BOLSO DA FAMÍLIA!
Cheguei de viagem e fui ler os BLOGs (sim, eu acredito em Blogs!)
Li atentamente as mensagens enviadas por leitores
dos Blogs. Há inúmeras mensagens falando das indicações
políticas dos Secretários. Nepotismo daqueles: neta
no Hospital Municipal, irmã e filha na Secretaria da Educação,
dentista amigo na Educação...
Em Maringá temos o salário família.
Não, não é o Bolsa Família: é o Bolso da Família.
Funcionou! (do Blog do Rigon)
A nota que dei na coluna sobre a mulher do líder do prefeito, vereador Dorival Dias (ele emprega mais parentes no Legislativo, claro), lotada na diretoria geral da casa, surtiu efeito. Ela apareceu para trabalhar no setor para o qual foi nomeada.
Escrito por martabellini às 23h44
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Orixás:
Está faltando carne (fonte de proteínas na comida das crianças
das escolas municipais de Maringá);
Há muitos parentes de parentes contratados pela indicação de
pessoas que são secretários e vereadores.
Há muita perseguição contra funcionários que fizeram greve...
Orixás contra os desmandos!
Escrito por martabellini às 19h22
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Nise da Silveira na Bahia
Chegando à Universidade Federal da Bahia, vi um cartaz sobre a exposição de quadros dos pacientes da psiquiatra Nise da Silveira. Soube, pelo Márcio, amigo, que há na Universidade um espaço dedicado à Nise.
Deixo aqui um trecho de Teresa Vignoli sobre a Nise.
Homenagem a uma guerreira da luz
Palmas pra uma grande alma
Rio de Janeiro, cemitério São João Batista, um domingo ensolarado, dia 31 de outubro de 1999. Pessoas, muitas pessoas: poetas, psicólogos, artistas, médicos, gente simples, gente famosa, gente que trabalha em várias profissões. Ao pé do humilde túmulo do corredor vertical, perto de tantos outros (com estátuas de mármore a indicar o nível social do morto), flores, muitas flores...margaridas, rosas, dálias, coroas. Ao fechar do túmulo, a emoção da despedida, olhos marejados, embargo na garganta. De repente alguém começa a bater palmas, todos aderem, numa impressionante homenagem. Uma voz (de um ex-excluído) canta: "Viva a Nise!" Palmas, palmas vigorosas, palmas respeitosas, palmas de acompanhamento ao vôo de uma GRANDE ALMA.
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Palmas para os 94 anos de uma vida fecunda, de alguém que plantou uma enorme árvore, cujos frutos atravessarão as gerações. Todos nós, Nise, te amaremos sempre, tua vida continua em esferas mais altas, junto com os animais que tanto amaste, dos amigos e parentes que já se foram e das pessoas que salvaste das trevas do esquecimento, dos abismos da loucura abandonada. Junto de Adelina, Fernando, Emygdio, Otávio, Raphael, Isaac, Carlos, e outros pintores que pinçaram imagens fortes e belas das profundezas internas em que estavam mergulhados. Pintavam e esculpiam como mestres, viviam com mendigos. Criaram um tesouro inestimável para a humanidade; obras de arte, que além da beleza, são preciosas fontes para o conhecimento do mundo dos sonhos, dos sonhos que vão além da vida de cada um de nós e abarcam o que nos faz irmãos no tecido sem fios, no tecido escondido na eternidade do tempo e do espaço, tecido do espírito. |
Escrito por martabellini às 18h17
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Salvador, Bahia!
Salvador! Maravilhosa cidade. Como cidade brasileira é diferente pelos encantos africanos e povo acolhedor; como cidade brasileira, apresenta os mesmos contrastes de todo o Brasil: riqueza e miséria. O mar abrange tudo.
