Meu humor
Meu perfil
BRASIL, Sul, MARINGA, CIDADE JARDIM, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, French, Livros, Arte e cultura
MSN -




Arquivos
 20/05/2007 a 26/05/2007
 13/05/2007 a 19/05/2007
 06/05/2007 a 12/05/2007
 29/04/2007 a 05/05/2007
 22/04/2007 a 28/04/2007
 15/04/2007 a 21/04/2007
 08/04/2007 a 14/04/2007
 01/04/2007 a 07/04/2007
 25/03/2007 a 31/03/2007
 18/03/2007 a 24/03/2007
 11/03/2007 a 17/03/2007
 04/03/2007 a 10/03/2007
 25/02/2007 a 03/03/2007
 18/02/2007 a 24/02/2007
 11/02/2007 a 17/02/2007
 04/02/2007 a 10/02/2007
 28/01/2007 a 03/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 24/12/2006 a 30/12/2006
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 26/11/2006 a 02/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 15/10/2006 a 21/10/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 01/10/2006 a 07/10/2006
 24/09/2006 a 30/09/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 27/08/2006 a 02/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 06/08/2006 a 12/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 23/07/2006 a 29/07/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 09/07/2006 a 15/07/2006
 02/07/2006 a 08/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006
 04/06/2006 a 10/06/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 21/05/2006 a 27/05/2006
 14/05/2006 a 20/05/2006
 07/05/2006 a 13/05/2006
 30/04/2006 a 06/05/2006
 23/04/2006 a 29/04/2006
 16/04/2006 a 22/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 02/04/2006 a 08/04/2006
 26/03/2006 a 01/04/2006
 19/03/2006 a 25/03/2006
 12/03/2006 a 18/03/2006
 05/03/2006 a 11/03/2006

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Cremilda na escola
 Factorama
 Educaforum
 Consciência Net
 Osmar Mura
 Angelo Rigon
 SISMMAR
 BLOG da Glória Leopoldina MG
 Cotidiano em Pauta
 Língua de Trapo
 Pedagogia do BLOG
 Castelorama/Aboboral
 Ronaldo Nezo
 Mamocos
 Casa do Noca
 O monolito negro BLOG sobre Ciência Maringá
 Nominimo
 Caminhar
 Identidade, Ativismo e Movimento Homossexual
 Blog do Marcelo Coelho
 Comciencia
 Síndrome de Estocolmo
 Issamu Maringá
 Guga
 Santos Passos SP
 Flavio Prada
 Marcia Clarinha
 Cris Passinato
 Claudio Eugênio Canteiro de Obras
 Sugarfight
 Arte em toda parte Clauky Saba
 Rubens Molina
 Mani
 Always por um triz
 Jasmine
 Terra temperamental Lou Salomé
 Jannine
 Ciência em dia Marcelo Leite
 Marcus Pessoa
 Andre Kenji
 Blog Josias
 Messias Mendes
 Blog do Elias Brandão
 Beths (Vitrola) Brasília
 A Feminista
 Luis Nassif
 Caixa de Pandora
 Amelie Pulante
 Roberto Balestra
 Lino Resende
 ROBERTO ROMANO - Unicamp
 1001 maneiras de Me Poupar Portugal
 A natureza do mal Portugal
 CHARGES do GUZ
 CARICATURAS DO GUZ
 Mundo do JUNIOR Maringá
 Elisabete Cunha Bahia
 LUZ DE LUMA
 Apoio fraterno
 DESFIOS
 Cão com pulgas
 A matéria do tempo
 GUANTA LAMERA
 Roque Sponholz
 Pérolas ALVARO CAPUTO
 PANORAMA Mario Araujo Filho
 A marvada pinga
 EX-petista
 O QUE PENSA ALUIZIO
 BLOG do Paulo VIDIGAL
 Bandeira ao Vento Portugal
 DE RERUM NATURA Portugal
 Família brasileira na Asia




Blog de Martabellini
 


Hoje divulgo do Jornal Recomeço on line, enviado por minha amiga Glória Reis de Leopoldina este texto da Ana Miranda.

