Meus amigos Edson, Amélie, Glória....
Desculpem-me a resposta tardia, mas nesta semana (e as outras anteriores) as minhas dores de cabeça me pegaram mesmo! Daí eu fico um tanto arredia de computador.
Voltando ao tema escola. No momento (e deve ser reflexo das enxaquecas) não vejo a escola senão como um lugar muito difícil de mudar. Os professores reclamam muito, reclamam tanto que não dá para agüentar. Todos reclamam do baixo salário, da não condição de trabalho, falam dos alunos que não estudam blá blá blá. Disso me cansei. Tem salário baixo? Vá lutar no sindicato! Os alunos não estudam? Mas e os professores estudam? Não, não estudam. Existem professores que falam: “As escola...” “os vereador”. Há professores que usam o livro didático e nunca abrem nada, nem jornal, nem revistas... Uma aluna minha de mestrado ao apresentar seu trabalho disse “Menas” (menos). Aí, entrei em parafuso: Somos nós, na universidade que estamos falando assim e fazendo “vistas grossas” à deformação que damos.
O pessoal que fala de escola como o Dimenstein, o Rubem Alves falaram bastante, mas há um nó que ninguém desata. Por exemplo: por que um professor de física não sabe ensinar física para as crianças? Por que um aluno de biologia sai dizendo que Lamarck disse que a girafa esticou o pescoço para comer quando ele não escreveu nada disso? Por que o professor de química fica dando fórmulas para as crianças decorar até elas ficarem roxas de raiva? Por que tanta baboseira nos livros didáticos, e a gente continua a gastar muita “plata” com estas porcarias? Nós que formamos professores precisamos mudar também. 
Escrito por martabellini às 18h08
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Escolas, ah! As escolas....
No meio da greve dos servidores municipais, dos problemas de Maringá, resolvi retomar o que disse o Julio Groppa. Eu ouço o que dizem os secretários de educação, os professores, apenas para escutar suas concepções porque, de fato, eles são sempre chatos. Ouço, às vezes, o Gilberto Dimenstein ou leio o Rubem Alves para conhecer o que dizem. O Dimenstein é um vendedor de notícias boas e me impaciento com suas “descobertas”. Ninguém fala melhor de escolas como o Lauro de Oliveira Lima. Ou melhor, fala a verdade das coisas. Primeiro: a escola é a mais politizada das instituições do país. Todos falam dela. Na época das eleições todos os políticos falam da escola. Nos desfiles comemorativos lá vão os alunos serem enfeites nas ruas para deleite dos políticos locais. Segundo: as escolas são as instituições, pelo menos no Brasil, mais afeitas aos desmandos. Nasceram para receber os mais ricos, MAS tiveram que ceder espaço à população. Daí que qualquer educação vale. Os livros didáticos não valem senão pelo peso do preço e da massa mesmo. São ruins, segunda categoria de livro (e nenhum sindicato de professores reclama?). Os professores não gostam de dar aulas, cansam-se das crianças. Os diretores ficam guardando as escolas como cães de guarda do governador, do prefeito ou secretários. Há secretários de educação que primam pelos rebanhos. Mas não pensam na educação das crianças e jovens. As crianças são obrigadas a engolir as pílulas das aulas chamadas de conteúdos (odeio este termo!). Como disse o Julio Groppa, nem as escolas privadas escapam a esta porcaria de conteudismo dos mais tacanhos. Minha filha de 16 anos está estudando para as provas do mês: está há dias decorando (seu cérebro) com as definições sobre geologia do Japão e Oceania. Haja decoréba! Para onde ela vai com este “conteúdo”? Não chega até a esquina e o conteúdo já era!
Escrito por martabellini às 07h40
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Professor critica escolas públicas e privadas
Júlio Groppa Aquino, professor da USP, São Paulo, dá entrevista polêmica na Carta Capital. Chama Chalita e Gilberto Dimenstein de repetidores midiáticos (opinião que partilho). Diz que os professores faltam muito e que 70% deles não gostam do que faz (também partilho desta opinião). Leia a entrevista na íntegra:
http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=3198
Alguns trechos:
CC: Segundo levantamento citado no livro A Escola Vista por Dentro, de Simon Schwartzman e João Batista Oliveira, 77% dos professores do ensino fundamental público culpam o desinteresse dos alunos pela alta repetência. Essa é uma das teorias que o senhor mencionou? JG: Claro. É como dizer que o problema da saúde são as doenças, e o da Justiça, os delitos. “Se fôssemos um povo menos criminoso, a Justiça seria melhor. Se fôssemos mais interessados em educação ou, em outras palavras, menos ignorantes, a educação seria melhor.” É a lógica dos mitos. E esse talvez seja o maior deles: o de responsabilizar o alunado. Não faz o mínimo sentido, mas está generalizado não só entre os profissionais da educação, como também na opinião pública, que ratifica esses clichês, esses abusos cometidos contra os jovens.
CC: E em relação às particulares, também não falta cobrança? JG: As escolas privadas são a cara da elite brasileira. Fazem parte do seu “pacote existencial”: academia, shopping, condomínio fechado, escola privada. Elas vendem aquilo que a elite quer: uma farsa com fachada de excelência. O processo de desinstitucionalização escolar, que na escola pública assume a forma de deserção, na escola privada confirma-se como fraude pedagógica. Não há o mínimo de supervisão, de controle. O ensino particular é um Velho Oeste. Tem jurisdição própria e transparência zero. E não há debate algum sobre isso. A escola privada, no Brasil, está acima de qualquer suspeita, como se seus resultados fossem sempre ótimos. E a imprensa em geral só faz alimentar a mistificação, como o ranking das melhores escolas privadas feito pela Veja em 2001. Em meados deste ano, a Folha de S.Paulo publicou um caderno especial intitulado Colégios, em que mostra o cotidiano das escolas campeãs do vestibular. E o que lá se vê? Hiperconcorrência entre os alunos, “baias” individuais, avaliação frenética, vigilância digital, exclusão sistemática dos “mais fracos”. Um dos destaques é o Colégio Objetivo, que pertence ao “barão” do modelo escolar vigente, o senhor (João Carlos) Di Genio. Não dá para acreditar que essas “corporações” espalhem impunemente seus horrores pedagógicos e que a imprensa seja servil a isso tudo. É preciso ter coragem para desmascarar esse estado lamentável das coisas na educação, seja particular, seja pública.
Escrito por martabellini às 10h02
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Para um dia mais frio uma vela acesa de Salvador Dali.
Escrito por martabellini às 12h01
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A gente tem que descansar
Neste dia de domingo cinzento, raro em Maringá, mas que aparece no chamado inverno, vejo muita coisa nas ruas da cidade. Uma delas é a venda de camisetas, bandeiras e similares para brindar a Copa e o time do Brasil. Neste período o povo descansa de tanta CPI, candidatos a tudo, demagogia dos prefeitos, demagogia nossa e segue seu ritmo: vai vestir algo verde a amarelo para ver se a esperança retorna e fica um pouco mais entre nós. Nas bancas de revistas, nas ruas, nas avenidas, lojas da Avenida Brasil e do Shopping, em diferentes lugares predominam os ícones brasileiros. Todos querem acreditar no Brasil.
Escrito por martabellini às 11h54
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