Cenas cocôtidianas em Maringá
Ontem, sexta-feira, fui buscar minha filha no centro da cidade. Eram 19h, estava na Avenida Herval e um carro fez uma manobra “boy que é boy não penteia o cabelo no meio, racha a testa”. Depois, quando estava na Avenida 15 de Novembro, em frente a prefeitura, outro motorista fez a mesma manobra. Passou velozmente por meu carro, entrou entre meu carro e um caminhão e, depois, velozmente, pelo caminhão. Para minha surpresa, o motorista parou, logo depois, tranquilamente, em frente ao restaurante Casarão e se reuniu com mais pessoas. Tanta pressa! Eu cheguei mais próxima ao carro do boy que racha a testa, abaixei o vidro do meu carro, mirei-o com uma cara de “veado olhando o caxinguelê” e não disse nada. Fiquei com medo. O rapaz, louro, alto, não tinha cara de bom vizinho. A chapa do carro era 6041 ou 4160 e eu me esqueci das letras (se eu me lembrasse, iria à polícia, certamente)! Tinha um adesivo do candidato Wilson Quinteiro. Com todo o respeito, peço ao candidato que se o rapaz for do seu comitê, que puxe as orelhas dele! Repito: era louro, alto, carro branco (seria Gol ou Fiat?), chapa 4160 ou 6041 e estacionou seu carro na Avenida em frente ao casarão, do lado oposto. Tenho dito.
Escrito por martabellini às 10h13
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Doença brasileira
Do Blog Mamocos