Nós, os pouco felizes
Ana Miranda


Nós, os seres humanos
que vivemos em casas ou apartamentos,
e não em acampamentos nem nos viadutos,
nem nas favelas ou nos hospícios,
nós que vivemos em residências de cujas janelas
podemos ver a cidade em seus ofícios e vícios,
ou as paisagens do campo e suas luzes,
nós que sabemos cantar em prosa e verso,
que podemos andar, sorrir, comer,
temos a indústria e o comércio,
e conta nos bancos, universitários,
que nunca fomos à guerra ou despejámos mísseis,
nós que podemos ver o mar, as ilhas,
as aves, as montanhas, o céu belíssimo,
as nuvens pretas, as estrelas,
a amplidão do mundo,
que temos mapas e a astronomia,
médicos e anestesia, hospitais e poesia,
que podemos viajar, olhar vitrines e comprar,
nós, ai, nós, que sabemos ler e lemos livros,
temos fogões em nossas casas,
temos camas, temos sexo e desejo, temos o beijo,
nós que ouvimos música no rádio ou em discos,
que temos filhos com todos os dentes,
escola, agasalho e nem vivemos em Cuba,
nós que não somos curdos,
nem etíopes nem angolanos,
que temos florestas imensas, rios, terras,
temos seca e temos chuva,
temos quadros e gravuras,
o luar do sertão e as araras,
que choramos no cinema,
que temos alma e lágrimas,
mil caras, uma só, dedos sensíveis e crenças,
amores secretos, jornalistas altruístas,
padres guerrilheiros, músicos ardentes, escritores,
sindicalistas, líderes sem-terra à vista,
violeiros repentistas, loucuras, alvará de soltura,
uma terra com palmeiras onde canta o sabiá,
que temos carro ou sapato sem furo,
temos o passado e o futuro,
nós que assinamos revistas e jornais,
temos casa de campo, mesmo que seja de um amigo
onde há cavalos e pirilampos,
nós que jantamos à luz de velas,
tomamos vinho e meio embriagados
lemos poemas para os passarinhos,
ou para as belas mulheres,
ou para o ser que amamos, e amamos vários,
nós que somo amados, que vamos à praia
ou não vamos mas esperamos a praia vir a nós,
que vestimos roupas e usamos um antigo anel de família
que ainda não foi roubado, e que talvez nunca seja,
que tomamos cerveja,
que temos a confissão e o perdão,
que acordamos tarde e não andamos de trem,
que temos salário, ou renda fixa,
emprego, família, paixão,
nós que temos corpo e estamos vivos,
temos amigos, temos trabalho, fazemos exercícios,
somos hedonistas, artistas, poucos,
nós que fazemos cinema,
que sentimos o perfume e temos sonhos,
que adoramos ouvir estórias
contadas por qualquer estranho,
que dançamos alegres com as crianças,
que gostamos de lareira e frio,
sorvete e calor, o limpo e o macio,
que sonhamos navegar tornando o mundo pequeno,
que usamos biquínis e tangas,
desfilamos nossos seios nus nas escolas de samba,
que não somos da ralé nem da choldra,
nem da rafaméia nem do lúmpem nem da miséria,
que especulamos e ganhamos mas também perdemos,
nós que temos raízes, diretrizes, teatro,
damas atrizes, jogadores, senadores,
ai de nós, perdoai-nos,
somos os pouco felizes.



Ana Miranda nasceu em Fortaleza, Ceará, em 1951, e mudou-se para o Rio de Janeiro aos cinco anos de idade. Em 1959 foi para Brasília, ao encontro de seu pai, engenheiro, que trabalhava na construção da cidade. Em 1969 voltou para o Rio de Janeiro, a fim de prosseguir com seus estudos de artes. Iniciou sua vida literária publicando os livros de poesia Anjos e demônios (editora José Olympio/INL, Rio de Janeiro, 1979) e Celebrações do outro (editora Antares, Rio, 1983).
Ana Miranda escreve contos, artigos para jornais ou revistas, pre-roteiros para cinema. Colabora com a revista Caros amigos, e escreve crônicas no Correio Braziliense. Foi escritora visitante na Universidade de Stanford em 1996, e faz palestras e leituras em universidades e instituições culturais de diversos países. Entre 1999 e 2003 Ana Miranda representou o Brasil na União Latina, em Roma e Paris. Seu livro Desmundo foi adaptado para cinema, num longa-metragem dirigido por Alain Fresnot.
A obra da escritora tem sido matéria de estudos por parte de professores, críticos, mestres, recebendo teses e monografias, geralmente ligadas a questões de literatura & historia, Barroco brasileiro, Romantismo, ou pos-modernidade. Seu livro Boca do Inferno foi incluído na lista dos cem maiores romances do século, em língua portuguesa, publicada no caderno Prosa & Verso do Jornal O Globo, em 5 de setembro de 1998, elaborada por escritores, críticos e intelectuais.

Desde 1999 Ana Miranda mora em São Paulo.


 

 

 
 
   
     
     
 *    


Escrito por martabellini às 10h04
[] [envie esta mensagem
]





Cada país tem o Luizinho que merece. Nós temos o deputado federal, professor Luizinho, do PT, que foi absolvido ontem apesar de todas as evidências de seu mensalão, ou melhor, mensalinho. Ele e o Brant se merecem. Os dois foram os paladinos da Reforma da Previdência. Atuaram como nunca eu tinha visto atuar os ratos de Brasília. Na Globo apareceu outro paladino defendendo os deputados e dizendo que não houve acordão. É o Fernando Ferro, deputado que se irritava com os e-mails que eu enviava a ele. Não é só acordão. É pizza mesmo. Brasília, grande fornalha!



Escrito por martabellini às 01h29
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]