Rogério Skylab para todos!
Finalmente consegui trazer para vocês, o Rogério Skylab!
Ouçam a música dele!
http://www.linguadetrapo.com.br/musicas/matador.wma
Escrito por martabellini às 11h54
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Aboboral da greve
Boatos: dizem que a Secretária da Educação de Maringá está se penitenciando depois que disse que os professores não podem se equiparar aos garis. Ela não quis dizer isso. Ela quis dizer que os professores não se comportam como professores e que os garis não se comportam como garis.
Paulo Freire virou na tumba depois que soube, lá no além, que a Secretária da Educação disse que professores não podem ficar ao lado dos garis. Paulo Freire se lembrou que os professores dão aulas aos filhos dos garis. Então, por que não se aliar aos pais? È o pressuposto básico dos professores e da escola: aliar-se aos pais na boa educação dos filhos. 
Minha avó Benedita, a portuguesa cristã católica, mandou dizer, lá do andar de cima: o prefeito precisa mudar a Secretária da Educação de Maringá. Nenhum professor tem o direito de dizer que ele é melhor que os mais pobres e menos escolarizados. Pelo contrário: a tarefa do professor é acolher os menos escolarizados. Bem-vindo a mim, os pobres e os menos protegidos!
Advertência cristã: Amai-vos uns aos outros, inclusive os garis da cidade que limpam a sujeira de todos os cidadãos, ganham pouco e, ainda, por cima, são tidos como a ralé. 
Escrito por martabellini às 11h11
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Clarice Lispector
Harriet morreu, o Professor Jorge Nozak morreu ontem também. Fiquei surpresa. Nesse rol de notícias e perdas, minha filha pediu-me o livro da Clarice Lispector, Laços de família. Não o encontrou na estante. Puxa, quanto tempo faz que não a pego nas mãos, não falo com ela. Faz falta a Clarice. Volto para 1977. Estava me formando; saindo da USP para o mundo. Pelo menos era assim que me sentia. E foi assim mesmo. Tenho saudade, às vezes. É difícil envelhecer. Nada tão dramático. Só não me acostumo a ficar quieta. Gosto de anarquia, mesmo as interiores.
Clarice morreu dia 9 de dezembro de 1977. Um dia antes de completar 57 anos. Nesta época eu estava de malas prontas para sair de Ribeirão Preto, SP. Abaixo, algo que a Clarice escreveu.

Lição de Filho
Recebi uma lição de um de meus filhos, antes dele fazer 14 anos. Haviam me telefonado avisando que uma moça que eu conheci ia tocar na televisão, transmitido pelo Ministério da Educação. Liguei a televisão, mas em grande dúvida.
Eu conhecera essa moça pessoalmente e ela era excessivamente suave, com voz de criança, e de um feminino-infantil. E eu me perguntava: terá ela força no piano? Eu a conhecera num momento muito importante: quando ela ia escolher a "camisola do dia" para o casamento. As perguntas que me fazia eram de uma franqueza ingênua que me surpreendia. Tocaria ela piano? Começou. E, Deus, ela possuía a força. Seu rosto era um outro, irreconhecível. Nos momentos de violência apertava violentamente os lábios. Nos instantes de doçura entreabria a boca, dando-se inteira. E suava, da testa escorria para o rosto o suor. De surpresa de descobrir uma alma insuspeita, fiquei com os olhos cheios de água, na verdade eu chorava.
Percebi que meu filho, quase uma criança, notara, expliquei: estou emocionada, vou tomar um calmante.
E ele:
-Você não sabe diferenciar emoção de nervosismo? Você está tendo uma emoção.
Entendi, aceitei, e disse-lhe: -Não vou tomar nenhum calmante.
E vivi o que era para ser vivido.
Escrito por martabellini às 19h24
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Harriet morreu
Soube, hoje, pela Folha de São Paulo. Harriet, a tartaruga que Darwin conheceu em Galápagos, morreu depois de 176 anos, de ataque cardíaco. Para mim parece que fechou um ciclo, aquele da Viagem do Beagle feita por Darwin. Acho mesmo que estamos no século XXI, embora não pareça.