Escrito por martabellini às 09h39
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A privatização, ou a privataria, não iria tirar o Brasil do vermelho? (os sanguessugas comeram, os sonegadores ajudaram e estamos na maior penúria, exceto os bancos, os empresários que privatizaram...)
Pois isso foi o que ventilou o Bresser Pereira, príncipe do príncipe FHC. Após vender, a preço de banana, as estatais, veja como a ex-Estatal Cia Vale do Rio Doce está. E, por favor, direitosos, não me venham dizer que, justamente esta estatal era deficitária (até porque os empresários não compram nada deficitário). Luiz Antonio Ryff dá a notícia no Blog Nominimo.
Mau negócio
No último trimestre, a Cia. Vale do Rio Doce conseguiu ter um lucro líquido de R$ 3,9 bilhões. Em sua coluna em “O Globo”, Ancelmo Gois lembra que a mineradora foi vendida em 1997, no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, por R$ 3.199.974.496,00.
Com esse dinheiro daria hoje para comprar 1,2 bilhões de dúzias de banana prata no supermercado aqui da esquina.
Escrito por martabellini às 09h28
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Juiz Nicolau: recordar faz parte
Ontem, 4.8, o juiz Nicolau, o Lalau, dividiu a cena com o Alkmin, os sanguessugas, bandidos etc. O juiz teria que fazer uma perícia e, provavelmente, voltar para a sua cela cativa (redundância, mas cativa aqui é no sentido de querida). Mas, ao contrário da maioria dos cidadãos brasileiros, ele teve seu dia de “star”. Na véspera da perícia, ficou muito doente: sua pressão oscilava de 13/15 para 15/28. Que pressão, hein? A imagem de um senhor velho, gemendo na maca faz a gente se condoer, não é?! Mas, lembrei-me que este senhor, este mesmo juiz Nicolau, jogava baralho na Rua Tutóia, no DOI/CODI, o lar predileto do torturador Fleury. Quem descreve este hábito tão peculiar do juiz é o Elio Gaspari no livro A ditadura envergonhada, volume 1.
Escrito por martabellini às 09h06
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Alkmin, hein, quem diria...
A imprensa caiu de pau em cima do Lula falando da aposentadoria precoce dele (eu também o critiquei). Mas apesar de todos os políticos discursarem contra os aposentados são eles os mais aposentados ainda. Todos os políticos querem fazer seu pé de meia, meia tamanho G, diga-se de passagem. Os políticos se aposentam comendo muita grana pública, muita mesmo. Recebi, por e-mail, o texto abaixo. Fui conferir para ver se é verdadeira a notícia. Não a encontrei. Encontrei muita coisa sobre o Cláudio Humberto, jornalista controverso, mas afinado com as questões bem minúsculas dos políticos (que passam despercebidas por nós). Em todo caso, vale a pena conferir. Se for verdade ... então, a coisa é pior do que eu imaginava!
Coluna Cláudio Humberto - Correio Brasiliense
Alkimim aposentou-se aos 42 anos. Documento do INSS obtido pela coluna mostra que o candidato a Presidente Alkimim não pode reclamar da vida: a aposentadoria especial para anistiado político, concedida em 1996 e requerida um ano antes, retroagiu a 5/10/1988 (!! 8 anos de "retroação"!!), um dia antes de ele completar 43 anos.
O candidato a presidente tinha 22 anos de serviço, na ocasião. O benefício, que em 2005 totaliza R$ 8.862,57, está devidamente isento do pagamento de imposto de renda.
Senhoras e Senhores, a notícia acima, trazida pela Guilhermina Ferreira Oliva mostra o que se convencionou chamar "dois pesos, duas medidas", pois, ao contrário dos simples mortais brasileiros, Alkimim aposentou-se sem mesmo atingir 25 anos de trabalho, foi contemplado retroativamente com a aposentadoria, mercê da Lei da Anistia, e recebe integralmente, como se na ativa ainda estivesse. O que ocorre, efetivamente, é que Alkimim
JAMAIS foi anistiado, porque NUNCA foi cassado, somente esteve preso
(em sala especial, não freqüentou celas com grades) na Polícia Federal. A totalidade dos cidadãos brasileiros, "ad eternum" pagará essa conta, EXCETO os anistiados, que estão, ISENTOS de pagamento de imposto
de renda, taxação de inativos, e essas coisinhas desconfortáveis atribuídas à plebe rude , assim considerados todos os que não fazem parte da "turma", ou alguns cortesãos que obtiveram algumas ilegítimas migalhas. Os aposentados pelo INSS, sabem bem o que é trabalhar 35 ou mais anos, pagar aposentadoria pelo máximo (tem gente que pagou até pelo teto de 20 salários em salários mínimos) e recebe hoje, em valores de referência, algo que não ultrapassa R$ 1.600,00. Ou seja: bom mesmo foi ser preso, por qualquer motivo, ou até acusado, sem prisão (tudo isso muito melhor do que trabalhar feito doido por 35 anos ou mais...), que a lei da anistia estendeu o perdão amplo, geral e irrestrito, concedendo verdadeiros prêmios lotéricos aos contemplados, a considerar a diferença abissal entre as condições de aposentadoria dos anistiados e do resto da população. Alkimim NUNCA entrará em filas do INSS, não terá
que ser recadastrado aos 90 anos. Sua Excelência não sabe o que é
um batente diário, aposentou-se com 22 anos de contribuição, 43 anos de idade incompletos, e tudo bem! E depois não querem (não se deve mesmo, não é?) que o brasileiro fraude a previdência, sonegue imposto, e coisas que tais, mas como impedir tudo isso, em um país onde se depara com coisas assim?
Não há como deixar de dar razão a Ruy Barbosa "De tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR-SE da justiça e TER VERGONHA de ser honesto!" · E ele ainda quer ser eleito !!!!!!!!!!!
Escrito por martabellini às 08h53
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Até, tu? Terceira parte

Escrito por martabellini às 08h25
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Até, tu? Segunda parte


