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Blog de Martabellini
 


Enfim, Dorival Dias (e noites) se chamusca!

 

 

 

Um dos vereadores de Maringá (que é o presidente dos funcionários municipais há anos) e é também líder do prefeito do PP, está recebendo o retorno de suas ações de “puxa-saquismo”. Este vereador em 2003 foi fervoroso defensor dos funcionários em greve na gestão do PT. Liderava a greve. Em 2006, na gestão do pepista SB2, foi fervoroso calado. Deixou a greve correr e apoiou o prefeito nas punições mais severas que temos notícias em Maringá.

 

Todos os funcionários municipais estão com raiva do nobre vereador, mesmo aqueles que não aderiram à greve. É que sua mudança de 2003 para 2006 é “muito para a cabeça”. Já a cabeça dele deve começar a esquentar. Se as eleições para vereadores fossem hoje, ele sairia do bem bom.

Veja o que escreveu Rigon sobre a festa julina em que apareceu o nobre vereador.

 

Clima ruim


Presidente da Associação dos Funcionários Municipais de Maringá, o vereador e líder do prefeito Dorival Dias (PSDB) enfrentou clima ruim sábado passado, na festa julina promovida pela entidade.


Diante das vaias dos servidores – e alguns xingamentos sobre sua fidelidade com a classe -, teve que encurtar o discurso e sair de fininho.



Escrito por martabellini às 14h05
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Porquinho dos funcionários que tiveram seus salários descontados pelo

prefeito de Maringá.

E se esse porquinho fosse a urna da cunhada e do irmão do prefeito?

Pensem nisso!



Escrito por martabellini às 13h48
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Deputados, vereadores...ah! Como têm poucos bens... a declarar!

 

Um amigo me disse que o vereador Chico Caiana, de Maringá, declarou seus gastos ao TRE em R$0,01! Olhando agora as declarações de bens dos deputados, fico sabendo que têm poucas posses. Vejam o que escreveu Rigon sobre os bens da deputada do PP, cunhada do prefeito de Maringá.

 

 

A deputada Cida Barros (PP) declarou ao TSE como bem de sua propriedade o escritório político dela e do marido, na Avenida Prudente de Morais. Declarou como valendo R$ 130 mil. Não sei se ela venderia por este valor, mas conheço gente que paga no mínimo o dobro.
Tem também o valor histórico: aquele prédio (onde funcionava a extinta Conbase) foi arrematado em leilão federal com um cheque frio do Bradesco no valor de R$ 130 mil e gerou uma ação do Ministério Público Federal contra ela, uma multa de R$ 27 mil por arrematar bem em leilão com cheque sem fundos.



Escrito por martabellini às 13h19
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Mulheres massacradas em Maringá

 

Escrevo este texto

 

... em favor da Zica, Maria da Conceição Franco, professora municipal de Maringá, membro do Coletivo de Mulheres, ativista e amiga.

 

.. em favor da Cibele, professora municipal.

 

... em favor de outra professora que enviou uma carta ao deputado federal, Dr Rosinha sobre as perseguições que as professoras municipais de Maringá sofrem na gestão de Silvio Barros, irmão do deputado federal Ricardo Barros, e cunhado da deputada estadual, Cida Borgueti. Todos são do PP.

 

 

A punição está em alta na gestão do PP em Maringá. Zica, uma professora que conheço há 20 anos, está sofrendo um processo administrativo pelo prefeito. É acusada de distribuir o documento sobre a mortalidade de mulheres em Maringá na abertura da Conferência das Mulheres em março de 2006. O documento não é mentiroso. O documento denunciava o aumento do índice de mortalidade de mulheres grávidas em Maringá. A punição deveria recair sobre a prefeitura, pois morrer por falta de prestação de serviços públicos é algo que, embora comum no Brasil entre mulheres pobres, devemos denunciar e lutar contra. MAS em vez de se punir a prefeitura, a punida é a Zica! Zica, a mãe, esposa, professora e, sobretudo, ativista em favor das mulheres pobres e sem assistência. Se o Bussunda estivesse vivo, diria: Fala sério! Pois é: a Zica está sofrendo um processo administrativo, baseado em um regulamento que prescreve que o funcionário não pode distribuir panfletos ou documentos em seu local de trabalho. Ocorre que, se ela distribuiu, ela o fez fora de seu local de trabalho, a escola e FORA de seu horário de trabalho. Porém massacrar a Zica, demitindo-a após 20 anos de serviço, impedindo-a de trabalhar e de ser ativista entre as mulheres é uma medida para mostrar como o prefeito pode. Pode tudo! Pode, inclusive, impedir que a Zica viva e alimente sua filha!

