Triste notícia: morte do Bussunda
Logo de manhã ouvi na CBN nacional: Bussunda morreu de ataque cardíaco. No momento não liguei ao humorista do Casseta; depois me veio a realidade da coisa. Que pena! Gosto de humorista. E gostava do Bussunda. Um amigo meu resumiu a ópera: tanta gente para morrer e logo ele?! Perplexidade geral.

Escrito por martabellini às 11h40
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E o troféu vai para...?
Nesta semana o troféu vai para o filme que o Andye fez da sessão de terça-feira na Câmara dos Vereadores de Maringá.
Ver a saia justa dos vereadores do prefeito sob as vaias dos funcionários deixa alegre qualquer pobre diabo!
O outro troféu vai para Dorival Dias. Na greve de 2003 ele foi o corajoso defensor da greve (e não dos grevistas). Defendia a greve porque ela foi feita na gestão do PT. Só por isso. Mas não defendia os grevistas. AGORA ele apóia o prefeito contra os grevistas.
Perguntinhas que o PSY Reich faria:
1) Como uma pessoa vira a casaca e não sente vergonha? Vergonha filosófica diria o Sartre.
2) Por que tanto amor ao governante atual?
3) Como pessoas assim se sentem em relação ao brio próprio?
4) É um ser autônomo aquele que só obedece ao seu superior?
Escrito por martabellini às 18h46
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Leitura para os dias da greve
O Assassinato de Cristo e Escuta, Zé Ninguém de Wilhelm Reich.
Escrito por martabellini às 09h39
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O cordão de isolamento do prefeito           
Quais são os sentimentos daqueles que protegem o prefeito contra a diretora do sindicato ou dos funcionários em greve? Como é a vida afetiva daqueles que amam proteger o prefeito dos grevistas? O que move alguém a amar o poder e os poderosos? Só o dinheiro? Ou há algo mais? (perguntas que faço quando vejo o cordão de isolamento em torno do prefeito).
A greve dos funcionários da prefeitura de Maringá põe na rota das notícias todos os alcaides do prefeito. Na Câmara, os vereadores são vaiados pelos funcionários, na Justiça do Trabalho aparece o representante do Procon no lugar do prefeito, dois vereadores, representantes do prefeito, chegam juntos e são impedidos de entrar. Há uma redoma em torno do SBII. Enquanto isso o prefeito faz reunião com os representantes da SOCIEDADE CIVIL, diga-se, os empresários, para falar mal da Ana, presidente do sindicato, o mesmo sindicato que ele destruiu destituindo todos os diretores deixando apenas a Ana lá. Não, gente, não estamos na última cidade do Brasil. Estamos em Maringá, sul maravilha. O prefeito tenta aplicar aqui o que se aplica em terra sem lei. Mas não dá certo.
A respeito do cordão isolante falo do REICH (um pensador Psi):
“Se você escutar alguém falando de progresso, de liberdade, de felicidade, de paz e de fraternidade entre os homens, e não indicando ao mesmo tempo quais são as leis que devem ser mantidas e quais as que é preciso suprimir, você está diante de um hipócrita que não pensa no que diz. Ele fala para ganhar votos ou riquezas ou poder ou uma cadeira nesta ou naquela assembléia, ou se prepara para continuar o Assassinato de Cristo” (O Assassinato de Cristo).
Escrito por martabellini às 09h26
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Ouvindo Mr Prefeito
Agora a tarde, quarta-feira, cerca de 15h, ouvi na CBN local, a entrevista do Mr prefeito de Maringá. Ele justificativa a reunião feita com a “sociedade” de Maringá para discutir a greve dos funcionários municipais.
Quem é a “sociedade” para o prefeito? São os empresários, são alguns sindicatos e presidentes das associações de bairro. Puxa, que sociedade pequena! A ênfase nos empresários como a sociedade de Maringá é curiosa. E, nós, que não somos empresários, somos o quê?
Sugiro aos grevistas e a todos que discordam desta classificação: não comprem mais nas lojas destes empresários que são a sociedade. E, aí, saberemos que todos somos cidadãos desta cidade. 