Escrito por martabellini às 08h23
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Até, tu, Serra?
No Blog de Fernando Rodrigues http://uolpolitica.blog.uol.com.br/
Fotos de Serra com sanguessugas circulam em Brasília.
Leia Fernando Rodrigues Folha de São Paulo/uol
Circulam no Congresso fotos de José Serra participando de uma cerimônia de entrega de ambulâncias em Mato Grosso, em maio 2001, ao lado de deputados hoje acusados de participarem do esquema dos sanguessugas.
Nas fotos, lá estão eles: Serra e os deputados Lino Rossi (PP-MT), Pedro Henry (PP-MT) e Ricarte de Freitas (PTB-MT). Como se observa, os 3 deputados pertencem aos partidos mais fortemente identificados com o escândalo do mensalão, além do PT e do PL. Henry foi citado nos dois casos. Na lista fornecida por Darci Vedoin sobre os sanguessugas à Polícia Federal estão citados Lino, Henry e Freitas.
José Serra, como se sabe, foi ministro da Saúde de março de 98 a fevereiro de 2002. O esquema das vendas superfaturadas de ambulâncias começou em algum momento no início da década. A Folha publica hoje reportagem (só para assinantes) sobre a convocação de Serra para depor à CPI dos Sanguessugas --por requisição do líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (RS).
As fotos de Serra com os sanguessugas não provam nada. Assim como Lula, Serra também pode argumentar que não sabia de nada, certo?
Palpite do blog: com essa guerrinha entre oposição e situação para convocar ex-ministros a CPI dos Sanguessugas, já completamente rachada, corre o risco de não terminar bem. O PT quer convocar Serra; o PSDB força a barra para trazer o petista Humberto Costa e o peemedebista Saraiva Felipe para o picadeiro.
Mas as fotos valem muito mais do que qualquer falação (a cerimônia foi para marcar a entrega de 41 unidades móveis de saúde a 38 municípios). A elas:

Escrito por martabellini às 08h22
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Escrito por martabellini às 08h12
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Ato pela Paz em Maringá: não se esqueçam
Ontem, dia 4.8, houve manisfestações em todo o Brasil contra a guerra do governo de Israel contra os civis libaneses. Reafirmo, aqui, o ATO PELA PAZ em Maringá.
A Comissão de Diálogo Inter-Religioso (autoridades locais cristãs, muçulmanas, budistas etc), promoverá um ATO PELA PAZ, do qual deverá ser extraído documento para ser enviado aos direta ou indiretamente envolvidos nos lastimáveis fatos que ora ocorrem no Líbano. O ato está programado para o dia 14 do corrente, às 20 horas, no salão social da Mesquita de Maringá, Jardim Guaporé, perto da Av. Carlos Borges (uns 20 metros após a AABB, pela Av. Carlos Borges).
Escrito por martabellini às 08h12
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Tucanos se assustam e Geraldo, o Alkmin se segura ...
Se segura para não falar mais bobagens. Com a publicação de mais uma pesquisa indicando que Lula venceria no primeiro turno se as eleições fossem hoje, os tucanos baixaram a bola. Além disso, os tucanos, que cacarejavam muito, foram pegos por outra surpresa: enquanto batiam, xingavam o presidente, perderam uma boa fatia de 2%, ao que tudo indica para a Heloisa Helena.
Quem, agora, os tucanos vão achincalhar? O Lula? Ou a Heloisa? Pois é fato que a direita, mesmo pondo o Itamar para correr junto, está indo, ora em direção a um ataque, ora a outro. O diabo é que os tucanos não convencem. Geraldo, do alto de seus saltos, disse, ontem, que ele irá reverter esta situação quando os programas partidários forem para a TV.
Que estresse para a direita! Não tem programa para o Brasil a não ser este que já conhecemos: privatizar, juros altos, salários baixos, alianças com caciques sonegadores, sanguessugas ... Tasso Jereissati prometeu que não vai fazer uma campanha xingando o Lula, somente vai apontar os erros, os desastres que, a cada mês, sai do planalto. O problema é que estes erros são os mesmos do FHC, do Serra (que acaba de ser indicado como um dos entregadores das ambulâncias de Mato Grosso), do fulano, do sicrano...
Aposta: em quem será que os tucanos vão bater agora? Na Heloisa? Creio que se eles baterem na candidata Helo, ela vai para o segundo turno com Lula. Se a Heloisa for para o segundo turno com Lula, os tucanos correrão para os braços do PT?