 

Enquanto isso, a deputada estadual e cunhada do prefeito aparece sorridente, bem vestida, com cabelos tintos, roupas chiques nos outdoors da cidade. Mulheres são diferentes: pobres e ricas. Umas a favor das mudanças sociais, outras pela permanência do caos social. As primeiras são massacradas... já, as segundas continuam a falar que o mundo está muito bom, que os recursos virão...Sorriem muito... de nossa ingenuidade!

 



Escrito por martabellini às 13h04
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Fabrício Carpinejar, um dos melhores escritores brasileiros da nova geração, escreve sobre seu mestre, o poeta Manoel de Barros (do BLOG Leopoldina como ela é)

 

Não foi como advogado, profissão da qual desistiu por timidez e nervosismo (“Não conseguiria defender meus clientes, sequer me defendia”), muito menos como fazendeiro e criador de gado, herança do pai, João, que se tornou conhecido. Foi apontando o lápis cuidadosamente e limpando os óculos, acordando cedo e escutando as histórias de gente simples. O simpático senhor de cabelos brancos e de riso franco, com oito netos e três bisnetos, é despojado como uma casa de praia, longe de ser influenciado pelo sucesso e assédio de fãs e leitores.

 

Natural de Cuiabá (MT), Barros completa 90 anos daqui a alguns meses.

 

Seu amor pela mulher Stella, 84 anos, chega ser maior do que a própria vida. Estão casados há 58 anos. Ela é a primeira e única leitora de seus originais. “Ela lê antes de enviar para a editora. Não mostro para mais ninguém. É bem crítica. Se ela não gosta, diz: ‘Sobe e vai trabalhar mais’. Fico lá em cima de castigo durante oito ou nove meses. Desço somente quando ela define que está bom. Conhece meu estilo”, diz.

 

Manoel de Barros é um homem viajado, com cultura sólida, diferente dos rótulos que recebeu de “poeta do Pantanal” e “ecológico”. É um poeta do Pantanal como seria de Copacabana. Viveu na Bolívia e no Peru, morou em Nova York por um ano, onde estudou cinema e pintura. “Virei um fã da pura expressão de Charles Chaplin”, lembra.

 

Grande parte de sua trajetória literária aconteceu nas sombras e no anonimato. Não sofreu do mal da pressa. Editava suas obras em tiragens artesanais e de escassa circulação.

 

Poeta do simples e da delicadeza, adota a autenticidade dos defeitos, em vez de aceitar o polimento do senso comum. Joga pedras na vidraça da razão e fica no mesmo lugar para ouvir o estrondo.

 

Ensina o homem a escoltar o crepúsculo, a respeitar o apogeu do chão, a não troçar dos andarilhos, dos abandonados e dos mendigos.

 

Diga-se de passagem, que Manoel de Barros  não está aí para os ditames do mercado. O que a sociedade de consumo preza ele despreza, e vice-versa. Não está interessado em repetir o cotidiano, mas em reciclá- lo. Um carro no ferro-velho, na sua teoria, tem mais valor que um novo. Alheio à vida útil do objeto, dedica-se à vida espiritual que se inicia no fim prático, quando o objeto é rejeitado.

______________________________________

Do site "Vida Simples" 



Escrito por martabellini às 13h24
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Super pesquisadora

 

recebi da Patrícia, professora de Metodologia de Pesquisa

da UEM. A Pat encontrou o anúncio em um jornal de Maringá.