Escrito por martabellini às 18h37
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O que o desespero não faz
O desespero deve ter um “status” interessante na filosofia. É um sentimento terrível. Tive um amigo, aliás filósofo, que não dormia. Passava as madrugadas acordado. O desespero dele era ficar acordado durante o dia. A gente o ajudava a fazer as tarefas no trabalho. Uma amiga dele (deste amigo filósofo) não podia ficar um dia sem namorar. Desesperava-se! Outro amigo era libidinoso o suficiente para se desesperar se não tivesse alguém para amar. Estes desesperos são fáceis de serem resolvidos, creio. Já ficar sem dinheiro acho o fim da picada! Ouvir bobagens e gente besta não só me desespera como me deprime. A greve dos funcionários em Maringá está deixando as donas de casa desesperadas. Todo o dia pegamos nosso santo saco de lixo, botamos na rua e lá vem o gari desdentado, sujo, pega nosso saco de plástico das Casas Bahia ou outra loja e... pum no caminhão. E a vida continua limpa. Bem , quase limpa, porque amanhã começa tudo de novo. Deve ser um saco limpar tudo outra vez, juntar no saco de plástico da lojinha ali e jogar na rua e.... o gari, este cara bem safado que está na greve fazendo nada, não vem me acudir.
Que desespero, não? Já pensou se a greve atinge os funcionários do cemitério? Quem vai enterrar os nossos mortos? Aí, sim que o pessoal vai se desesperar. É! ... o desespero é uma coisa e tanto! 
Escrito por martabellini às 12h39
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As “rádias efe eme” de Maringá
Eu adoro ouvir rádios! Tenho vários radinhos na casa. Por onde ando ligo e desligo os rádios. São todos velhos; trouxe da casa de minha mãe. Conforme meus irmãos trocam seus rádios, eu fico com os velhos. Meu pai morreu faz um ano e eu herdei um rádio desmoronando dele. Ele também amava ouvir rádios. Tenho uma técnica: quando alguém está falando algo que julgo uma merda total, toco no radinho e desligo. É uma vingança que só eu sei o quanto me faz bem. Ligo e desligo. Adoro ouvir o Heródoto Barbeiro das 6h às 9h da manhã na CBN. Agora com a campanha da bandeira branca nas janelas das casas das “rádias efeeme” de Maringá para ajudar o SBII a sufocar a greve dos funcionários, eu deixei meus radinhos sossegados. Às vezes, a propaganda oficial me pega de surpresa, mas me vingo, desligo a coisa! Passo a mão nos pobres radinhos, explico-lhes que estou fazendo greve de “radias” locais. Eles me entendem.
Escrito por martabellini às 12h22
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Ato falho: Secretária de Educação (sic) se irrita com professores que se comparam aos garis
Fui criada em um lar cristão. Minha avó Benedita, portuguesa, dizia que nós nascemos de Adão e Eva e somos todos iguais. Aliás, dizia ela: pior, morreremos do mesmo jeito, na horizontal. Cresci e aprendi que, em uma sociedade de classes, há gente mais gente. Mas, minha avó insistia: na morte todos ficamos na mesma posição, na horizontal. Eu revidava, na horizontal todos ficamos, mas os ricos com mais cálcio no esqueleto. Por fim, minha querida portuguesa morreu e, logo, eu também vou desta para a terra que há de comer meus olhos azuis e meus cabelos tintos de vermelho. A dona Benedita tinha razão. Mas, o legal da história é que ela se repete. A dona secretária da Educação de Maringá disse que os professores em greve se igualam aos garis. Explico aos meus amigos de outras cidades: é que na greve dos funcionários municipais desta cidade, os professores e garis e outros setores estão juntos. Como dizia a minha avó cristã católica, todos somos iguais. Mas, a secretária da educação certamente não crê nesta igualdade. Para ela os garis são os últimos da lista criada por Deus. E, depois a minha avó achava que os cristãos pensam da mesma forma maneira. Não, nisso, minha velha portuguesa estava errada: há cristãos e cristãos. Uns gostam dos garis, outros não!