Escrito por martabellini às 08h02
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Doçura na morte e na vida
Trouxe do Blog Nominimo esta linda e suave fotografia... lembra-me, ainda criança, vendo
pequenos caixões de pequenas crianças.

A memória visual da Diamantina-MG do início do século 20 será celebrada nessa quinta-feira (3 de agosto) em Ipanema, com o lançamento do livro “O olhar eterno de Chichico Alkmin” na Livraria da Travessa (Rua Visconde de Pirajá 572). Fotógrafo mineiro iniciado na profissão em 1907, Chichico registrou com rara sensibilidade a vida, a arquitetura e a paisagem da região mais tarde transformada em Patrimônio histórico da Humanidade pela Unesco. Confira neste breve ensaio a vida como ela era na visão do fotógrafo, cujo trabalho ganhou forma de livro por iniciativa do também fotógrafo Flander de Sousa e da artística plástica Verônica Alkmin França, com textos de José Luiz Starling e Paulo Francisco Flecha de Alkmin.
Escrito por martabellini às 13h24
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Estava à toa na vida... para ver a banda passar
Manhã, sexta-feira, ouço na CBN local que a banda de Maringá...
Não passa mais por aqui ... A Câmara de Vereadores aprovou uma verba fantástica para a associação que mantém a banda (não conheço a dita associação, nem estou apoiando-a). Fantástico reino da Câmara: depois do escândalo da compra dos laptops (compra sem licitação com um precinho bem camarada ao dono da venda, é claro), a Câmara aprova R$130 mil reais para o ano todo para a manutenção da banda. Não seria melhor doar todos os laptops à associação e ela teria uma renda melhor, bem melhor que este parco recurso?
Mais difícil ainda (o fígado reclama) foi ouvir a justificativa para apenas R$130 mil à associação do Dorival Dias, PSDB, líder do prefeito na Câmara. É a enrolática imperfeita. O vereador fala, diz e a a gente fica sem compreender a lógica do nobre senhor. Além disso, a voz dele não ajuda. Pérola: a banda existe desde o ínicio de sua existência.
Escrito por martabellini às 12h23
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Do Guz ...
o BLOG do Guz está recomendado aqui neste Blog
A charge está lá, mas repetí-la aqui é bom...