O que gosto nas cidades brasileiras da tradição como Salvador é que, ao lado do conservadorismo, há um lado rebelde. A Bahia teve a Conjuração Baiana em 1798. Maringá nem existia. A Conjuração ocorreu quando a Bahia tinha 60 mil habitantes, dois terços negros e mulatos que viviam com os preços altos e a falta de alimentos. Agosto de 1789 é o marco deste movimento que juntou escravos, ex-escravos, militares de baixa patente, artesãos entre estes últimos, alfaiates. A elite baiana e portuguesa não os perdoou: em 1799, os alfaiates João de Deus e Lucas Dantas e os soldados Manuel Faustino e Luis Gonzaga das Virgens, todos negros, foram enforcados, esquartejados e expostos nos postes da cidade. É uma prática da elite matar e mostrar as sobras. A rebeldia continuou. No século XX, em 1964 muitos soldados baianos foram contra o golpe dos militares. Foram abatidos também. Mas, a rebeldia continua.
Em Salvador ainda existe a casa de José de Anchieta, a primeira mangueira que foi, lá, plantada, trazida da Ásia.
Existem pessoas muito bacanas: meu carinho ao povo que me acolheu tão bem. Dália, Márcio, Íris, Sueli, Valéria, Betânia... Aos amigos de São Paulo que lá estão há anos: Siri e Fran (que eu não cheguei a ver).
A Universidade Federal da Bahia continua linda! Continua pública! Crescendo, resistindo! A todos muito axé! Aos amigos daqui, de Maringá, trouxe as energias dos orixás! Aos funcionários da prefeitura de Maringá que enfrentaram a greve e a ferocidade da elite e seus companheiros de CC, mandei o pedido ao mar: (apesar de minha não religiosidade, ninguém pode deixar de fazer um pedido aos orixás), que Maringá não se deixe abater pelos desmandos do prefeito local! AXÉ!
Escrito por martabellini às 18h05
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AH! Como é gostoso pisar na cabeça dos grevistas!
Eia, vamos avançar ....pisem, esmaguem, matem!
Escrito por martabellini às 11h55
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0,3% de votos para Ricardo e Cida Borguetti
Hoje, de manhã, creio que às 7h11min, ouvi o Secretário do prefeito, Sr Ademar Schiavonni falar que o sr prefeito “dará” 0,3% de aumento, pois, de acordo com o TSE, não se pode dar aumento nas vésperas das eleições. Ainda mais, o secretário usou a ironia: “Maringá está no Brasil e o TSE ordenou isso para o Brasil todo”. Mais: se a Câmara está em férias, em agosto se discutirá este percentual FABULOSO! Impõe a morte aos funcionários e ainda ri!
MORAL DA HISTÓRIA:
1 - Nas vésperas das eleições somente os políticos podem ter dinheiro para suas eleições.
2 – A Câmara está em férias! É hilário! E os laptops? Quero dizer a compra sem licitação dos laptops?
3 – Maringá está realmente no SUL do BRASIL? Não parece, não é, pessoal! Parece que está no Haiti com o Duvalier! Papa Doc! Mata, pega e come! Carcará, pega, pega e come!
4- O prefeito não fala nada: manda falar. O secretário, por sua vez, chama o TSE.
Então: sugiro aos grevistas: APLIQUEM O TSE NOS PARENTES DO PREFEITO! 0,3% PARA Ricardo Barros e Cida Borguetti. Que saiam da vida muito boa do parlamento.
Mura: em Salvador vou aproveitar e pedir a todos os ORIXÁS que levem a maldade da cidade via mar! Ah! Isso, eu vou!
Escrito por martabellini às 10h37
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Brasil de Caribé!
Escrito por martabellini às 23h00
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Aos amigos blogueiros Glória e Mura
(e aos outros também, é claro!)
Estou para sair de viagem. Vou à Salvador (a trabalho) e volto sexta-feira.
É uma correria: dar as aulas, corrigir projetos, trabalhos, comprar o livro da Clarice Lispector para minha filha Júlia, deixar a comida no jeito, ração para os cães e gatos. Pegar os exames médicos, anotar o que tem que ser feito na minha ausência, não esquecer isto, aquilo, UFA! Vida de mulher!
Vou deixar um recado a vocês.