Escrito por martabellini às 12h11
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Inteligência faz bem IV: fala Mendes Rocha
SHOPPING CENTER "O problema do shopping center não é do arquiteto que o fez e sim a idéia de confinamento que destrói a cidade. Uma cidade não pode ser feita de quimeras. Ela é feita de botequim, de padaria. Poucas vezes eu entro em um shopping porque me sinto mal. E o que acho pior é a praça de alimentação. Eu já trabalhei no sertão e vi como se dá alimento para os animais. Praça de alimentação parece um lugar para distribuir ração."
SÃO PAULO X EUROPA Istambul é uma cidade impressionante, que te comove, e pouco a pouco você descobre porque você está bem lá. Chegando a São Paulo, fui surpreendido por achar São Paulo belíssima, porque vi que era parecida com aquela outra que eu estava achando tão linda. Cheguei a pensar que essas cidades constantemente citadas por nós, européias, são uma porcaria, são insuportáveis na presunção das pessoas, no comportamento. A graça da cidade está justamente no fato de que ela exista antes que se construa. Ela é um aparecimento do desejo dos homens de estarem juntos."
SUAS OBRAS "É difícil dizer quais eu faria de novo. A princípio, todas. A Pinacoteca já foi melhor, mas tinha de ser revitalizada de algum modo. Você precisa transformar as coisas, torná-las mais adequadas ao momento que se vive. Tudo na vida é transformação. Tudo é possível a partir de uma matriz. Esse conceito nos faz imaginar que qualquer prédio pode ser transformado com o tempo. O Louvre, por exemplo, é horrível. Um bolo de noiva que não acaba mais. Parece que a noiva não apareceu e o cozinheiro continuou fazendo o bolo."
NIEMEYER "O Copan, entre outras maravilhas -é uma resolução como habitação popular, com sete ou cinco tipos de habitação diferentes, o térreo com teatro e outras coisas- está o fato de ter adotado um protótipo para casa vertical, em que ela toda tem uma frente para lá e uma frente para cá. Ora, a casa que se vê de manhã, de tarde, que se ventila, é a casa ideal. Essa lâmina estreita para que as casas possam ter duas frentes. Se ele fizesse ela toda vertical não seria um problema para as técnicas de hoje, o grande problema é a questão do vento. Dobrar daquele jeito resolve isso. Portanto aquelas curvas não têm nada a ver com montanhas do Brasil ou as curvas da mulher amada. Não seria possível fazer de outra forma."
MURO DE BERLIM "Eu, se tivesse sido chamado a opinar sobre o Muro de Berlim, jamais o derrubaria -abriria oportunas e belíssimas portas." LULA Vou votar no Lula, porque acho que é uma experiência nacional muito interessante. Evidente que estou decepcionado com tudo isso. Mas eu não sou moralista. Difícil não aceitar que seja possível construir a partir da classe operária uma possibilidade de liderança. Já vimos que o Lula está eleito. Não sou eu que vou desmerecer o meu presidente da República, se foi o povo que disse que é. Minha visão do voto não é moralista, é guerrilheira: vamos em frente."
Escrito por martabellini às 16h04
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Inteligência faz bem III: fala Mendes Rocha
BURGUESIA Quando o coro canta na escadaria do teatro Municipal, toda aquela área fica em silêncio. A cidade que a burguesia despreza é muito mais educada do que ela imagina. Imagina para efeito de propaganda, para vender bagulho na periferia -é mais fácil comprar terreno lá fora; é mais caro demolir e construir de novo na cidade. A parte mais educada da população habita todo dia a cidade. Senão 10 milhões de pessoas não conseguiriam todos os dias fazer o que fazem. Vêm, com dificuldade, voltam, consomem e alimentam o mercado. E dão lucro para os que desprezam a cidade."