Escrito por martabellini às 12h09
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Eu me deprimo... mas não me entrego
No texto abaixo, da Carla Rodrigues, do ótimo Blog Nominimo, lemos sobre o uso de antidepressivos. É uma doença do final do século XX e que, certamente, vai se manter na onda por muitas décadas neste novo século. Eu creio que uma dose de antidepressivo não faz mal, creio, também, que não os usamos para nos alienar. A alienação pode ser provocada por programas de TV, por uma vida sem recursos financeiros ou psíquicos, sei lá. Creio que os antidepressivos – usados como coadjuvantes, é claro -, ajudam a suportar a enrolação diária. É um uísque; relaxa. Mas é controverso este assunto. Veja o que diz a Carla Rodrigues.
O sujeito cerebral
Termina hoje no Rio o congresso internacional Neurociências e a Sociedade Contemporânea, promovido pelo IMS/UERJ e pelo Instituto Max Planck de História da Ciência de Berlim. Durante três dias, diferentes especialistas discutiram as implicações dos avanços das neurociências na sociedade contemporânea.
Uma das questões em jogo para a psicanálise é a substituição do sujeito freudiano pelo sujeito cerebral, determinado mais por seus aspectos fisiológicos, químicos ou biológicos do que por um inconsciente concebido como singularidade.
O principal exemplo é o da depressão, a grande doença contemporânea, tal como foi a histeria no século 19. A crescente medicalização – quantas pessoas você conhece que tomam algum tipo de antidepressivo? – promove uma certa normatização do comportamento, além de procurar suprimir os sintomas mais dolorosos do sofrimento psíquico sem procurar por seus significados.
A psicofarmacologia, que nasceu com o objetivo de devolver aos loucos a palavra e salvá-los de tratamentos abusivos e ineficazes, perdeu parte de seu prestígio ao aprisionar o sujeito numa nova alienação.
Para atestar a explosão do uso de antidepressivos, basta conversar com meia-dúzia de pessoas em volta. O mundo virou um lugar tão difícil de viver que é impossível enfrentá-lo de cara limpa todas as manhãs.
Para consultar a programação do seminário e ler o texto O desafio das neurociências, publicado no El Clarín, entre no BLOG Nominino (indicação ao lado neste Blog).
Escrito por martabellini às 11h42
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Trabalhar no lixão te envergonha? Envergonha quem, cara pálida?!
Trechos do diretor Marcos Prado, de Estamira (para reflexão sobre a expulsão dos catadores de lixo de Maringá)
Por mais paradoxal que possa parecer, trabalhar no lixão, seguramente o pior lugar da sociedade civilizada, foi o que devolveu certa dignidade a Estamira, depois de um período em que ela mendigou nas ruas. “Nunca tive sorte. A única sorte que tive foi conhecer o senhor Jardim Gramacho”, diz a própria. O diretor do filme acha que faz sentido, apesar de ter visto de perto o quanto a vida ali é difícil — Estamira passava 15 dias no lixão, sem voltar para casa, dormindo ao relento e sem tomar banho. “No lugar para onde vai tudo aquilo que a gente joga fora, ela começou a se afirmar novamente, a fazer amigos, conseguir algum dinheiro”, diz Marcos Prado. O diretor ficou amigo de Estamira, lhe dá ajuda financeira e acompanha preocupado seu tratamento, especialmente depois que ela parou de trabalhar (desde o ano passado, os catadores não têm mais acesso ao aterro). “Tem oito meses que ela está fora do lixão, longe de uma ocupação, do contato social. Para mim, ela tende a piorar. Não sou médico, não sei se é certo ou não o remédio, mas acho que ter parado pode acentuar esse distanciamento social”, acredita ele.

Escrito por martabellini às 11h22
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Recebi, repasso, apoio e convido
Caros colegas:
A Comissão de Diálogo Inter-Religioso (autoridades locais cristãs, muçulmanas, budistas etc), promoverá um ATO PELA PAZ, do qual deverá ser extraído documento para ser enviado aos direta ou indiretamente envolvidos nos lastimáveis fatos que ora ocorrem no Líbano. O ato está programado para o dia 14 do corrente, às 20 horas, no salão social da Mesquita de Maringá (Jardim Guaporé, perto da Av. Carlos Borges (uns20 metros após a AABB, pela Av. Carlos Borges).

