há outros homens, diferentes do pai, que elas podem amar. Mas essa declaração de independência esconde um ato de submissão: ambos, meninas e meninos, preferem abandonar o corpo materno nas mãos de um "gorila", porque é mais fácil e seguro reconhecer uma potência paterna que seja irresistível e truculenta. Os sujeitos que, de uma maneira ou de outra, permanecem presos nessa experiência pré-adolescente pagam um preço: no melhor dos casos, eternizam esse momento numa fantasia erótica de submissão a estupradores brutais. Mais freqüentemente, sem prazer nenhum, eles engrossam as fileiras dos que passam a vida baixando a cabeça (das vítimas de violência doméstica que não saem de casa até aos funcionários exemplares que dizem sempre sim). Em outras palavras, se, como propõe Foucault, não sabemos nem queremos nos livrar da face grotesca do poder, se fazemos o necessário para perpetuá-la, talvez seja porque um pai abusivo nos parece melhor que um pai fraco e, sobretudo, melhor que pai nenhum.
Escrito por martabellini às 10h35
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Os candidatos presidenciáveis na Globo
Parece que foi consenso: Geraldo foi péssimo na sabatina da TV Globo. Engasgou-se quando teve que responder sobre as acusações dirigidas ao tucanato e a grana da Nossa (deles) Caixa Econômica. Realmente, os tucanos quando atacam Lula, atacam a si mesmos.
A Heloisa Helena usou e abusou de “meu amor”, “meu querido” quando se dirigia aos apresentadores da Globo. Inábeis, os apresentadores ficaram nas mãos dela. Não gostei do uso de “meu querido”, “meu amor”. Abomino esse uso. É um vício do antigo companheiro Lula. O presidente também usa essa chulice em público. Homens e mulheres públicos não deveriam usar estas expressões para se dirigir ao público. Cheira um desdém, cheira nervosismo.
Já o Cristóvão Buarque disse, acertadamente, que a educação é algo a se construir no Brasil. Mas, o candidato parece titubear, fica repetitivo. Os apresentadores afiaram as garras em cima do pobre com perguntas idiotas como “Por que o senhor ficou no Ministério se Lula não concordava com seu programa?” Ora, bolas! O programa era do partido.
Hoje é dia de Lula. Vamos ver.
Escrito por martabellini às 10h09
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Mais! Do Falcão ao Gordurinha
TU TÁ CUMENO VRIDO?
Autor: Gordurinha
Intérprete: Odair Cabeça de Poeta e Grupo Capote.
http://www.linguadetrapo.com.br/musicas/odair.wma
Mas tu ta cumeno vrido, menino?
Não, pai. Eu to chupano é preda d’água.
Mas tu ta cumeno vrido, menino?
Não, pai. Eu to chupano é preda d’água.
Joga essa peste fora, filho
Que esse diabo dói nos dente, filho
Óia que eu fui pegá nela, filho
E a minha mão ficô drumente
Botei ela drento do saco, filho
E guardei, e ninguém viu, filho
Molhô a farinha toda, filho
Fez o trabalho e fugiu.
Escrito por martabellini às 23h09
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Como os políticos são chatos! Ou Ouça aqui o Falcão ....

Você quer ouvir algo bem diferente? Bem distante da m* geral dos políticos?
Tem vontade de escrachar tudo?
Então, ouça esta música:
A MULTA
Autor e intérprete: Falcão
http://www.linguadetrapo.com.br/musicas/amulta.wma
Só porque eu guiava embriagado Sem Cinto e Sem carteira Sem freio, Sem farol, Sem sinaleira Uma bitz me parou Quiz engrossar E antes que eu pudesse argumentar Um sargento falou para um soldado Multa ,esse Feladapulta ,Multa Esse Feladapulta ,Multa que é para moralizar Multa ,esse Feladapulta,Multa Esse Feladapulta,Multa que é para moralizar Mas seu guarda eu to desiludido Minha mulher fugiu com um amigo Me deixando com o crânio enfeitado Ele entao disse esse é mais um motivo Pois aquí no código tem um artigo Que diz que corno paga dobrado Multa... Ele disse meu amigo vamos conversar O senhor nao pagou nem o ipva e esta com o seguro atrasado E sabendo a coisa como é que é, se nao deixar pra nois o do café Comigo o senhor ta é láscado Multa...
Do Blog Língua de Trapo.
Escrito por martabellini às 23h04
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Foto Pinóquio
Foto genial! O nariz ficou parecido com a realidade!
A foto é de S. Lima, Blog Josias, UOL