FAVELAS "Podem ser vistas como a maior manifestação da consciência da urgência do urbanismo -porque ali está demonstrado que, se eu vier morar aqui [na cidade], estou salvo. Não é possível ficar abandonado. Uma ou outra pode ser recomposta, outras teremos que fazer algo ao lado. A grande questão da casa contemporânea -a cidade é casa, é feita com casas- é o endereço. E nada melhor do que o endereço de algumas daquelas favelas que ficam em cima da cidade."
REMOVER FAVELAS "O diagnóstico tem que ser feito caso a caso. Há favelas que sim [poderiam ser removidas], outras não. Se a questão fundamental é o endereço, conquistado aquele endereço a pior coisa é tirar a turma de lá."
AVENIDA PAULISTA O edifício vertical é uma das chaves da cidade contemporânea. Eis a avenida Paulista como uma contradição em desastre. Esse engenho não pode ser instalado na matriz anterior, que era o loteamento dos palacetes. A avenida Paulista, com todo o orgulho que temos daquilo, não há. Tirar um palacete, uma casa menor -os prédios ficam magricelos, é um exército de Brancaleone. O único prédio da avenida Paulista que expressa uma disponibilidade espacial conveniente é o Conjunto Nacional."
Escrito por martabellini às 16h02
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Inteligência faz bem II: fala Mendes Rocha
CIDADE "A idéia de cidade é amenizar a aflição. Eu saio do trabalho, encontro um amigo e posso tomar uma cerveja num bar."
LIBERDADE "Temos que ser livres de fato. E sentar na rua. Já amanheci deitado com um amigo na sarjeta na praça da República e não aconteceu nada. Em qualquer desses bairros privados, teríamos sido metralhados. Em certos bairros, se eu for pra lá, já vão me perguntar o que eu estou fazendo. Se disser que não sei, que fui passear, vou em cana. Isso é um absurdo. A cidade é democrática. A cidade é livre. O que acontece com essa classe temerosa que se autoalimenta do pavor? Dizem: "Não há segurança". Como pode haver segurança para quem tem filhos? Como? Botar um guizo em cada filho? É impossível. É uma idéia tola, a da segurança, e um instrumento da exclusão.
MEDO "A esperança é que sejamos todos democráticos e inteligentes. Nunca a cidade estará perfeita, mas não precisamos cometer tanto previsível desastre. A idéia do desastre é que nós conseguimos prever que vai dar errado. Como, por exemplo, morar distante, fechar para se proteger. Fecha, fecha e, de repente, a filha mata o pai. O medo é o instrumento fundamental do fascismo."
ESTILO NEOCLÁSSICO "Eu acho muito sadio; é exatamente o que eles merecem [sobre os ricos e seus prédios neoclássicos]"
Escrito por martabellini às 15h59
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Inteligência faz bem I
Para Mendes da Rocha, medo da elite desvirtua a cidade (Sylvia Colombo e Rafael Cariello, FOLHA DE SÃO PAULO, 22/6/06)
Em sabatina promovida pela Folha, o arquiteto critica shoppings e diz que ricos "merecem" o estilo neoclássico de empreendimentos de luxo em São Paulo
Vencedor do Pritzker de 2006 diz que favelas do país são "a maior manifestação da consciência da urgência do urbanismo"
Paulo Mendes da Rocha, 77, defende que os vilões ("do lat. vulg. villanu, "habitante de vila ou casa de campo'") das grandes cidades brasileiras são os que insistem em querer viver separados, e não no espaço urbano sem controles e divisões. "A cidade é por si democrática. A cidade é livre", disse o arquiteto, vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura 2006, durante a sabatina Folha, a quarta deste ano, anteontem, em São Paulo. "O que acontece com essa classe temerosa, que se auto-alimenta do pavor? "Não há segurança." Como pode haver segurança para quem tem filhos? Como? Botar um guizo em cada filho? É impossível. É uma idéia tola, a da segurança, e um instrumento da exclusão." Esse não foi o único ataque de Mendes da Rocha aos projetos e práticas dessa "classe temerosa", durante a conversa com o arquiteto e urbanista Italo Campofiorito, com Guilherme Wisnik, também arquiteto e colunista da Folha, Marcos Augusto Gonçalves, editor da Ilustrada, e o repórter especial Mario Cesar Carvalho. Disse que os shopping centers segregam e destroem a cidade, que a avenida Paulista é "uma contradição em desastre" e, numa referência à sua consensual feiúra, que o estilo neoclássico adotado nos prédios de luxo de São Paulo é "exatamente o que eles [ricos] merecem". Do Muro de Berlim às favelas, o arquiteto defendeu intervenções nas cidades semelhantes às que faz em obras como a da Pinacoteca do Estado, em São Paulo -manter e respeitar a estrutura prévia, para daí construir a novidade.