Escrito por martabellini às 11h00
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Contardo Calligaris para nós (Folha de São Paulo, 3 agosto 2006) Estamira e "Transamérica"
Odiamos o outro não por ele ser diferente, mas para ignorar que ele é parecido conosco
DURANTE QUATRO anos, Marcos Prado escutou Estamira, uma senhora de mais de 60 anos que vivia entre seu barraco (habitado e cuidado com a dignidade devida a uma casa) e seu lugar de trabalho (um aterro de lixo, onde ela passava dias e noites a fio). Dessa experiência, Prado fez um filme, "Estamira", que é um extraordinário documento sobre a humanidade da loucura. Ele nos apresenta o território de Estamira (o mundo físico pelo qual ela anda), suas relações (de família e de amizade) e seu mundo íntimo, ou seja, o sentido que ela atribui ao seu ser. Alguns psicólogos reconhecerão nessa tríade (mundo físico, relações e intimidade) as três categorias da psicologia existencial de Ludwig Binswanger. Pensei em Binswanger e na generosidade de sua clínica e de seu pensamento quando, comentando o filme, uma amiga e colega me disse: "Estamira é delirante, mas suas palavras, poéticas, fantásticas ou brutais, são coisas que ela diz não porque é psicótica, mas porque é ela, Estamira". Que falemos lugares-comuns (como a maioria dos neuróticos) ou expressemos curiosas visões do mundo (como quem parece delirar), de qualquer forma, não há quadro clínico que possa (e deva) anular a unicidade de nossa presença no mundo, a dignidade do que se chamava, tempo atrás, nossa "pessoa". Marcos Prado permitiu que Estamira lhe (e nos) falasse porque quis e soube escutá-la como se escuta, em princípio, um semelhante. Com isso, o filme é absolutamente imperdível para quem, "psi" ou não, esteja disposto a se aproximar da loucura, ou melhor, a descobrir que o "louco" é estranhamente próximo da gente.
A cosmologia de Estamira (o além, o além do além, o mundo abarrotado que transborda) e sua religião (uma briga constante com Deus e com o Trocadilho, face diabólica e maldita do mesmo) não são menos verossímeis do que muitas de nossas crenças. A diferença é que nossas crenças são delírios que tiveram sucesso e ganharam credibilidade por serem compartilhados pela maioria. Estamira (esse talvez seja o drama fundamental da loucura) deve inventar sozinha os meios de dar sentido à sua presença no mundo. Ela consegue essa façanha atribuindo-se o destino de ter de transmitir o que ela vê.
O Trocadilho, ao persegui-la, lhe deu uma missão, que é (como esperar outra coisa de um deus com esse nome?) um jogo de palavras: Estamira é esta mira, o olhar que tudo vê e tudo deve revelar. Missão cumprida, graças a Marcos Prado. Corolário: quem não acredita na reforma psiquiátrica veja o filme e se pergunte: será que nossa sociedade pode tolerar a loucura só na margem extrema (o além do além) do lixão ou na clausura dos hospícios?
Quero mencionar um outro filme, antes que saia de cartaz. "Transamérica", de Duncan Tucker, é uma ficção e, à primeira vista, pouco tem a ver com "Estamira". Salvo que ambos os filmes nos forçam a descobrir destinos e jeitos de estar no mundo que são, no melhor dos casos, objetos de nossos olhares compassivos ou, mais freqüentemente, de exclusão, zombaria e ódio. O ódio, nesses casos, é o índice de uma cegueira proposital: odiamos o outro não por ele ser diferente de nós, mas para poder ignorar que ele é parecido conosco.
O herói (ou a heroína) de "Transamérica" é um transexual que, na hora em que obtém, enfim, o direito de ser operado e mudar de gênero, descobre que é pai de um filho adolescente. Difícil assistir ao filme sem entender de vez o seguinte: o drama de quem vive num corpo que lhe parece estrangeiro (por ser de um gênero no qual ele não se reconhece) tem pouco a ver com os avatares do desejo sexual. É um drama de identidade.
Algumas leituras para a fila do cinema. A Martins Fontes publica os seminários de Michel Foucault: no ano passado, "Os Anormais" e, neste ano, "O Poder Psiquiátrico". O Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos acaba de publicar "Política, Direitos, Violência e Homossexualidade, Pesquisa na Nona Parada do Orgulho GLBT São Paulo 2005", de Carrara, Ramos, Simões e Facchini. A pesquisa confirma que, em matéria de discriminação, o transexual, que discorda de seu próprio gênero, é a vítima preferida.
É difícil abandonar o conforto da crença de que nós somos os "normais". Mais difícil ainda é admitir que a anatomia de nosso corpo possa não bastar para nos dar a certeza de que somos homem ou mulher.
Escrito por martabellini às 10h40
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Do BLOG Língua de Trapo Alexandre Garcia
que, parece, foi demitido por falar contra a
política de (in)segurança.
http://www.linguadetrapo.com.br/musicas/AlexandreGarcia.wmv
Escrito por martabellini às 10h32
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Quando o prefeito de Maringá botar todos os catadores de
recicláveis para fora do lixão... que Estamira lhes dê a Benção!

Escrito por martabellini às 22h49
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Quando ouço
Quando ouço os vereadores da Câmara Municipal de Maringá
Quando ouço o John dizer que os prédios históricos do centro de Maringá são ridículos (apoiando a Construtora Alice e seus lucros imobiliários), quando ouço ....
Lembro-me de Catullo da Paixão Cearense reclamando: Oh, Deus! Por que não fizeste os homens irracionais.