Tirei o fone e o e-mail. Mantive o acento no "a combinar".

 

 

 

Faço pesquisas

Faço pesquisas para alunos das escolas municipais, estaduais

e para alunos de todas as faculdades para todos os assuntos e

entrego em sua casa.

Valor: á combinar
Nome: S M F
Fone: xxxxx / yyyyyyyyy

Email:@@@@

Data de publicação: 08/07/2006



Escrito por martabellini às 13h20
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A CPI dos Sanguessugas

 

 

Paulo Feijó (PSDB-RJ); Paulo Baltazar (PSB-RJ); João Caldas (PL-AL); Cabo Júlio (PMDB-MG); Pedro Henry (PP-MT); Bispo Wanderval (PL-SP); Iris Simões (PTB-PR); Benedito Dias (PP-AP); Lino Rossi (PP-MT); Edir de Oliveira (PTB-RS); Teté Bezerra (PMDB-MT); Fernando Gonçalves (PTB-RJ); Almeida de Jesus (PL-CE); Pastor Amarildo (PSC-TO); Nilton Capixaba (PTB-RO);

 
Deputados notificados pela CPI dos Sanguessugas:


Reinaldo Betão (PL-RJ); Isaías Silvestre (PSB-MG); José Militão (PTB-MG); Wellington Fagundes (PL-MT); Mário Negromonte (PP-BA); Laura Carneiro (PFL-RJ); Zelinda Novaes (PFL-BA); Vieira Reis (PRB-RJ); Júnior Betão (PL-AC); Ribamar Alves (PSB-MA); Eduardo Gomes (PSDB-TO); Eduardo Seabra (PTB-AP); Osmânio Pereira (PTB-MG); Jeferson Campos (PTB-SP); João Batista (PP-SP); Vanderlei Assis (PP-SP); João Mendes de Jesus (PSB-RJ); Doutor Heleno (PSC-RJ); Reinaldo Gripp (PL-RJ); José Divino (PRB-RJ); Alceste Almeida (PTB-RR); Marcos Abramo (PP-SP); Nélio Dias (PP-RN); Ricarte de Freitas (PTB-MT); Cleonâncio Fonseca (PP-SE); Benedito de Lira (PP-AL); Reginaldo Germano (PP-BA); Fernando Estima (PPS-SP); Neuton Lima (PTB-SP); João Cerreia (PMDB-AC); Amauri Gasques (PL-SP); Maurício Rabelo (PL-TO); Corialano Sales (PFL-BA); Almir Moura (PFL-RJ); Marcelino Fraga (PMDB-ES); Raimundo Santos (PL-PA); Edna Macedo (PTB-SP); Irapuan Teixeira (PP-SP); Itamar Serpa (PSDB-RJ); Enivaldo Ribeiro (PP-PB); Elaine Costa (PTB-RJ)

Senador
Ney Suassuna (PMDB-PB)



Escrito por martabellini às 10h46
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Escolas....

 

Sou uma professora que defende a escolarização de jovens e crianças, mas ataco a escola e sua organização. Entre 1994 e 2000, com a colaboração de um amigo professor, trabalhei com formação de professor em muitas escolas da cidade e região.  Em 2000 jurei que nunca mais trabalharia com isto! É um trabalho “hard”. No final de um projeto com docentes, eu ficava com a sensação de que tinha perdido sangue. Elaborar e executar oficinas de educação científica exige, além do esforço para aprender, paixão pela causa. Mas a maioria dos professores não estava nem aí para aprender. Para não chegar aos professores com mais e mais teorias nessas oficinas, eu e meu amigo matemático, propúnhamos o inverso: os professores se tornavam alunos. Aos professores eram oferecidos muitos problemas matemáticos, por exemplo, e eles buscavam as respostas em conjunto. A sala fica barulhenta. É o barulho da curiosidade. Trocavam idéias, formulavam hipóteses e até “brigavam”. Para mim esta deveria ser a conduta com as crianças e jovens. Porém, uma boa parte de professores não quer trabalhar senão da forma que foi educada. Todos reclamam, mas não é para mudar.   A opção pelos livros didáticos (para a boa parte dos professores) faz parte de uma estratégia de dar aulas. Os tais livros seguem o currículo e o currículo, os livros. O livro didático é a partitura do professor. E, em geral, os livros são péssimos!