Escrito por martabellini às 16h54
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Os funcionários em greve
Assisti ao vídeo feito pelo Andye Iore da sessão da Câmara dos Vereadores de ontem terça-feira no Blog Factorama (veja o endereço ao lado e assista!). Lá estão os funcionários municipais em greve há 11 dias aqui em Maringá. É interessante ver a postura corporal dos vereadores vaiados. Reich explica. Um deles encheu o peito e passou pela vaia com um pombo. O Dorival Dias, que apoiou os grevistas municipais na gestão do PT, ficou com uma postura corporal mais cabisbaixa, arcou as costas. O John ficou para lá e para cá. Que situação, hein, vereador! É duro enfrentar o povo nestas horas! Não pode bater, chamar a polícia, não pode xingar ... Estes embates são saudáveis. Se as eleições para a Câmara Municipal fossem realizadas neste ano, muitos destes vereadores cairiam. Um problema da reeleição dos vereadores que estão na Câmara há décadas, é o voto de cabresto. A senhora que faz limpeza na casa da minha colega Val, disse que o marido dela, taxista, “ganhou” os 4 pneus de certo vereador que foi eleito. Eu mesma presenciei uma cena interessante em uma policlínica do Jardim Alvorada. Eu estava esperando o M. que é fisioterapeuta. Entram três pessoas. Uma delas diz à secretária: “Vim para uma consulta com o doutor J”. A secretária responde: São R$50,00. A outra mulher que acompanhava a paciente do Doutor J. grita: Eu falei com o vereador C. C. e ele disse que é para cobrar R$40,00! E, assim foi feito. É daí que vem a repetição dos mesmos vereadores da Câmara de Maringá. É da união da fome (dos cidadãos) com a vontade de comer (o dinheiro público) de certos vereadores. 
Escrito por martabellini às 10h52
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A greve dos lixeiros em Maringá
Ontem, depois de dias sem ver a cidade, passei por várias ruas de Maringá. Os funcionários estão em greve. Os sacos de lixo abundam nas calçadas. As ruas estão muito sujas. Isto me fez lembrar um texto que li sobre história do Brasil. No século XIX todo o lixo era jogado nas ruas. Os restos fisiológicos humanos eram jogados nas ruas. Esperava-se que o tempo prometesse uma chuva para jogar as merdas fora das residências e serem levadas pela chuva. Com o saneamento este problema foi resolvido. Restou o outro lixo. No século XX o lixo, primeiro foi recolhido dos latões, agora é recolhido em sacos plásticos. Na essência o saco plástico mantém aquele monte de tudo que os moradores jogavam nas calçadas. O que mudou neste sentido é que no século XIX tudo era jogado sem embalagem, agora tem um plástico envolvendo o lixo. Nós continuamos meio porquinhos, pois não separamos o lixo: em um lixo tem tudo, arroz, feijão, vidro, papel. Daí que os hábitos foram mantidos. São os mesmos hábitos do século XIX, embora saibamos que podemos separar os papéis, os vidros do lixo orgânico. Isso é feito no Japão. No Brasil além de “sujinhos” somos um tanto desleixados e até mesquinhos, pois o lixo é coletado por pessoas que, a despeito de usarem luvas, são obrigadas a pegar um material bem perigoso. Não nos importamos nem com o impacto ambiental, nem com o impacto sobre a saúde dos lixeiros. Continuamos com a mentalidade do século XIX nesse quesito. 
Escrito por martabellini às 10h00
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HIV/Aids nos livros didáticos
Terminei de fazer um artigo sobre as idéias sobre HIV/Aids nos livros didáticos. Comparei o que dizem os cientistas e o que dizem os livros destinados à educação das crianças. Analisei as figuras de retórica (ou de linguagem) de 20 textos de divulgação científica e de 10 livros didáticos. Há uma distância enorme entre os dois discursos. Os textos de divulgação científica falam de interação HIV/célula de defesa, o linfócito. Os livros didáticos falam de guerra entre o HIV/linfócito. Acontece que pelo modelo interação somos informados que o HIV pode errar e nem tudo na célula é este ataque feroz do HIV. Os livros didáticos apreciam as metáforas ataque, vírus feroz, vírus mortal. Os textos científicos mantêm uma linguagem mais próxima aos dos estudos e das pesquisas. O esforço para dar aos textos didáticos uma função pedagógica torna os textos didáticos criminosos. É de matar ou emburrecer qualquer leitor.
Escrito por martabellini às 10h07
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Queridos blogueiros,
Fiquei gripada nesta semana e isso se misturou com as dores de cabeça. Mas, hoje estou melhor e volto à escrita, uma coisa que me faz sentir bem.
Li tanta coisa nestes dias! A Revista Caros Amigos traz uma boa entrevista com Juca Kfouri. Vale a pensa ler. A Caros Amigos também fez uma edição especial sobre o PCC. Muito boa a matéria, boa mesmo.
Escrito por martabellini às 09h54
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