E fico sob o olhar do Freud. Freud explica tanta burrice?
Escrito por martabellini às 22h32
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Tatuagem
Aos amigos de guerra, aos amigos de Ribeirão
(oi Marta Jupe), aos amigos de Salvador (Fran, Siri),
aos amigos de São Paulo, Manaus, Maringá...etc
tenho as tatuagens de todos...
Chico Buarque - Ruy Guerra
Quero ficar no teu corpo feito tatuagem Que é pra te dar coragem pra seguir viagem Quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava Que você pega, esfrega, nega, mas não lava Quero brincar no teu corpo feito bailarina Que logo se alucina, salta e te ilumina Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço Quero pesar feito cruz nas tuas costas Que te retalha em postas mas no fundo gostas Quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva Marcada a frio, ferro e fogo Em carne viva Corações de mãe, arpões Sereias e serpentes Que te rabiscam o corpo todo Mas não sente
Escrito por martabellini às 18h37
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Paulo, o Leminski
Amanhã, dia 3.8, faço aniversário.
Segundo minha mãe, nasci a uma hora de la matina.
Cedo demais.
Hoje, véspera, aquela coisa de pensar em si mesma.
Leio um poema de Leminski...lê.. min...ki
Tenho andado fraco
levanto a mão
é uma mão de macaco
tenho andado só
lembrando que sou pó
tenho andando tanto
diabo querendo ser santo
tenho andado cheio
o copo pelo meio
tenho andado sem pai
yo no creo en caminos
pero que los hay...
...hay
bjs e um café

Escrito por martabellini às 14h24
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C@ros,
Cartunista, o Paulo Cangussu, indicado pelo Gabeira me surpreendeu.
Ao lado o Blog dele. Veja esta charge. Lembra o fulano, o sicrano, o...

Escrito por martabellini às 14h15
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Pesso@l
Para vocês não acharem que fiquei de mau humor quando li sobre o vereador, digo-lhes: fiquei, sim.
Oh raça! Tá certo, o vereador vai tentar "destombar" os prédios "ridículos", segundo ele, e eu vou ao
Ministério Público contra! Antes disso, faço aniversário daqui 1 dia e me dou ao direito de esquecer
coisas malditas.
À Benção, então!
Flor e gato, duas preferências