 

Estava pensando nisso ontem. Encontrei nas minhas pilhas de papel e livros um trecho do livro do Léo Buscaglia, Vivendo, amando e aprendendo.

 

Escola de animais

 

Um coelho, pássaro, peixe, esquilo, pato etc resolveram fundar uma escola. Todos se sentaram para escrever o currículo. O coelho insistiu para que a corrida figurasse no currículo. O pássaro insistiu para que o vôo constasse do currículo. O peixe insistiu pela natação no currículo. Todos os outros animais queriam que suas especialidades também figurassem no currículo, de modo que incluíram tudo e depois cometeram o erro glorioso de insistirem para que todos os animais fizessem todos os cursos. O coelho foi magnífico na corrida; ninguém sabia correr como o coelho. Mas insistiram em dizer que era uma boa disciplina intelectual e emocional ensinar o coelho a voar. Assim, insistiram para que o coelho aprendesse a voar e o puseram em um galho e disseram: Voa, coelho! E o pobre coitado saltou, quebrou a perna e fraturou o crânio. Teve uma lesão no cérebro e depois não conseguia mais correr muito bem. Assim, em vez de ter um A na corrida, teve C. E teve D no vôo, porque estava tentando. E a comissão do currículo ficou satisfeita. O mesmo de seu com o pássaro – voava como um louco por toda parte, dando voltas e reviravoltas, e ia ganhar um A. Mas insistiram para que esse pássaro fizesse buracos no chão como uma toupeira. Claro que ele quebrou o bico e as asas e tudo o mais e aí não sabia mais voar. Ms ficaram satisfeitos ao lhe darem um C no vôo, e, assim por diante. E sabem quem foi o melhor aluno daquela turma, quando se formou? Uma enguia retardada, que sabia fazer de tudo razoavelmente. A coruja abandonou os estudos e agora vota contra todos os impostos que tenham a ver com escola.

 



Escrito por martabellini às 10h32
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Agora somos todos paulistas

Gabeira.com 17.7.06

 

Mergulhado nas tarefas cotidianas na CPI dos sanguessugas, meu coração está em São Paulo. Sinto-me responsável por tudo isto que acontece. Sou um dos poucos políticos brasileiros que já foram prisioneiros e conhecem o cotidiano das cadeias, seja pela experiência vivida, seja pelos testemunhos das crises no sistema.

Há dois anos, procurei Nilmário Miranda, quando era Secretário de Direitos Humanos, e propus um projeto para prevenir e reduzir motins nos presídios. Voltei ao tema num encontro com o governador Cláudio Lembo.

Minha proposta era simples. Começaria instalando uma rede de computadores nos presídios. Formularia um questionário com perguntas a ser respondidas todos os dias. Um centro de inteligência analisaria 20 variáveis e teria condições de prevenir um motim, interferindo nas condições que potencialmente o produziriam.

Por exemplo: se estivéssemos trabalhando com denúncias constantes da presença de vidro na comida, evitaríamos a tensão produzida por essa variável. Gastaríamos algum dinheiro, é verdade, mas muito menos que o dinheiro gasto, por exemplo, em Mato Grosso e São Paulo, para reformar presídios destruídos.

 

 



Escrito por martabellini às 18h38
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Recordar é viver....

Ricardo Barros, irmão do prefeito de Maringá

Fonte: REVISTA Veja, 12 de julho de 2006



Escrito por martabellini às 18h31
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Paisagens da Maringá...

