
Mãos amigas e parceiras: assim se vive e se morre na cidade Canção!
Escrito por martabellini às 11h41
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É dando que se recebe: o Hospital Municipal vai para as mãos amigas, mãos empreendedoras (sic).
É difícil analisar discurso de político, sobretudo quando ele usa charme no tom da voz, é jovem, alto, de olhos claros e vem uma família tradicionalmente ligada à política local. Quando estas dimensões estão presentes no discurso do candidato a prefeito, no caso estou falando do atual prefeito SBII, ele ganha o público. SBII tinha um grande índice de rejeição, pois é irmão do deputado Ricardo Barros que já não é mais bonito (como era em sua juventude quando foi eleito prefeito de Maringá) e, principalmente porque é odiado pelos funcionários públicos da cidade. Quem não se lembra da fuga do Ricardo, então prefeito de Maringá, pelo telhado da prefeitura para não enfrentar os funcionários em greve. Saiu na TV Globo.
Quanto ao SBII, uma vez eleito, fez muita coisa que o Gianotto (ex-prefeito da cidade) fazia: empresta as coisas públicas para as privadas. O caso do Hospital Municipal é emblemático. Este hospital foi construído com dinheiro público para ser “doado” para algumas entidades privadas. Se analisarmos a planta do hospital veremos que os quartos apresentam uma área que cabe apenas uma cama com folga. Como hospital público deveria ter um espaço para duas camas, mas por que foi feito para somente uma cama? Para atender pacientes que pagam, é claro. Daí em 2000 o PT ganha as eleições para a prefeitura, termina a obra com dinheiro de nossos impostos e faz o hospital funcionar. Em 2004 o PP retoma seu nicho na prefeitura e o plano inicial do hospital: dar ou fazer “parceria” com parceiros. É isso aí, compadre, como dizem os jovens.
A ordem do SBII é privatizar. Ele não usa este termo; usa eufemismos, próprios do discurso político. Assim, ele fala em parcerias, terceirização... tudo para dizer: vou oferecer o prédio, os materiais do HM etc para os pobres parceiros administrarem o que É público. Ajudamos os médicos que se tornarem donos do HM, a comprar mais prédios na cidade, casas de praia, aviãozinhos etc. Lembram-se do compositor e cantor Juca Chaves? Sem eufemismo algum ele dizia nos cartazes de seus shows: Ajudem o Juquinha a comprar seu avião. Venha assistir o meu schow!
Leia a notícia sobre a privatização do HM no BLOG Cotidiano em Pauta. http://www.cotidianoempauta.blogspot.com/
Escrito por martabellini às 11h35
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Quem é o culpado pelo Brasil estar no último lugar?
Adivinhem?
Não são os políticos e suas politicagens!
Música do Língua de Trapo para todos!
http://www.linguadetrapo.com.br/musicas/Lingua%20ao%20Vivo/wma_full/Regui%20Espiritual.wma
Escrito por martabellini às 01h13
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De Janene, o deputado doente (sic), ao não honroso maior índice de repetência do mundo
Janene, o deputado do PP, aliado no governo federal ao PT, pede para não ser cassado. Sem trabalhar, desde o ano passado, está sendo rigorosamente pago pelos cofres públicos nos últimos 8 meses; ele quer se aposentar por invalidez (sic).
Ouço esta má notícia às 6 horas da manhã depois de uma noite passada em parte diante da tela de um computador. Vou ler a Folha de São Paulo, on line, de 04/05, de manhã. Outra má notícia. Nossas crianças no pior ranking da educação: estamos com um dos maiores índices de repetência do planeta.
Deputados como o Janene que são muitos no país e crianças com fome intelectual (e talvez fome biológica) são a cara do Brasil. De um lado, a vida fácil dos deputados: salários, gratificações, verbas de todo o tipo. De outro as escolas e suas crianças em ritmo de destruição. O Janene certamente se elegeu falando que queria e quer uma educação diferente. Elegeu-se dando mimos para professores. Elegeu-se dizendo que a educação eleva o país. Só não disse que os políticos e suas façanhas elevam também o analfabetismo. A educação é certamente a mais lembrada pelos políticos nas eleições. A outra má notícia, pelo menos para mim, é que o método fônico (o bebê baba) será a salvação das crianças. O PT deve assumir esta bobagem para salvar a criançada. Aqui no norte do Paraná, muitas escolas estão “aplicando” o método desde 2003. Eu quando vejo o Janene falando tenho a percepção de que ele foi alfabetizado por cartilha fônica. Repete, repete, repete: eu sou inocente, somos todos inocentes, eu estou doente, eu sou inocente.
Hoje meu dia não foi muito bom. Tudo isso dá certo cansaço existencial.
Escrito por martabellini às 01h04
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Dieta, regime e greve de fome
Veja no Blog Aboboral:
Nem capitalista, nem socialista, o regime favorito do garotinho é fechar a boca.