Escrito por martabellini às 10h29
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Minha nossa? Ou o túnel da Avenida Horácio Racanello
O prefeito desdenha quando ouve críticas ao recém inaugurado túnel, quero dizer, Avenida Horácio Racanello, que abriga um túnel embaixo. Por conta deste túnel os engenheiros, deixaram a avenida mais “pelada” do que humano quando nasce. Um deserto branco, nem ao menos tem grama. Mas, hoje, li um comentário de um arquiteto-paisagista no Blog Factorama muito preocupante:
Pergunta o arquiteto:
Fizeram o pavimento diretamente sobre a estrutura de concreto? Usando o meu chutômetro, acho que vai dar infiltração no túnel da ferrovia, pois a laje não resistirá ao sol escaldante, chuva e trafego pesado, sem renovação da impermeabilização. Além disto, como fizeram com as galerias pluviais, fiação subterrânea, hidrantes, etc? Outra coisa, se previam metro subterrâneo em leito independente da linha de trem, deveriam ter rebaixado ainda mais a ferrovia, a fim de facilitar o cruzamento das linhas, sem conflito. Enfim, parece que o projeto da tal avenida liga nada com nada e é apenas um pretexto para inaugurar uma obra dispensável, (senão efêmera), em relação à demanda de educação, saúde e meio-ambiente.
Ontem, às 13h30 min, eu estava na Avenida Paraná, a duas quadras da Avenida Horácio Racanello e esperei cerca de 15 minutos para sair dali em direção ao centro. É que no entroncamento das duas avenidas, Horácio Racanello e Paraná, tudo se junta, não há fluxo, pois acaba a Avenida recém inaugurada e tudo volta a ser Maringá novamente: carros demais, calor, trânsito ruim, motoristas que gritam, xingam... parece que a Avenida nova, grande e alardeada como um sucesso desta gestão, liga o centro com o centro (algumas quadras) e quando os carros se juntam, nós é que ficamos naquele sol queimando todos e tudo. Além disso, temos que conhecer as condições em que o túnel foi abrigado pela avenida como o arquiteto aponta acima. Se tudo foi bem feito, melhor saber.
Escrito por martabellini às 09h32
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“Violência de Gênero: Prevenção no Âmbito Educativo"
É a palestra ministrada pelo Prof. Dr. José Antonio Carrobles
Catedrático pela Universidade Autônoma de Madrid, Faculdade de Psicologia, desde 1982. Diretor do Programa de Doutorado em Psicologia Clínica e da Saúde da Universidade Autônoma de Madrid.
Data: 18/08/2006 (sexta-feira) 19h30min
Auditório do CCE (F-67) – UEM
Informações e Inscrições: Mestrado em Educação para a Ciência e Ensino da Matemática Universidade Estadual de Maringá - Bloco F-67 - Fone: 3261-4827
Escrito por martabellini às 17h52
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Blogs: o que são? II
"Bloggers" só se interessam por si mesmos, afirma pesquisa da France Presse, em Nova York
Antes elogiados como os pioneiros do jornalismo cidadão, os "bloggers" (autores de blogs) são atualmente cronistas auto-referentes interessados em um único tema: eles mesmos, segundo uma pesquisa feita pelo centro de pesquisas americano Pew Research Center.
Embora os blogs mais conhecidos tratem de assuntos políticos, a maioria não foi criada com qualquer pretensão jornalística e têm como finalidade única partilhar informações pessoais com o público que se interesse por elas. Segundo a pesquisa, 37% dos bloggers consultados citaram "minha vida e minhas experiências" como o tópico principal de seu site. Os cientistas políticos e o governo ficaram em um distante segundo lugar, com 11%. E embora a maior parte do conteúdo dos blogs seja pessoal, a maioria dos consultados afirma que preferem publicá-los com pseudônimo, visto que o anonimato possibilita separar a vida "real" da vida "on-line", segundo a pesquisa. "Um blog que pode parecer divertido a um amigo pode ser causa de demissão para um empregador”, disseram os autores do estudo.
De qualquer forma, quase a metade dos 'bloggers' não tem idéia de quantas pessoas acessam suas páginas, enquanto 22% dos que controlam o tráfego de seu site afirmaram receber menos de dez visitas por dia. Os dados foram compilados por telefone sobre uma amostragem de 233 bloggers identificados, entre julho de 2005 e fevereiro de 2006.
(Mais detalhes leiam o Blog Comciencia)
Escrito por martabellini às 11h15
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Blogs: o que são? I
Uma noticia da Folha On Line diz que eles crescem e são importante fatia da comunicação, pois os leitores de blogs passam dos 58 milhões nos EUA, diz pesquisa. Outra pesquisa demonstra que os Blogs e os blogueiros só se interessam por eles mesmos. Eu creio que existem as duas coisas.
O número de usuários que visitam blogs nos Estados Unidos cresceu 56% em um ano, segundo pesquisa comScore Media Metrix e da iMedia Connection divulgada nesta quarta-feira. O estudo engloba dados de visitantes únicos nos dez principais serviços de hospedagem de blogs nos EUA.
A pesquisa, que considera números colhidos em maio do ano passado e maio de 2006, indica que os leitores chegaram aos 58,7 milhões nos EUA, representando 34% da audiência total da internet no país.
O estudo aponta ainda que os usuários entre 18 e 34 anos representam a maior parte dos freqüentadores dos diários virtuais --representam 30% dos visitantes únicos (que não leva em conta o número de páginas visitadas). Em sua maioria, integram famílias com renda superior a US$ 75 mil anuais.
De acordo com o estudo, o portal que mais recebeu acessos foi o Blogger.com, sendo que os blogs cadastrados no endereço conseguiram 20,8 milhões de visitantes em maio deste ano, contra 12,8 milhões no mesmo período do ano passado.
Em segundo lugar aparece o MySpace Blogs, com 14,4 milhões de visitantes, contra 6,7 milhões em 2005. Em terceiro ficou o MSN Spaces, com números de 9,6 milhões (2006) e 3,14 milhões (2005).
Escrito por martabellini às 11h14
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Saltos insólitos
Destes saltos caiu a linda modelo Naomi Campbell.
Quem dera dos saltos caíssem os deputados, senadores,
vereadores, prefeitos e toda raça de sanguessuga.