 

Esta seca deixou a cidade desbastada. Está sem seu verde, ou seja, as folhas de suas árvores sumiram. Passando pelo “NOVO CENTRO” (que nada de novo tem a não ser os espigões feios e luminárias sem charme) vi que não deixaram espaço para as árvores. Nadinha! Os empresários do setor imobiliário são uns gafanhotos mesmo! Comem tudo! A paisagem do “novo” centro em algum tempo abrigará a paisagem da cidade toda, pois as árvores morrem e muitos tratam de fechar os buracos das árvores como se fecha uma porta, com a maior naturalidade. Enquanto isso foi fundada a ONG Instituto Árvore. Seu lançamento ocorreu na prefeitura, disseram. Interessante.

 

Outras paisagens são as caras de paisagem: são as caras dos políticos que fazem de conta que tudo está bem. Não existe a lista dos 94 deputados suspeitos; a filha e neta não estão abrigadas na prefeitura, os irmãos idem. Maringá, para mim, virou a cidade Soprano: todas as pessoas que são cargos de confiança do SBII sopraram seus filhos, netos e irmãos para dentro dos Cargos de Confiança, cargos comissionados. É necessário que, agora, o Ministério tire a família soprano para fora.  

 

No BLOG do Rigon aparecem os dados da paisagem inflada da prefeitura sob a direção da Família Soprano Barros:

 

Quando chegar ao primeiro dia 2007, metade do tempo que o povo lhe deu para ser prefeito de Maringá, Silvio II terá batido um recorde e garantido seu lugar na história político-administrativa da cidade, no nicho "Bizarrices". Explico.
Hoje o site da Prefeitura Municipal de Maringá divulgou o edital de licitação para a contratação de serviços de publicidade, através de agência de propaganda, até 31 de dezembro deste ano. O valor: R$ 1,2 milhão.
Considerando que ele gastou em 19 meses de governo R$ 3,8 milhões, Silvio II terá batido nos redondos R$ 5 milhões com propaganda - boa parte, autopromocional, caso da propaganda do IPTU e da revista da Secretaria de Educação.
Sua Majestade terá torrado, até o último dia do segundo ano de seu mandato, 80% a mais do que a administração do PT (que ele tanto critica) gastou em 4 anos! José Cláudio e João Ivo em 4 anos empenharam R$ 3,5 milhões em propaganda, mas gastaram R$ 2,8 milhões.
Enquanto o PT gastou uma média de R$ 58 mil mensais com propaganda, Silvio II beira os R$ 210 mil!
E ainda faltam dois anos para a conclusão de seu mandato...
Os altos investimentos em publicidade, que contrariam suas promessas de campanha, só reforçam a tese de que esta é uma administração de perfumaria.



Escrito por martabellini às 18h17
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Série política: troca-se voto por asfalto; voto por pneus; votos por consultas mais baratas e

depois reclama-se!



Escrito por martabellini às 18h00
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De http://charges.com.br



Escrito por martabellini às 17h58
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Políticos, ah, os políticos

 

Li no Blog FACTORAMA um texto do Elvio descrevendo um amigo que seria assessor de uma prefeitura, creio. O rapaz desistiu quando soube que, além de trabalhar como assessor, teria que ser um fofoqueiro-mor. Explico: soltar fofocas bem maldosas contra pessoas da oposição.

 

Eu já disse que isso é prática corrente na política e até mesmo em outras situações e instituições. Fofocar, despejar o fel é um tipo de trabalho feito normalmente, pois a fofoca está ligada à inveja, sentimento que todo ser humano apresenta. É claro que alguns são mais fofoqueiros que outros; gradação da inveja que indica o quanto doente ficamos quando este sentimento vai fundo na nossa alma. Mas não vou falar aqui da inveja. Existe um texto do Reich sobre a fofoca. É uma leitura necessária: A peste emocional. Este texto está no livro Análise de Caráter, do Reich, Editora Martins Fontes.

 

O que quero comentar hoje é sobre as redes políticas que se formam na época de eleições. Os grupos políticos (do Osmar Dias com Ricardo Barros; Ademar Schiavone indicado por Ricardo Barros para cargo na prefeitura de Maringá etc e tal) parecem dar a entender que são partidos que se agremiam em torno de uma ideologia. Para amigos com os quais conversei hoje, os grupos se reúnem em torno de um boa troca material. Nada há de ideológico a não ser que são representantes da burguesia local ou regional. Para mim, aí reside a ideologia. É a burguesia local e a manutenção de seus poderes; as coisas funcionam assim.