Escrito por martabellini às 15h57
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SE PUDER, VAMOS DE BANDEIRA BEM FORTE. A DA PARAÍBA!
NEGUE! NEGUE ESTA GESTÃO!
Escrito por martabellini às 09h54
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BANDEIRA BRANCA?
Pode ser a bandeira da Bahia. É branca MAS tem estas cores azul e vermelha...PODE?
Escrito por martabellini às 09h53
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A propaganda da CBN local, FM Maringá e Globo FM... a família ajuda o prefeito a governar.
Para quem tem um pouco de senso crítico, a propaganda das três Rádios maringaenses passa dos limites. Todos sabemos que há parentes do prefeito nestas rádios. Então, já compromete. Também sou a favor do retorno dos grevistas ao trabalho, mas com negociação. O prefeito viaja para Curitiba, deixa a propaganda e a negociação...? A propaganda estabelece que os dois lados têm que ceder. Ora, isso já sabemos. A propaganda fala do lixo que toma a cidade. Isso já sabemos. A propaganda fala que o prefeito e os grevistas não cedem. Isso já sabemos. O problema é fazer a negociação com LOCAL e DATA. Negociar exige a presença do prefeito sem querer filmar com os serviços da Jacques Vídeo, sem fazer firula. Como gente grande. Dizer que a Constituição Federal não permite a negociação. Ah, isso é demais. Ele deve estar falando da Lei de Responsabilidade Fiscal. É outra coisa.
Agora, a piada do momento é pedir para a gente colocar bandeira branca nas janelas de nossas casas! Aí é demais mesmo! Coisa de cidade bem provinciana. Com todo carinho que tenho por esta cidade, isto doeu!
Escrito por martabellini às 09h48
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Hello, eu acredito em BLOG e apoio a greve dos funcionários de Maringá.
Escrito por martabellini às 21h20
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Minha filha acredita em BLOG!
Escrito por martabellini às 21h17
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Eu também acredito! Acredito em BLOG!
Escrito por martabellini às 21h15
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Eu também acredito em BLOGS!
Escrito por martabellini às 21h13
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Para tudo e venha ouvir o Língua de Trapo...só assim para aguentar o porre político de Maringá
http://www.linguadetrapo.com.br/arquivos/discografia/aovivo/velhiceprecoce.wma
VELHICE PRECOCE (BURRICE PRECOCE II)
(Laert Sarrumor)
A introdução é igual, mas a música é diferente Pra você ver que afinal nós somos os mesmos mas andamos na frente (repete)
Eu não sou um rapaz normal, continuo bem taradão Na hora de fazer amor, não preciso nem mais de um colchão Faço amor direto com a televisão
Sempre fui um maridinho carinhoso, tive alguns problemas conjugais Minha mulher não me dirige a palavra, pelo menos vivemos em paz Eu cortei a língua dela, ela não fala mais
(falado: - E por falar em língua, em comunicação, tenho contatado que… ah, deixa pra lá!)
A introdução é igual, mas a música é diferente Pra você ver que afinal nós somos os mesmos mas andamos na frente (repete)
O sucesso não nos modificou Mesmo porque não fizemos sucesso Mas o público nunca nos largou Vocês são o máximo e o resto é o resto (repete)
Escrito por martabellini às 20h52
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O Prefeito não acredita em BLOGS, nós acreditamos!
Escrito por martabellini às 20h41
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Prefeito lança chamas II
1) Faltam professores nas escolas municipais.
2) Não houve mais licitações públicas.