Escrito por martabellini às 10h13
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Livros didáticos: a propaganda é a alma do negócio
Livro didático não é exatamente um livro. É um adorno às aulas. É um sustentáculo da escola. É um borrador mal feito de empresários que lucram muito com as idiotices que seus autores escrevem. Falei do conceito criacionista de evolução que temos nos livros utilizados nas escolas de todo o Brasil. Mas, a liquidação da ciência vai mais longe. O tema HIV/Aids nos livros foi por mim e pela Priscila Carozza Frasson, mestre em Educação para a Ciência na UEM e professora universitária, analisado. Examinamos 9 livros didáticos e uma apostila do curso Positivo. O vírus HIV é apresentado como “extremamente simples que causa uma doença mortal”. Os autores usam hipérboles para definir o vírus e a síndrome. Notem: Aids não é uma doença, mas um conjunto de sintomas, isto é, uma síndrome. Os livros começam errando na definição da Aids. As hipérboles (vírus extremamente simples que causam uma doença mortal) nesse caso criam uma antítese. “Algo bem simpleszinho que é voraz!”. Trata-se de um argumento que causa, acima de tudo, medo. Medo não educa, mas afasta os leitores (jovens estudantes) das informações básicas que eles, nós todos, devemos ter de uma das síndromes que mais avança entre os humanos. Descrever a estrutura e funcionamento da Aids do modo como fazem os livros didáticos, somente nos leva à desinformação e à perda, pois a Aids está ligada ao exercício da sexualidade, dimensão que ninguém abandona em sua existência. Além disso, o caminho dos livros didáticos abandona as informações científicas para dar lugar às pseudo lições acerca das ciências e à moral autoritária.

Escrito por martabellini às 20h51
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Ticket esmola
Esta semana conversamos, eu e alunas de enfermagem, sobre as pessoas que pedem esmolas nos semáforos. Cada dia aumenta mais o número de pedintes. Maringá deixa de ser (agora às claras), a cidade formosa sem roubo e sem pobres Aos poucos a cidade mostra a cara de sua política: a mesma de todas as cidades do Brasil. Quanto aos pedintes dos semáforos, agora, eles têm um inimigo ao lado: as placas dizendo: “Não dê esmolas, denuncie...” Parece que houve uma proposta muito “interessante” em uma das Secretarias do SBII, e ao que tudo indica foi descartada. Sequer saiu dos bastidores. Mas, vale a pena comentá-la. Alguém propôs que no lugar de dinheiro fosse dado um ticket ao pedinte dizendo “Troque este ticket por #”. Algo assim: Troque este ticket por dinheiro ou comida. É a coisa mais INTELIGENTE ao contrário que ouvi até agora. Quem, em sã consciência, pode inventar um projeto deste! Tá certo que tudo no Brasil virou ticket principalmente salário. Para não aumentar os salários os patrões inventaram o ticket, a cesta básica (com comida de última qualidade) e outras “coisitas más” para subtrair força de trabalho sem aumentar salário. Em Cianorte, cidade vizinha a Maringá, segundo me relataram professoras municipais, a cesta básica é disputada. E os professores precisam ter especialização para recebê-la. Viva o ticket mesmo que for para dar esmolas. Esmola ticket. É o Brasil!

Escrito por martabellini às 20h24
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