 

Fazendo uma análise sem pensar a classe social destes senhores, muita gente não entende o porquê de Osmar Dias aceitar Ricardo Barros. Nem como Ademar Schiavone foi indicado para um cargo na prefeitura do irmão se eles já foram inimigos antes. Amigos afirmam que uns e outros já foram alvos de fofocas graves por pessoas do mesmo grupo.

 

Eu conheço melhor as redes políticas do interior de São Paulo onde minha família se dividia entre malufistas e Alkmin (é, gente, minha família também!). Não conheço as interações econômicas e políticas deste interior paranaense como gostaria.

 

Vim do trabalho para casa, tentando pensar esta rede. Sugiro aos jornalistas dos BLOGs de Maringá uma matéria.

 

Entre as fofocas que foram soltas por políticos figuram estas: “Fulano de tal é ladrão de gado!”; “Fulana é amante de fulano”; “Fulana está com câncer”.

 

Inveja, fofoca, dinheiro e poder, ah, muito poder mesmo!

 

Observação: “A expressão Peste Emocional não é depreciativa. Não implica na malevolência consciente, degeneração moral ou biológica, imoralidade etc. Um organismo cuja mobilidade natural foi continuadamente dificultada, desde o berço, desenvolve formas artificiais de movimento. Coxeia ou anda de muletas. Do mesmo modo, um homem atravessa a vida com as muletas da peste emocional (fofocando e divulgando mentiras)... A pessoa que sofre de peste emocional coxeia em termos de caráter”. Reich, A peste emocional.



Escrito por martabellini às 14h19
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Elite brasileira

 

Noam Chomsky descreve, em seus livros, que a elite norte americana cansada de ser roubada, seqüestrada e ameaçada, fez reformas para inserir as classes sociais marginalizadas no processo de vida americano.

Leia o que disse Clóvis Rossi hoje sobre isso.



Os anões e os netos por Clóvis Rossi (Folha de São Paulo, de 16 de julho de 2006)

Deu no jornal "El País" dias atrás: "só" metade das famílias espanholas está em condições de comprar um apartamento de 100 m2. No Parque do Retiro, uma espécie de Ibirapuera madrileno, um imóvel desse tamanho está anunciado por 354 mil euros (R$ 980 mil). Quantas famílias brasileiras podem comprar algo assim?
A pensar que a Espanha entrou no século 20 "pobre, atrasada, ignorante", como diz Alfonso Guerra, deputado socialista que foi vice-primeiro-ministro nos oito primeiros anos do governo Felipe González, a partir de 1982. E ainda enfrentou uma guerra civil (1936/39) e uma ditadura horrorosa nos 38 anos seguintes.
Nada muito diferente do Brasil no período, fora a guerra.
Hoje, 86% dos espanhóis são proprietários de imóvel. Nos 30 últimos anos, fazem-se mais quilômetros de rodovias em 18 dias do que se construía antes por ano.
A distância entre a Espanha e o resto da Europa Ocidental reduziu-se a magros 10%. Já o Brasil continua comendo poeira.


Onde é que eles acertaram e nós erramos? Um dos fatores (nunca há um só) são os famosos Pactos de Moncloa que, no Brasil, vira e mexe alguém quer copiar e nunca ninguém consegue.


Como foi possível fazer um pacto envolvendo governo, oposição, direita, esquerda, sindicatos, patronato? "A guerra civil pesava como uma lápide. Pensamos mais em nossos netos que em nós, para que não tivessem que viver outra vez uma guerra ou uma ditadura ou a miséria", responde Guerra.


Tomara que a guerra do PCC sobre São Paulo ou do Comando Vermelho no Rio tenha sobre as elites brasileiras o mesmo efeito. Torço, mas duvido. A elite brasileira é tão nanica, especialmente o mundo político. Pensa nos netos, sim. Deles e só deles.



Escrito por martabellini às 17h04
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