3) A escola Milton Santos ia ser fechada, queimada, trucidada, afinal a escola é para o MST.
4) Houve pelo que leio nos Blogs do pessoal da cidade, certa mão aberta aos eventos dos empresários amigos.
5) Os salários dos Secretários da Prefeitura são bem altos.
6) A base aliada é aliada na fé, no taco e na política.
7) As falas do prefeito à oposição são bem gritantes. Ai que saudade do José Cláudio.
8) O prefeito manda filmar todos que se opõem a ele; desdenha dos Blogs e, por isso, entro na Campanha da cidade: Eu acredito em BLOGS!
9) E VIVA Odorico Paraguassú!
Escrito por martabellini às 20h37
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Prefeito lança chamas I
Na véspera das últimas eleições em Maringá ficou evidente um ti ti ti. Todos falavam bem baixinho e na última hora, apesar da rejeição aos irmãos Barros, o Silvio Barros venceu as eleições. Eu ainda acredito que parte dos vereadores aliados fez o trabalho final. Foi uma derrota ao PT e, é claro, aos serviços públicos. Tão logo assumiu o novo prefeito, as coisas públicas retrocederam.
1) O Hospital Municipal que começou a funcionar apenas na gestão PT, deu para trás. Terceirizar é palavra de ordem.
2) Os serviços de coleta de lixo também serão, na palavra do prefeito, terceirizados.
3) As diretoras das escolas foram terceirizadas, quero dizer, foram indicadas. Acabou-se o que era doce, ficou o amargor das indicações políticas dos vereadores aliados.
Escrito por martabellini às 20h36
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Sugestão aos grevistas
Sei que uma greve é um dos exercícios mais duros que passamos em um sindicato. Ficamos seis meses em greve na Universidade e conhecemos bem os políticos. Sindicato em época de greve faz a gente quase morrer de tantas tarefas, a pior delas se defender dos ataques (literalmente falando) da direita e, depois, ainda, levar processos de políticos que se “ofenderam” com que o sindicato disse...
Mas, uma coisa deu certo: alguns políticos, na época deputados de Maringá, não se reelegeram. Eram aqueles puxa-sacos do Lerner. Nem o governador sobrou. Seu séqüito maringaense pifou. Creio que os grevistas devem centrar fogo nos vereadores. Mesmo depois da greve devem continuar a mostrar QUAL É A dos vereadores. È uma tarefa sindical tornar evidente o que os vereadores fazem e o que deixam de fazer. Para começar, creio que o Dorival Dias deve ser lembrado dia e noite de sua militância contra na época do PT e agora como aliado do PP. Este vereador precisa sair de sua confortável cadeira de vereança. E é claro, lembrar os outros. Aqueles que são apontados como doadores de pneus para os taxistas na época das eleições. Se possível levar o problema ao Ministério Público com o depoimento dos taxistas. Há vereadores que ainda usam o cabresto. Denunciemos, pois o cabresto. O irmão do prefeito e sua esposa não podem ser poupados. Estamos na boca das eleições para deputados. É certo que o casal encontra votos nas cidades pequenas ao redor de Maringá, mas não custa tentar chegar nestes nichos. Não há maior vingança do que cortar o mandato de décadas deste pessoal. 
Escrito por martabellini às 22h02
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O discurso do Alkmin
Começa a temporada de caça.... ao eleitor. Ontem ouvi o Heródoto Barbeiro, da CBN nacional, entrevistando o candidato Alkmin. O Heródoto estava ótimo. O Alkmin vai pedir a demissão dele da CBN se for eleito. O Alkmin criticava o programa do Lula dizendo que eram programas ruins, mas, segundo depois, dizia que os programas do Lula eram cópias dos programas do PSDB. Bem, não é preciso dizer que o Heródoto o lembrou disto. E o ex-governador de São Paulo se espremeu na voz.
O candidato do PDT é, agora, o ex-ministro da Educação. O PDT não parece contente. Dá a impressão que todos querem se aliar ao pefelê.