Escrito por martabellini às 19h15
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Algo tem que mudar para que tudo fique na mesma
Li no Blog do Rigon sobre as idéias do nobre vereador John João Alves quanto ao tombamento dos prédios do centro de Maringá que a Construtora Alice reivindica para tornar um supermercado, creio. É a mediocridade vencendo a história, o bom senso, a cultura. Afinal, para que servem os políticos? Para serem porta vozes da sociedade mercadológica? Compram laptops, fazem leis para derrubar prédios históricos, leis para construir arranhas céu, leis para retirar outras leis... E a cidade, como é que fica? E a história local? Será sempre a história das empresas?
O Brasil emburreceu? Ou os homens mais cultos e sérios se esconderam? Mesmo o Geraldo, doutor em medicina, está um exagero. O Plínio Fraga da tucana Folha de São Paulo também notou: o Brasil está mais burro. Leia trechos de seu texto Planitudes no Planalto:
“Estou convencido de que pode haver neste país alguém tão repetidor de chavões como o presidente Lula, mas nenhum é mais repetidor de obviedades do que o petista. Por exemplo, na página da Presidência com discursos de Lula neste ano, a expressão "estou convencido de que..." aparece em 37 ocasiões.
Mas o que dizer das platitudes do tucano Geraldo Alckmin? Na semana passada, perguntaram para o candidato do PSDB se, ao dizer que baixará a taxa de juros, significa que em seu eventual governo o Banco Central perderá a autonomia que na prática goza.
A pergunta continha evidentemente uma armadilha, mas era bem construída e pertinente. A resposta não poderia ter sido mais tucana: "O que vou fazer é colocar de novo o país na rota do crescimento". Mas que companhia faz a rota do crescimento? Que não seja a Varig, porque essa não leva mais ninguém a lugar nenhum.
Entre na página da internet do candidato tucano e está lá no blog do Geraldo: "Precisamos melhorar as condições de vida nas cidades". Qual a fórmula para isso? "Precisamos reunir os esforços da iniciativa privada e de todos os níveis da administração pública". Ah, bom, agora vai. Votar num candidato que dissesse que não melhorará as condições de vida nas cidades talvez fosse melhor. Pelo menos estará mais próximo da sinceridade, sem colocar os outros no papel de bobo. Também perguntaram a Alckmin se ele iria manter a política de superávit primário, com a conseqüente redução de investimentos públicos. "O que vamos ter é uma política fiscal melhor, com qualidade do gasto público", respondeu o Conselheiro Acácio tucano. Poderia ter dito que terá um gasto público melhor, com qualidade na política fiscal. Dá no mesmo. O jogo das platitudes é de soma zero.
Escrito por martabellini às 18h46
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Bom inverno para se desesperar
Do Gabeira 1.8.06
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As manhãs do Rio estão lindas, e as folhas amarelas das amendoeiras ganham um tom vermelho, sob as lentes escuras... Mas os dias e as noites estão sendo terríveis neste pedaço do inverno brasileiro.
No subterrâneo do Congresso, trancados num imenso cofre, examinamos todos os detalhes desse escândalo das ambulâncias superfaturadas. Na superfície, as bombas caem sobre Beirute, os fogue tes sobre Haifa. Sob as luzes frias de uma arquitetura que parece um abrigo antiaéreo, perguntamo-nos a cada instante o que viemos fazer aqui, como foi possível passar uma década convivendo com pequenos nichos de corrupção, alheios à metástase que comprometeria todo o corpo.
Na superfície, o Líbano destruído, as faces marcadas de estilhaço como se tomadas por uma sangrenta varíola. E as perguntas no ar: a situação no Oriente Médio é mesmo insolúvel? A humanidade é capaz de criar problemas que não pode resolver?
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Escrito por martabellini às 17h49
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Geraldo, o imparcial
A empostação da voz, os gestos comedidos, a voz clara, bem sonora, fácil de ouvir, o nariz fino como um dedo indicador... tudo isso faz do Geraldo, o Alkmin, uma figura interessante. Ele sabe disso. Quando fala, parece que mede as palavras, frases, acentos. Ontem, criticou, mais uma vez, Lula. Disse sonora e pausada-mente: Tenho ódio e nojo de corrupção. Não faz muito tempo a Nossa Caixa (quero dizer, a Caixa Econômica Estadual, a deles, do PSDB) foi pega financiando o PSDB. Sua mulher, a Lu, foi pega ganhando 400 vestidos. Mas o Geraldo continua polido, comprido e escancarando a corrupção... dos outros.
Escrito por martabellini às 14h55
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Sanguessuga de verdade
Uma sanguessuga é um anelídeo da sub-classe Hirudinea (também chamados aquetas) que se alimenta de sangue de outros animais (hematófago). São animais hermafroditos, desprovidos de cerdas e que possuem ventosas para sua fixação. São assim chamados por produzirem uma substância anticoagulante denominada hirudina. Existem mais de 300 espécies. Na região sul do estado brasileiro do Rio Grande do Sul estes animais são popularmente chamados de "chamichungas" (Wikipédia, 2006).

Escrito por martabellini às 14h38
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Do Tutty Vasques
Blog Nominimo
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Queima total
Shopping de Brasília convoca filhos de sanguessugas e lança promoção de ambulâncias para o Dia dos Pais.
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Escrito por martabellini às 14h33
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Bim bim é o nome registrado por esta figura.
Seu nome é Adão, candidato a deputado pelo Paraná.
Fucem no TSE. EStá lá.
Escrito por martabellini às 14h29
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