(UOL)
Escrito por martabellini às 11h01
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Casas insólitas
Do Blog do Marcelo Coelho (indicado aqui neste Blog).
Geralmente a arquitetura de uma cidade é bem padrão. Em Maringá o padrão é o da simetria reta (não é redundância), telhados inclinados (como na Europa por causa da neve, aqui por causa de uma fantasia dos engenheiros: esperam o Papai Noel)... Veja esta casa escondida (Inglaterra) e o bonito comentário do Marcelo Coelho.
Ainda na linha das casas fechadas, inabordáveis, há o exemplo famoso da britânica Rachel Whiteread. Ao contrário de Apostol e Lina Faria (ver posts anteriores), não se trata a meu ver de uma arte melancólica, apocalíptica, de algum modo evocativa da morte e da fantasmagoria. Aqui, o "negativo" se torna positivo, o "espaço em branco", inexistente, ocupado pelo ar, é o que ganha solidez e presença. Representa-se, rigorosamente, o espaço que não vemos no cotidiano. É a "alma" de uma casa que ganha corpo, como se paredes e muros fossem apenas a casca de um ovo que se rompeu. Nas fotos anteriores, de Lina Faria e Alexander Apostol, as casas se fecharam para nós, guardaram seu segredo. Aqui, se mostram desprotegidas, respirando pela primeira vez.
Escrito por martabellini às 10h55
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Escrito por martabellini às 10h37
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História e memória dos Conflitos de Terra no Brasil (século XIX e XX)
Este é o título da palestra que será ministrada pela Professora Márcia Botta, da Universidade Federal Fluminense na Universidade Estadual de Maringá. Patrocínio: Mestrado em História. Dia 11 de agosto de 2006. Local: Bloco F-67 (matemática) no CCE. Horário: 19h 30min.
Escrito por martabellini às 10h33
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Geraldo, o mentiroso
Geraldo, o Alkimin disse ontem em sua entrevista à Globo que é da competência do governo federal acabar com as gangs que estraçalham São Paulo. Se os políticos continuarem a brincar de time de futebol para tratar do tema violência e da destruição de São Paulo, então a coisa vai virar um mar de sangue mesmo. Além de mentir, o candidato brinca, brinca, esnoba mentiras nesta brincadeira. A competência é do Estado e entende-se por Estado todas as esferas de poder. Ou são mesmo times de futebol?