Mura,
Torci para o time de Portugal. Logo eu que não entendo de futebol. Gosto de gente com garras! A metáfora da guerra para o time me parece boa. Se Portugal perder, vou torcer para a Itália (pergunto: os dois vão jogar um contra o outro?). Portugal porque está lá o Felipão com um time sem charme das estrelas, mas que sobreviveu até hoje. Itália porque adoro a festa italiana. Como minha família: mezzo portuguesa, mezzo italiana (Duarte com Bellini) e uma bisavó guarani. Tutti bonna gente!
Glória,
A escola no Brasil, tenho dito várias vezes, é uma coisa de doido. Defendo-a como instituição onde é possível entrar em contato com os saberes organizados, saberes lógicos e acumulados assim como os saberes desinteressados. Mas, no Brasil, os políticos matam a escola (nas escolas municipais aqui em Maringá as crianças estão sem professores desde antes da greve, faltam professores, não porque não haja docentes para as aulas, é porque não se contrata). Hoje, não vou falar de outros problemas cruciais na escola. Nós os temos desde 1500. Lembra-se do Lauro de Oliveira Lima dizendo que de 1500 a 1790 a família Real (sic) portuguesa impediu o Brasil de ter escolas, gráficas, livros, encontros para discutir livros, política... Pois é!

Escrito por martabellini às 22h57
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Do Blog LÍNGUA de TRAPO (2/7/06)
Escrito por Castelo às 08h59
Fracasso em 11 frases
1) Essa Seleção está que nem a Varig: não decola.
2) Brasil na Copa: muito marketing, pouco acting.
3) Seleção Brasileira: 23 milionários jogando um futebol paupérrimo.
4) Brasil inova mais uma vez no futebol: agora é o quadrado trágico.
5) Pela cara do Zagallo, Santo Antônio não deve estar achando que a gente ganha essa.
6) Medicina alemã comprova: Ronaldo é um tonto.
7) Será que nós vamos para as Oitavas ou para os Quintos?
8) Novo quadrado mágico para as Oitavas: David Copperfield, Houdini, Mandrake e Mr.M.
9) O jogo da Copa: Seleção de Gana versus Seleção da Grana.
10) Copa mais indigesta. A imagem que vai ficar dela é a do Beckham vomitando.
11) Ronaldo Fenômeno, o inventor do gol de bicicleta ergométrica.
(Durante a permanência do Brasil na Copa escrevi diversas frases sobre a Seleção em meu site. Eis aí 11 delas, uma para cada milionário-jogador. Como vocês podem notar, não foi por falta de aviso. Toma, papudo!).
Escrito por martabellini às 11h36
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E, eu... lá entendo de futebol?
Para escrever isso, relutei muito. Eu não entendo nada de futebol, assisto pouco ou nada, mas estava gostando da Copa. Estava gostando dessa coisa lúdica, bandeiras, sair mais cedo do trabalho, ver as crianças com camisas da seleção brasileira. Mas, os brasileiros que jogam futebol no time da seleção (falo isso com temor, pois nada entendo, repito), jogam como se estivessem na praia. Vão devagar, param para arrumar a meia caída, sei lá... Amei o jogo de Portugal: gosto de jogo guerra. É bom ver a coisa do matar ou morrer. Zidane fez isso; não ele sozinho, mas ele e o time. E os jogadores brasileiros ficaram como estamos no Brasil, vendo as CPI, mensaleiros, sanguessugas, SBII. Estamos como bêbados: vamos indo, indo, mas não sabemos para onde. Vamos indo, de corrupção em corrupção, acreditando que Deus ajuda; acreditando que um dia vai melhorar etc e tal.
Creio que os jogadores imitaram os brasileiros; nós, cá, no Brasil, que estamos em letargia permanente. E, se a arte imita a vida, estamos bem f*.
Pensei em vários títulos para escrever este texto: Felipão para presidente da República; Fora Parreira e seu time de estrelas; Por que não uma seleção só de jogadores que jogam no Brasil? ...
Escrito por martabellini às 11h06
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