O pefelê comete o erro de chamar Lula de ladrão. Isto porque o eleitor acaba não entendendo porque o pefelê critica atos pelos quais também é acusado. E o eleitor acaba profetizando: São todos iguais. Nem no discurso se diferenciam. 
Escrito por martabellini às 09h35
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O que aprender com a greve e o lixo da cidade
Em casa tenho duas compostagens (lugar para lixo orgânico), lugar para depósito de papel e plástico e, por semana, produzimos 2 a 3 quilos de lixo. Isso há 8 anos. Levava os papéis para os catadores de material reciclável. Na gestão passada a coleta de lixo reciclável fez as coisas melhoraram. Nesta gestão a coleta passa de vez em quando e, de vez em quando, eu fico esperando e saio correndo atrás do caminhão para dizer que tenho reciclável na frente do portão. A greve dos lixeiros deveria ser uma lição para os governantes. Se se levasse a sério o ambiente e o trabalho (saúde) dos lixeiros o lixo seria todo reciclável. Mas a gente ainda parece o colonizador português que jogava a sua merda no meio da rua para ser levada pelas chuvas. As duas senhoras gordinhas que pegaram seu lixo ontem e jogaram na frente do sindicato, pareciam duas donas doidas: é difícil viver com seu próprio lixo. A gente emporcalha as mãos do lixeiro, mas quer a nossa casa limpa. Esta consciência mediana precisa mudar.
Escrito por martabellini às 09h22
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Ópera buffa: a greve dos funcionários da Prefeitura de Maringá
O Blog Factorama está dando excelente cobertura da greve. As noticias revelam uma face perversa de uma greve quando uma família (que está no poder de uma cidade média como Maringá) resolve que com apelos religiosos, com apelos à escolta com armas (como no caso do caminhão de lixo com escolta armada) e com apelos dos vereadores as coisas se resolvem. O prefeito pôs todos seus assessores para resolver a greve, mas os métodos não validam as estratégias.
O que vejo:
1) A não negociação da greve leva-a para caminhos duros e com indícios de enfrentamento. Um caminhão para catar o lixo com escolta armada é preocupante. Quando as coisas atingem este nível alguma morte pode sair deste conflito.
2) Os vereadores têm que sair desta inércia. Têm que ajudar o prefeito a negociar. Não basta apoiar o prefeito. Os vereadores estão escondidos, estão tentando apoiar o prefeito, mas eles já se esbarram na antipatia de todos, pois quando é para apoiar uma lei qualquer para o prefeito lá estão eles, mas e quando têm que impedir um conflito? O que estão fazendo? Ficam incitando o conflito mesmo quando não fazem nada. Aliás, o vereador Dorival Dias que tanto quis fazer a greve na gestão do PT agora se esconde. Ele tem que vir a público, pois é um grevista oportuno, somente?
3) O prefeito tenta, via mídia da cidade, falar contra os funcionários. Mas se esquece que os funcionários, mesmo sem a mídia, têm parentes, têm vizinhos, têm as igrejas e comunicam com estas instituições. Esquece-se que teve 51% dos votos e que a cidade é dividida.
4) A não negociação e a veiculação das mensagens do prefeito na mídia falando em “greve é do diabo”, com assessores querendo filmar tudo e todos da greve, esquenta o conflito, pois a produtora de vídeos está sendo paga pela prefeitura (portanto, com nosso dinheiro), e cheira perseguição, sim. Por que filmar tudo? Aliás, chegou a um ponto anti-diplomático que foi a intenção de filmar a audiência de um juiz.. Ora, isso não se faz; é uma provocação ao judiciário.
5) Toda greve é difícil, mas ela precisa ser conduzida para a negociação. Por que não negociar? Só para manter a pose de dureza? Todos sabemos que a prefeitura tem ajudado empresários, paga muito bem seus secretários, paga a Jacques Vídeos, pagou muito bem para a vinda do médico Jairo Bouer para o evento/semana de prevenção da Aids ...que mal teria, então, sentar com os funcionários e negociar a greve. Negociar sem escoltas armadas.
Escrito por martabellini às 11h06
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