São Paulo hoje - UOL
Escrito por martabellini às 10h21
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Ostentando-me, te esmago
Nestes últimos dias vemos, ouvimos coisas dos sanguessugas, dos desembargadores e deputados de Rondônia. São a elite brasileira. Vereadores em Maringá enchem-se de brinquedinhos caros, laptops comprados sem licitação a preço de ouro. Como pensar este pessoal? Contardo Calligaris, psicanalista, dá uma ajuda. Os trechos a seguir você encontra em http://www.cefet.br/
Ora, nesse mar de vulgaridade, o Brasil está em destaque. Viajo muito, demais. De novo, é nos aeroportos que me aparece hoje uma vulgaridade brasileira diferente. Não é a vulgaridade dos sacoleiros de Miami falando alto. Ainda menos a do povo que serve, cuida e atende. É algo que brilha e se destaca nas salas VIP. É uma vulgaridade especial, de elite. [...}
A elite brasileira também é ostentatória, mas em um mundo que não é bem moderno, em que os direitos abstratos não são garantidos e no qual a mobilidade social não é a regra. Ou seja, em um mundo cordial. [...] Cuidado: ainda valem todas as precauções que Sérgio Buarque tomava ao introduzir o feliz adjetivo: cordial aqui não significa gentil, bem-humorado ou disposto - e ainda menos polido.
Significa uma maneira de se relacionar que se opõe e eventualmente desmente as relações abstratas próprias ao mundo moderno. Ou seja, que contrasta com um mundo que, desde o fim do século 18, quer que, acima dos corpos e dos afetos "do coração", estejam o sujeito de direito e a equivalência de trabalho e dinheiro. ...
As elites competem aos olhos de uma massa que está a uma distância estratosférica da riqueza que elas ostentam. Ora, no mundo moderno, a divisão social pela ostentação de riqueza e elegância serve para produzir uma mobilização produtiva da sociedade a partir de uma inveja generalizada. Esse plano pressupõe uma rápida expansão das classes médias, para que todos (ou quase) possam invejar com alguma chance.
Desse quadro moderno, as elites só gostaram e adotaram a ostentação, que, por conseqüência, deixa de ser uma forma de divisão social e de incentivo econômico e se torna uma forma direta de domínio. A ostentação no Brasil é a imposição de um privilégio. Nós não nos diferenciamos comparando o que ostentamos. Aqui vale: "Ostentando, te esmago". Também a ostentação brasileira não é uma competição entre elites modernas que aconteceria por acidente sob os olhos de um povo miserável e arcaico, excluído do torneio.
[...] A ostentação não era feita para estimular inveja e impressionar os vizinhos na pirâmide social. A mensagem era endereçada ao povo. O propósito só podia ser consternar.
É assim que podemos pensar a compra vultosa dos laptops feita pelos vereadores da Câmara de Maringá? O roubo em Rondônia? Os sanguessugas? A grande Avenida moderna inaugurada ontem em Maringá branca, pálida, quente, mas enorme? Ostentando-me te esmago (contribuintes).
Escrito por martabellini às 19h11
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É proibido criticar ...
Encontrei esta música no Blog do Língua de Trapo
O Laert Sarrumor a compôs no final da ditadura
Lembrou-me certo prefeito e certos assessores
Se vc não pode falar, pode cantar!
http://www.linguadetrapo.com.br/musicas/boca.wma

Escrito por martabellini às 18h34
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Do Millôr: para lembrar de Maringá!
Escrito por martabellini às 11h07
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O túnel

Debaixo da Avenida Horacio Racanello tinha um túnel
Tinha um túnel debaixo da Avenida Horácio Racanello
Aí o engenheiro que não conhecia gramas, arbustos e palmeiras
Deixou o túnel debaixo da Avenida
E a avenida branca....uma ilha de calor.
Maringá prospera: está saindo do século XIX!
Tem uma engenharia que, por causa de um túnel, deixou uma avenida enorme se transformar em uma ilha de calor.
Tinha um túnel debaixo da avenida
Tem uma avenida em cima de um túnel...
Viva a engenharia sem ecologia!
Escrito por martabellini às 11h06
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Nús
Fotos de Spencer Tunick (UOL)

Escrito por martabellini às 20h14
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Quero ver Zuzu!
Que ótimo! Vamos ver o filme ZUZU ANGEL. Patrícia Pilar faz o papel da Zuzu. Estilista super cabeça: fez a pele das mulheres na década de 70. Seu filho Stuart foi preso, torturado e assassinado pela ditadura. Ela também morreu assassinada. Ninguém comprovou o assassinato da Zuzu, mas creio que a procura de seu filho e nora pelas prisões deste país a mataram muito antes do estranho acidente que a levou. Deixou a ousadia de seu estilo tanto na costura como na vida livre e sem puxa saquismos aos poderosos.
Fica um trecho de uma música do Raul Seixas: “A gente agrada a Deus fazendo o que o diabo gosta”.


Escrito por martabellini às 17h31
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Na Amazônia e em Maringá....
Escrito por martabellini às 15h50
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